A hora e a vez dos amadores

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Como em tudo na vida, a tecnologia também tem dois lados. Hora ela nos traz algo de positivo, hora algo de negativo.
Com a internet e a popularização das câmeras de vídeo, máquinas fotográficas e celulares, que agora também produzem vídeos, surgem diariamente, centenas, milhares de pessoas que usam a rede para distribuir vídeos e informações erradas ou até mesmo falsas.

Este foi o caso de uma jovem na Austrália. Ela gravou em vídeo, um falso depoimento sobre um tiroteio nas ruas de Sidney, disponibilizou no youtube e da noite para o dia virou uma celebridade. Foi convidada para participar de programas de TV, entrevistas em jornais, rádios, até que seu “agente” recém contratado confessou que ela não era tudo mentira.

A grande promessa da internet é que ela democratizaria a informação. Não seriamos mais dependentes das grandes agências de notícias e nem dos conglomerados de comunicação. Em parte isto vem se concretizando, porém é preciso muita cautela. Atualmente vivemos o culto ao amadorismo. Como tudo ainda é novidade, inúmeros blogs, sites, e vídeos de pessoas comuns ganham notoriedade.
Mas o problema não para por ai. Muita informação falsa é disponibilizada na rede por empresas como o objetivo de atingir a concorrência.

Acontece que este não é um problema novo na história. Durante a idade média, com a invenção da prensa gráfica, milhares de livros duvidosos eram publicados. Se demos conta de resolver isto no passado, iremos também resolver agora. E se este é o preço que temos que pagar para que a internet exista, em minha opinião, vale muito à pena.
 

Disciplinas ministradas

Disciplinas ministradas nos cursos de Jornalismo, Rádio e TV, Publicidade e Propaganda, Design Gráfico e Turismo

  • Jornalismo
  1. Metodologia da Pesquisa
  2. Comunicação e Tecnologia
  3. Pesquisa em Comunicação
  4. Comunicação Comparada
  5. Comunicação Comunitária
  6. Tecnologia e Sociedade
  7. Semiótica no Jornalismo
  • Rádio e TV
  1. Linguagem Musical e Produção Sonora
  2. Roteiro para Cinema e Vídeo
  3. Direção  de programas para TV
  4. Produção 
  5. Edição de Vídeo
  6. Computação Gráfica
  7. Iluminação para TV

  •  Publicidade e Propaganda
  1. Produção de Propaganda para TV e Rádio
  2. Ética na comunicação

  • Design Gráfico
  1. Computação Gráfica - Vinheta para TV e Internet

  • Turismo
  1. Comunicação Integrada

Disciplinas ministradas em Cursos de Especialização

 

  • Produção Audiovisual para Dispositivos Móveis
Curso de Especialização em Cinema, TV e Novas Mídias - Universidade Federal de Juiz de Fora - Minas Gerais

  • Novas Tecnologias na Educação
Curso de Especialização em Docência no Ensino Superior - Fundação Educacional de Fernandópolis

  • Marketing Digital
Curso de Especialização em Marketing e Gestão de Pessoas - Fundação Educacional de Fernandópolis
     

    A ideologia do Séc. XXI

    quinta-feira, 29 de outubro de 2009

    O dia 09 de novembro de 1989 marca o fim de uma ideologia que dominou boa parte das ações dos indivíduos em todo planeta. Naquele dia, vinha abaixo o maior representante da ideologia vigente: o Muro de Berlin. A dicotomia Capitalismo X Comunismo chegava ao fim, pelo menos economicamente falando. Países comunistas de economia fechada, se abriram ao capital estrangeiro e privado e da noite para o dia, milhares de novos mercados consumidores surgiram, ávidos pelos bens produzidos nos países capitalistas.
    Mas, passados quase 20 anos sem o “medo” do comunismo, cabe a pergunta: qual a ideologia dominante agora? Quem é o mocinho e quem é o bandido? Como se diz em Minas, oncovô? (traduzindo: pra onde que eu vou?).
    Existe uma ideologia dominante hoje, não tem um viés político como na guerra fria, mas é tão poderosa quanto. E como o homem é um ser dicotômico, ela também possui dois lados. Atualmente o mundo é dividido ente os incluídos e os excluídos tecnologicamente. Celulares com câmera, Ipod’s, internet sem fio, banda larga, TV Digital, computadores ultra-rápidos, e tantas outras tecnologia de entretenimento e informação estão disponíveis a apenas 1 bilhão de pessoas no mundo. E os outros 5 bilhões?
    O problema da ideologia atual é que ela pode ser considerada ainda mais perversa que a anterior, pois a antiga era imposta e dependia muito do país que você nascia. Mas, agora, a imposição é econômica e mais cruel que a política, até porque a política sempre se utiliza da econômica de forma sorrateira.
    Se estamos vivendo a revolução da informação, há muita gente desinformada ainda.
     

    Cursos de aprimoramento

    Cursos de aprimoramento para alunos de cursos de graduação em Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Radio e TV.

    Cursos:

    • Apresentação para Telejornalismo
    Carga horária: 12 horas
    Conteúdo:
    • O texto na TV
    • Postura e empostação da voz
    • Figurino no Telejornalismo
    • Reportagem de rua

    •  Cinegrafia
    Carga horária: 12 horas
    Conteúdo:
    • Conhecendo a câmera
    • Planos de enquadramento
    • Fotografia para vídeo

    • Edição de vídeo no Adobe Premiere
    Carga horária: 20 horas
    Conteúdo:
    • Conhecendo a interface do programa
    • Configurando projetos para televisão, internet e celulares
    • Captura de imagens
    • Edição e recursos do programa
    • Exportando vídeos
     

    O que é Marketing Digital?

    Como estamos vivendo uma nova sociedade e uma nova economia era de se esperar que novas formas de marketing surgissem para fazer a ponte entre cliente e produto. E em tempos digitais era de se esperar que o marketing também seguisse este caminho.
    Somente em 2008 o comércio eletrônico movimentou 8,2 bilhões de reais. Mas não pense que o marketing digital diz respeito ao comércio eletrônico, na verdade o marketing digital utiliza a internet para alcançar as pessoas para qualquer tipo de negócio, mesmo que não seja a compra de um produto em um site. A questão principal, é que as pessoas estão utilizando mais a internet como fonte de informação do que outros meios, até mesmo a televisão e o marketing vai onde o povo está.
    Um ponto importante é que agora ficou bem mais fácil saber mais sobre o produto que se deseja comprar. É possível entrar em fóruns, blogs, comunidades e descobrir a opinião de outras pessoas sobre o serviço ou produto e sobre a empresa onde quero comprar.
    O segundo é que a tecnologia permite a qualquer um (qualquer um mesmo) anunciar na internet com preços bem razoáveis e competir com os grandes, pois você decide quanto quer gastar.
    A publicidade on-line levou ao máximo a segmentação, pois é possível conhecer e decidir quem vai receber seu anúncio, em que região e em que horário, e a grande novidade, é que o anúncio é cobrado somente quando seu cliente clica em seu banner ou anúncio.
    Mas, uma coisa ainda continua a mesma, não ser faz marketing sem pesquisa. Qualquer coisa diferente disto é jogar dinheiro fora.
     

    O fim do comercial de 30 segundos

    Muitos afirmam que o jornalismo impresso irá acabar em menos de 15 anos. Agora é o comercial de 30 segundos na televisão que vem sofrendo predições nada otimistas. Joseph Jaffe, profissional ligado ao marketing nos EUA, afirma sem nenhum constrangimento que o comercial de 30 segundos da TV mundial está com os dias contados. Para Jaffe, a fórmula não funciona mais e explica o porquê disso: a grande fragmentação da audiência.
    TV por assinatura, Internet, DVD, grande oferta de canais, games e celular, estão fazendo com que cada vez menos pessoas estejam assistindo a um mesmo programa de TV ao mesmo tempo. E para que o leitor compreenda a importância deste argumento, os comerciais na televisão têm o preço estipulado exatamente pela quantidade de pessoas que, de uma forma estimada, estão assistindo a televisão naquele momento. É o famoso IBOPE. Quanto mais gente assiste a um determinado programa de TV, mais caro é o comercial veiculado nos intervalos do programa. Se a audiência cai, também cai o preço do comercial e, em muitos casos, o programa chega a ser retirado do ar.
    Mas o problema, que até pouco tempo estava restrito a alguns programas, agora passa a ser uma crise em toda a estrutura televisiva. Se o comercial de trinta segundo não cumpre mais seu papel, como as emissoras de televisão irão cobrir seus custos? Essa é uma crise que as novas tecnologias estão impondo aos proprietários de televisão de todo o mundo.
    E para o anunciante? É possível atingir metas sem o comercial de televisão? Sim, é possível. A PEPSI, marca de refrigerante, realizou uma campanha de lançamento de produto nos EUA em diversos meios, e pela primeira vez, não produziu um único comercial para televisão. A questão é que televisão é muito caro, e hoje a Internet possibilita atingir um público do mesmo tamanho que a televisão com preços muito mais acessíveis.
    A verdade é que todos os meios tradicionais de mídia estão sendo desafiados em sua estrutura e também os profissionais responsáveis em divulgar produtos e serviços. O marketing já não é o mesmo. O futuro também já chegou à propaganda.
     

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    Tel 34 8414-3836

    E-mail:
    prof_kikomachado@yahoo.com.br
    francisco.machadofilho@gmail.com
     

    A videorreportagem como tendência na convergência Digital

    Este artigo propõe uma reflexão a cerca da possibilidade e tendência de novos formatos
    telejornalísticos ganharem força e espaço em plataformas diversas na era da
    convergência digital. Entre eles, discute-se a videorreportagem como um desafio para a
    segmentação e para a busca de novos conteúdos, com uma linguagem inovadora e atual.

    Artigo apresentado no congresso da Intercom/Região Sudeste – São Paulo – 07 a 10 de maio de 2008.

    Para ter acesso ao texto completo, envie um e-mail para prof_kikomachado@yahoo.com.br
     

    TV Digital: uma nova mídia e um novo modo de recepção em uma sociedade em rede

    O presente trabalho aborda os aspectos relativos à recepção de produtos ficcionais na
    TV Digital em uma sociedade em rede. Para tanto, a pesquisa analisa a Internet e a nova
    mídia dentro de pressupostos teóricos sobre a recepção de produtos audiovisuais, visto
    que novos signos serão incorporados ao ato de ver televisão, alterando seu modo de
    produção e recepção. Entretanto, não são analisadas neste estudo as características
    técnicas da tecnologia digital.

    Artigo apresentado no congresso da Intercom – UnB – 6 a 9 de setembro de 2006.

    Para ter acesso ao texto completo, envie um e-mail para prof_kikomachado@yahoo.com.br
     

    A TV Digital tem futuro?

    O presente trabalho analisa as tendências apontadas pela convergência digital colocando
    em cheque o atual modelo de TV aberta no Brasil e sua transição para a transmissão
    Digital em alta definição. As mudanças no hábito dos espectadores vem deslocando
    grande parte da publicidade para midias on-line e cada vez mais o público provido de
    banda larga dedica maior tempo à internet, onde o vídeo vem possibilitando
    personalizar e segmentar cada vez mais as produções audiovisuais transformando
    drasticamente a relação da televisão e sua audiência.

    Artigo apresentado no congresso da Intercom – Natal, RN – 2 a 6 de setembro de 2008.

    Para ter acesso ao texto completo envie um e-mail para prof_kikomachado@yahoo.com.br


     

    A TV Digital será mesmo interativa?

    O presente artigo analisa a possibilidade do espectador da TV Digital em montar sua
    própria grade de programação como sendo uma possibilidade de interatividade, mesmo
    que o conteúdo das emissoras seja disposto hierarquicamente ao receptor. Para tanto,
    analisa a interatividade dentro dos parâmetros apresentados por Santaella (2004) e se
    utiliza das bases teóricas da Estética da Recepção onde a construção de estruturas
    narrativas se da no ato da leitura, tanto de textos ou imagens.


    Artigo apresentado no congresso da Intercom - Santos - 29 de agosto a 02 de stembro de 09
    Para ter acesso ao texto completo, envie um e-mail para prof_kikomachado@yahoo.com.br
     

    A construção do pensamento - Metodologia da Pesquisa

    A passagem da especulação escolástica à filosofia da natureza. A natureza passa a ser entendida e explicada experimentalmente: "O que antes era visto como mero local de tentações para uma alma que aspirasse a recompensas noutro mundo, torna-se objeto de conhecimento científico. Em conseqüência, desenvolvem-se tentativas de estudo experimentais dos fenômenos - esboçadas desde o século XIII nas Universidades de Paris e Oxford. Este tipo de investigação é que ganhará contornos definidos com os trabalhos científicos de Leonardo da Vinci (1452-1519) e de outros pensadores, a prenunciar a física de Galileu e Newton, desenvolvida no século XVII. Copérnico (1473-1543) formula a célebre teoria heliocêntrica. Tycho Brahe (1546-1601) prepara o caminho para a descoberta da lei da gravitação universal de Newton.

    O segundo deslocamento se dá quando se passa da análise da natureza para a análise da sociedade. Percebe-se, então, que a organização da sociedade não é natural, mas histórica. Questionam-se, filosoficamente, os fundamentos da sociedade a partir da ótica da nova ordem burguesa. É uma crítica ao poder absoluto, no qual Deus criava, organizava e geria o mundo através da Igreja e de suas leituras da realidade.
    Texto completo: Clique aqui!!!
     

    Palestras Realizadas

    quarta-feira, 28 de outubro de 2009

    As novas tecnologias e o Design Gráfico para Televisão
    Local: Governador Valadares - Minas Gerais
    Instituição: Universidade Vale do Rio Doce - Univale
    Motivo: V Encontro Regional de Alunos de Design
    Data: 01/11/2009
    Arquivo em Power Point/2007 - Clique Aqui!




    O marketing e as novas tecnologias digitais
    Local: Frutal - Minas Gerais
    Instituição: Universidade Estadual de Minas Gerais - Campus Frutal
    Motivo: 3ª Semana Acadêmica do Curso de Comunicação Social
    Arquivo em Power Point/2007 - Clique Aqui!





    Debate: Novas tecnologias na comunicação
    Local: Ituiutaba - Minas Gerais
    Intituição: Faculdade do Triângulo Mineiro
    Motivo: 8ª Semana da propaganda





    A implantação da TV Digital no Brasil
    Local: Curitiba - Paraná
    Instituição: Universidade Federal do Paraná
    Motivo: Atividade de Extensão
     

    Livro TV Digital

    Fruto da minha Dissertação de Mestrado em Mídia Cultura, o livro aborda os aspectos relativos à recepção de produtos ficcionais na TV Digital em uma sociedade em rede.

    O texto é dividido em seis capítulos, nos quais são discutidas algumas hipóteses referentes ao ato de recepção dos produtos audiovisuais na TV Digital e os aspectos ligados à sua produção e comercialização.

    O texto foca a questão da tecnologia da informação, a convergência entre as mídias e a interação entre homem e máquina.

    Transfere para o espectador da TV Digital as mesmas características dos três tipos de leitores do ciberespaço apresentados por Santaella (2004), sublinhando habilidades e competências necessárias para se navegar no ciberespaço que poderão ser requisitadas para a recepção dos produtos audiovisuais da TV Digital.
    Analisa também, os aspectos da recepção, ampliando o conceito de leitor para além do leitor apenas de palavras e traça as linhas teóricas da Estética da Recepção.

    Por fim, é apresentado e analisado o Projeto Brasileiro de TV Digital, assim como, segundo Barbero & Rey (2001), a hegemonia do audiovisual na sociedade contemporânea e a tendência da fragmentação da audiência pelos novos dispositivos tecnológicos como alternativa contra esta hegemonia.

    Prefácio do Livro
    Por :Edgard Rebouças

    São as lógicas sociais que determinam as mudanças tecnológicas? Ou são as lógicas da tecnologia que determinam as mudanças sociais? Tal questionamento vai muito mais além do que os infindáveis debates sobre ovos e galinhas. Há algumas poucas décadas pesquisadores do campo da Comunicação têm se aventurado, se encantado, se desiludido, se batido e até se mordido diante de tal enigma lançado pela Esfinge da busca científica. Para quem estiver começando a ler este livro com a intenção de encontrar tal resposta, um alerta: desista logo neste primeiro parágrafo! Aconselho até a dar uma olhada ao longo da prateleira que se segue desta mesma estante na livraria ou biblioteca onde estiver. O que não faltam ai ao lado são gurus de plantão, futurólogos de ocasião ou conselheiros de auto-ajuda para aqueles que só querem se iludir confirmando conclusões pré-fabricadas.

    Tenho orgulho em ver que, neste livro, Francisco Machado Filho não se deixou cair na armadilha das belas sereias. Muitos navegantes, com mais mares percorridos, não tiveram a mesma sorte... ou a mesma força de vontade. Orgulho maior ainda, por ter podido acompanhar de perto ou de longe, ao longo dos últimos 10-11 anos, a evolução e o amadurecimento deste pesquisador meio mineiro-capixaba-paulista..., que todos conhecemos mais como Kiko.

    Tratar do tema TV digital é um desafio para qualquer pesquisador. O objeto é fluido, escorregadio, mutante. Ainda mais que envolve questões não somente tecnológicas, como também políticas, econômicas, sociais e culturais. O mais interessante neste livro, é que Francisco Machado, digo, Kiko, conseguiu pincelar todos estes aspectos, abrindo uma porta de observação e análise mais voltada para a recepção; não somente para os processos de produção e distribuição que vêm sendo levantados – muitas vezes rasteiramente – por sistematizadores da nossa área.

    Principalmente ao longo do recente período de estabelecimento do modelo de TV digital a ser adotado no Brasil, é instigante observar como Kiko não se deixou levar pelas armadilhas da conjuntura, e soube navegar pelas idéias e/ou especulações lançadas por Marshall McLuhan e Manuel Castells, passando por Lúcia Santaella e Steven Johnson, chegando a Jesus Martín-Barbero, para amarrar a análise de suas inquietações.

    Interessante também observar como esse aficionado em cinema utiliza seu conhecimento apurado para ilustrar com exemplos de David Griffith, Sydney Pollack, Steven Spielberg, Sidney Lumet e Stanley Kubrick, o que pretende mostrar em relação aos novos usos da produção audiovisual.

    Ao longo dos anos 80 e 90 alguns pesquisadores europeus e canadenses se voltaram para observar as mudanças ocorridas nos meios de comunicação a partir das instabilidades sociais, econômicas e políticas geradas com a crise do petróleo. Suas análises avançavam além dos conceitos ético-filosóficos lançados pelos frankfurtianos e chegavam a uma nova configuração das indústrias culturais. Não havia ainda a discussão em torno da televisão digital, mas os fenômenos ligados às mudanças nos modos de produção e distribuição de setores como o livro, o disco, o rádio, a televisão (generalista ou por assinatura), a imprensa e o cinema, careciam de novos parâmetros teóricos e metodológicos de observação e análise. A conclusão foi a de que as lógicas sociais estão sempre diretamente ligadas aos fenômenos tecnológicos, não como fator determinante ou determinado, mas como parte de um processo.

    Quando Kiko diz que após uma grande procura não encontrou publicações que se propunham a analisar as questões relativas à recepção da TV digital sob o ângulo do receptor, não quer dizer que não procurou no lugar certo, mas que realmente não há estudos mais profundos sobre o tema. O que se encontra são textos isolados com destaque nos processos de produção e de distribuição. Mesmo não sendo um especialista nos processo de recepção, tenho que concordar que a TV digital mudará completamente o modo de se fazer e ver televisão. No entanto, os produtores não estão dando a devida atenção a isso, se concentrando na qualidade da imagem e do som, pouco se preocupando com os desafios dos conteúdos e das linguagens.

    Outro ponto que tem ficado intencionalmente de fora, e neste livro podemos confirmar isso, é a necessidade de uma regulamentação específica para esta nova realidade. A adoção de um modelo – qualquer que seja – sem o estabelecimento de um marco regulatório para o setor das telecomunicações, associado aos setores da radiodifusão e do audiovisual, só faz confirmar a existência de uma política da não política. Um estado de anomia que só favorece ao fortalecimento da corporocracia em detrimento de uma sonhada democratização das comunicações.

    Quanto aos usos, o que pode ser observado quando analisamos outras “novas” tecnologias é que as lógicas de apropriação dos receptores não são nada previsíveis. É o que vem ocorrendo no mundo games, onde uma nova geração dotada de inteligências múltiplas começa a chegar à idade adulta carregada de elementos da modernidade líquida, com relacionamentos líquidos, valores líquidos e realidades abstratas. Se isso é bom ou ruim, ainda não há respostas. E o que dizer dos jovens de várias periferias pelo país que lotam as lan houses não apenas para se hiponotizarem diante de jogos cada vez mais violentos, mas para navegarem na internet e saírem da invisibilidade por meio dos orkut, msn, skype...

    O que acontecerá com a TV digital? As pessoas vão assistir à novela de uma forma diferente? Vão interromper o Jornal Nacional para acessarem a um hipervídeo com o histórico do PCC? E o que vai acontecer com a publicidade? Tudo tende a passar por uma grande mudança comportamental que vai envolver os modos de produção, de distribuição e de consumo dos bens culturais.

    Como outro grande amigo, Vicente Gosciola, fez em seu livro de 2003, Roteiro para as novas mídias, publicado pela editora Senac; Francisco Machado lança aqui um olhar aprofundado nesse universo que se abre para os próximos anos. Foi ousado em tratar de tal temática em uma pesquisa de mestrado, defendida na Universidade de Marília no início deste ano, e mostrou que tem competência para alçar vôos mais altos em uma futura – espero que em breve – pesquisa de doutoramento.

    O que deve ficar claro, e isso Kiko soube mostram muito bem, é que, independentemente da “nova” tecnologia adotada, o grande abismo econômico-cultural-político-sócio-psico-tecnológico só tende a crescer ainda mais nos próximos anos. Nosso papel como observadores e analistas de tal fenômeno tem que ser, mais do que nunca, redirecionado para colaborarmos para que a sociedade não seja pega de surpresa. Que não se encante com as maravilhas tecnológicas, que, por traz das promessas de uma dita “sociedade da informação”, não conduz ninguém a uma necessária sociedade do conhecimento, pouco menos a uma sociedade de saber, mas a uma sociedade cada vez mais hegemônica de poder.


    Edgard Rebouças*
    Recife, “inverno” de 2006.

    *Jornalista, doutor em Comunicação Social, professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, membro do Groupe de Recherche sur les Enjeux de la Communication (Gresec) da Université Grenoble 3, coordenador do Núcleo de Pesquisa de Políticas e Estratégias de Comunicações da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e co-editor da Intercom – Revista Brasileira de Ciências da Comunicação.



    Pedidos podem ser feitos por e-mail: prof_kikomachado@yahoo.com.br
     

    Currículo Lattes

    Francisco Machado Filho - Última atualização do currículo em 26/01/2011

    Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/3446654523009683


    Dados pessoais

    Nome Francisco Machado Filho

    Nome em citações bibliográficas MACHADO FILHO, F.


    Endereço profissional: Universidade Estadual de Minas Gerais - Campus/Frutal - Frutal/MG
    Professor do Curso de Comunicação Social / Jornalismo e Publicidade


    Formação acadêmica/Titulação


    2007 - 2011 - Doutor em Comunicação Social(Conceito CAPES 4)
    Universidade Metodista de São Paulo - UMESP
    Linha de Pesquisa: TV Digital
    Objeto de Pesquisa: TV Digital Aberta no Brasil: Desafio e Tendências
    Orientador: Prof. Dr. Sebastião Squirra

    2004 - 2006 - Mestrado em Comunicação (Conceito CAPES 3) .
    Universidade de Marília, UNIMAR, Brasil.
    Título: TV digital e internet: um novo modo de ver TV e de se fazer publicidade em uma sociedade em rede, Ano de Obtenção: 2006.
    Orientador: Suely Flory.
    Palavras-chave: Internet; Televisão; Recepção.
    Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Comunicação.

    2001 - 2002 Especialização em Gestão Em Assessoria de Comunicação . (Carga Horária: 360h).

    Faculdades Espírito Santense, FAESA, Brasil.
    1995 - 1999 Graduação em Comunicação Social Habilitação Rádio e Tv .
    Faculdades Espírito Santense, FAESA, Brasil.
    Título: A realização audiovisual.
    Orientador: Ricardo Néspoli.

    Formação complementar

    2008-2008 - Marketing Estgratégio para IES
    CM consultoria - Marília/SP

    2005 - 2005 Pós-produção After Effects. (Carga horária: 39h).
    Faculdade SENAC de Comunicação e Artes, SENAC, Brasil.

    2004 - 2004 Edição de Vídeo Não-Linear (Final Cut). (Carga horária: 20h).
    Universidade Metodista de São Paulo, UMESP, Brasil.

    2004 - 2004 Com. Verbal e Não-Verbal no Ensino de Linguas. (Carga horária: 35h).
    Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil.

    2003 - 2003 Gestao da Unidade Acadêmica. (Carga horária: 29h).
    Fundação Percival Farquhar, FPF, Brasil.

    2000 - 2000 Produção e Design de Home Pages. (Carga horária: 42h).
    Senac - Campinas, SENAC, Brasil.

    2000 - 2000 1 Ciclo de Oficinas do Prog. de Formação Continuad.
    Faculdades Espírito Santense, FAESA, Brasil.

    Atuação profissional

    Fundação Educacional de Fernandópolis, FEF, Brasil.
    2006 - Atual Vínculo: Celetista, Enquadramento Funcional: professor, Carga horária: 20

    Atividades - Atual Ensino, Jornalismo, Nível: Graduação.
    Disciplinas ministradas
    Tecnologia e Sociedade
    Comunicação Comparada
    Comunicação e Tecnologia
    Metodologia e Tecnica de Pesquisa

    Faculdade Triângulo Mineiro, FTM, Brasil.
    2005 - 2005 Vínculo: Celetista, Enquadramento Funcional: professor hora aula, Carga horária: 8

    Ensino, Publicidade Propaganda, Nível: Graduação.
    Disciplinas ministradas
    Produção publicitária em Rádio e Televisão

    Faculdades Espírito Santense, FAESA, Brasil.
    2003 - 2004 Vínculo: , Enquadramento Funcional: professor, Carga horária: 6

    Ensino, Comunicação Social Habilitação Rádio e Tv, Nível: Graduação.
    Disciplinas ministradas
    Computação Gráfica

    Fundação Percival Farquhar, FPF, Brasil.
    2002 - 2004 Vínculo: , Enquadramento Funcional: professor auxiliar, Regime: Dedicação exclusiva.

    Ensino, Comunicação Social Jornalismo, Nível: Graduação.
    Disciplinas ministradas
    Pesquisa em Comunicação

    Ensino, Publicidade e Propaganda, Nível: Graduação.
    Disciplinas ministradas
    Pesquisa em Comunicação
    Produção em Rádio
    Conselhos, Comissões e Consultoria, Consep - Cargo ou função: Membro do Consep - Conselho de graduação e Pesquisa.
    Direção e administração, Faculdade de Artes e Comunicação - Cargo ou função: Coordenador de Curso.

    Ensino, Designer, Nível: Graduação.
    Disciplinas ministradas
    ProDução de Vinheta para Televisão I e II

    Ensino, Comunicação Social Rádio e Tv, Nível: Graduação.

    Disciplinas ministradas
    Edição para TV e Cinema
    Pesquisa em Comunicação
    Linguagem Musical e Produção Sonora
    Criação de Roteiro para TV e Cinema

    Direção e administração, Faculdade de Artes e Comunicação - Cargo ou função: Diretor de programação TV universitária.

    Ensino, Turismo, Nível: Graduação.
    Disciplinas ministradas
    Comunicação Integrada

    Diário do Rio Doce, DRD, Brasil.

    2001 - 2002 Vínculo: Funcionário, Enquadramento Funcional: Supervisor, Carga horária: 40
    Supervisor da página on-line do jornal

    TV Rio Doce, TVRD, Brasil.

    1991 - 1993 Vínculo: funcionário, Enquadramento Funcional: funcional, Carga horária: 40, Regime: Dedicação exclusiva.

    Direção e administração - Cargo ou função: Gerente de operações - produtor e diretor de programas e comerciais.


    Áreas de atuação

    1. Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Comunicação / Subárea: Rádio e Televisão.

    2. Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Comunicação / Subárea: Rádio e Televisão / Especialidade: Videodifusão.

    3. Grande área: Ciências Sociais Aplicadas / Área: Comunicação / Subárea: Teoria da Comunicação.

    Idiomas

    Inglês Compreende Pouco, Fala Pouco, Lê Razoavelmente, Escreve Pouco.
    Espanhol Compreende Bem, Fala Pouco, Lê Bem, Escreve Pouco.

    Produção em C,T & A

    Produção bibliográfica

    Artigos completos publicados em periódicos

    1. MACHADO FILHO, F. ; FLORY, S. F. V. . A linguagem ficcional do cinema na internte: a interação entre o usuário e o computador na perspectiva das teorias da Estética da Recepção. Comunicação. Veredas (UNIMAR), v. 4, p. 297-312, 2005.

    Livros publicados/organizados ou edições

    1. MACHADO FILHO, F. . TV Digital: uma nova mídia e um novo modo de recepção em uma sociedade em rede. 1. ed. Rio de Janeiro: Corifeu, 2006. 124 p.

    Textos em jornais de notícias/revistas

    1. MACHADO FILHO, F. . Tecnologia e Educação. Folha de Fernandópolis, Fernandópolis, 09 set. 2006.

    Trabalhos completos publicados em anais de congressos

    1. MACHADO FILHO, F. . A Videoreportagem como tendência na TV Digital. In: Intercom Sudeste, 2008, São Paulo. Intercom Sudeste - Anais, 2008.

    2. MACHADO FILHO, F. . A TV Digital tem futuro?. In: Intercom 2008, 2008, Natal. CD-Rom, 2008.

    3. MACHADO FILHO, F. . A TV Digital será mesmo interativa?. In: Intercom, 2007, Santos. CD-Rom, 2007.

    4. MACHADO FILHO, F. . TV Digital: uma nova mídia e um novo modo de recepção em uma sociedade em rede. In: Intercom, 2006, Brasilia. CD-Rom, 2006.

    5. MACHADO FILHO, F. . A linguagem ficcional do cinema na internet: a interação entre o usuário e o computador na perspectiva das teorias da Estética da Recepção. In: Intercom, 2005, Rio de Janeiro. CD-rom, 2005.

    Resumos publicados em anais de congressos

    1. MACHADO FILHO, F. . As dez classes principais de signos segundo Charles S. Peirce. In: VII Jornada Multidisciplinar: Humanidades em Comunicação, 2005, Bauru. VII Jornada Multidisciplinar, 2005.

    Apresentações de Trabalho

    1. MACHADO FILHO, F. . As inferências do raciocínio no novo modo de ver televisão. 2005. (Apresentação de Trabalho/Comunicação).

    Produção técnica

    Demais tipos de produção técnica

    1. MACHADO FILHO, F. . Apresentação para Televisão. 2005. .

    2. MACHADO FILHO, F. . Produção sonora para publicidade. 2005. .

    3. MACHADO FILHO, F. . Edição Não-Linear. 2005. .

    4. MACHADO FILHO, F. . Portal institucional - internet. 2002. (Desenvolvimento de material didático ou instrucional - Site).

    Produção artística/cultural

    1 MACHADO FILHO, F. . Conversa Fiada. 2003. (Apresentação em rádio ou TV/Outra).

    2 MACHADO FILHO, F. . Video SET. 1992. (Apresentação em rádio ou TV/Outra).


    Demais trabalhos

    1. MACHADO FILHO, F. . Seminário Integrado de Comunicação e Semiótica. 2005.

    2. MACHADO FILHO, F. . O Processo Criativo nas Artes Visuais. 2004 (Palestra).

    3. MACHADO FILHO, F. . Locução para Rádio. 2003 (Oficina).

    4. MACHADO FILHO, F. . Apresentação para Telejornal e Prog, de Variedades. 2003 (Oficina).

    Bancas

    Participação em bancas examinadoras

    Trabalhos de Conclusão de Curso de graduação

    1. MACHADO FILHO, F.. Participação em banca de Graziela Portugal de Oliveira. Guia Referencial de Governador Valadares na Internet. 2004. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Turismo) - Fundação Percival Farquhar.

    2. MACHADO FILHO, F.. Participação em banca de Bruno Ribeiro Machado. Site de Turismo Visite GV. 2004. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Turismo) - Fundação Percival Farquhar.

    3. MACHADO FILHO, F.. Participação em banca de Maira Pereira Ferreira. Cursos de Rádio e TV no Brasil. 2003. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social Habilitação Rádio e Tv) - Faculdades Espírito Santense.

    4. MACHADO FILHO, F.. Participação em banca de Sabryna Edvirges dos Santos Pinto. : O jornalista no cinema americano: um paralelo entre os filmes:"A montanha dos sete abutres" e "O quarto poder".. 2003. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social Jornalismo) - Fundação Percival Farquhar.

    5. MACHADO FILHO, F.. Participação em banca de Vanilza Berçan Melandes Maciel. A interação no fórum de discussão do jornal online Diário do Rio Doce. 2003. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Comunicação Social Jornalismo) - Fundação Percival Farquhar.

    Participação em bancas de comissões julgadoras

    Outras participações

    1. MACHADO FILHO, F.. Expocom Sudeste. 2007. Universidade Federal de Juiz de Fora.

    Eventos

    Participação em evento:

    I - Simpósio Internacional de TV Digital - UNESP/Bauru-SP (Simpósio) - Três caminhos da imagem digital em movimento

    III - Conferência Nacional de Comunicação e Novas Tecnologias - Brasilia - UNB (Conferência) - As novas tecnologias e o desafio ao modelo de negócios da TV Digital aberta no Brasil

    V - RValadares - Encontro Regional de estudantes de Desing - Encontro - As novas tecnologias e o Design gráfico para televisão

    Intercom - Curitiba - Participante (Congresso)

    Intercom Sudeste.A Videoreportagem como tendência na TV Digital. 2008. (Congresso).

    Intercom 2008.A TV Digital tem futuro?. 2008. (Congresso).

    Curso: Planejamento Estratégico & de Marketing para IES. 2008. (Seminário).

    Palestra: Marketing Educacional. 2008. (Oficina).

    Palestra:Conjuntura Econômica e Pesquisa de Mercado. 2008. (Oficina).

    II Conferência Brasileira de Comunicação e Tecnologias Digitais.Os Desafios da TV Digital no Brasil. 2008. (Encontro).

    Extensão Universitária.TV Digital: uma nova mídia em uma nova sociedade. 2008. (Outra).

    Intercom.A TV Digital será mesmo interativa?. 2007. (Congresso).

    Intercom.TV Digital: uma nova mídia e um novo modo de recepção em uma sociedade em rede. 2006. (Congresso).

    Intercom 2005.Intercom. 2005. (Congresso).

    Interset.TV Digital: as inferências do raciocínio e um novo modo de ver TV. 2005. (Seminário).

    VII Jornalda Multidisciplinar: Humanidades em Comunicação.As 10 Classes do signo segundo Peirce. 2005. (Outra).

    Intercom.Intecom. 2004. (Congresso).

    Intercom.Regiocom. 2004. (Congresso).

    Intercom.Intercom. 2003. (Congresso).

    Organização de eventos

    1. MACHADO FILHO, F. . Interset. 2005. (Outro).

    Orientações

    Supervisões e orientações concluídas

    Trabalho de conclusão de curso de graduação

    1. Leonardo Monterio de Barros. Programa de TV Caminhos & Trilhas. 2004. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Turismo) - Fundação Percival Farquhar. Orientador: Francisco Machado Filho.

    2. Renata Furbino de Oliveira. O Rádio como canal de Fomento do Turismo em GV. 2004. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Turismo) - Fundação Percival Farquhar. Orientador: Francisco Machado Filho.

    3. Sinara Neves. O Jornalista Correspondente. 2003. 0 f. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Comunicação Social Jornalismo) - Fundação Percival Farquhar. Orientador: Francisco Machado Filho.

    4. Michele Pires. O Erotismo na Telenovela Kubanacan. 2003. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Jornalismo) - Fundação Percival Farquhar. Orientador: Francisco Machado Filho.

    5. Leoneide Macedo dos Santos. Radiojornalismo: programa "correspondente Ramos" da rádio Teófilo Otoni. 2003. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Publicidade e Propaganda) - Fundação Percival Farquhar. Orientador: Francisco Machado Filho.

    6. Luiza Cristina Ferreira. Jingles nas campanhas políticas: uma análise da campanha eleitoral para presidente da República do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. 2002. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Publicidade e Propaganda) - Fundação Percival Farquhar. Orientador: Francisco Machado Filho.


    Página gerada pelo Sistema Currículo Lattes em 28/10/2009 às 17:02:26
     

    O professor do futuro


    Geralmente quando associamos a palavra futuro a uma profissão, a um aparelho eletrônico ou a um novo tempo, pensamos em algo melhorado, mas capaz, mais eficiente, apto a lidar com os problemas de uma maneira muito melhor. Mas, infelizmente esse não é o caso. O professor do futuro, pelo menos no Brasil, é o mau aluno de hoje e provavelmente será um mau professor no futuro.
    Dados apresentados pelo MEC mostram que apenas 5,2% dos participantes do ENEM de 2007 declararam a intenção de se tornarem professor. Esta pequena porcentagem é em sua maioria, mulher, tirou nota menor que 20 (numa escala de 0 a 100), possuí renda familiar de 02 salários mínimos e a mãe nunca estudou. O INEP conclui que com esse perfil é pouco provável que o país esteja selecionando nossos futuros professores dentre os alunos com melhor formação.  As causas para o desinteresse dos alunos de melhor formação para a carreira do magistério são muitas e conhecidas, mas o que fazer com este aluno mal formado e que quer ser professor quando ele já está em um curso de graduação?
    É muito difícil que um curso de licenciatura consiga recuperar o conhecimento e a base cultural perdida por nossas crianças durante o ensino médio. Seria preciso que a carga horária do curso fosse elevada para cinco ou seis anos. Impraticável. Também é muito difícil que os cursos consigam dar uma formação de alto nível com tão pouco tempo e tamanho problema. Então o que fazer?
    Eu faço um apelo. Apelo para que os alunos que estão fazendo um curso de licenciatura não matem aula, usem e abusem da biblioteca, aprendam a “mexer” no computador, busquem informação na internet e não apenas relacionamentos, leiam muito, exijam o máximo de seu professor, da faculdade, dos governos. Corram atrás do prejuízo. Ainda há tempo.
    Também apelo para as faculdades. Não é culpa de vocês que os alunos cheguem mal formados, mas é culpa de vocês permitirem que saiam da mesma maneira que chegaram.
     

    Homo Videns

    Durante o processo de evolução do homem varias classificações foram utilizadas para caracterizar o estágio no qual se encontrava o ser humano. O estágio atual de evolução é o chamado Homo Sapiens. Será que o processo de evolução já acabou? Ainda vamos evoluir mais? Qual será a próxima fase da evolução humana?
    Giovanni Sartori afirma que já evoluímos, atualmente somos os Homo Videns. Para o autor estamos vivendo em uma época onde as imagens inundaram a psique humana de tal forma que perdemos a capacidade de abstração nos tornando  "um animal simbólico que não está mais em condição de sustentar, e muito menos de alimentar, o mundo construído pelo homo sapiens".
    Algumas pessoas consideram um exagero as afirmações de Sartori, entretanto é evidende o lugar que a imagem está tomando em nossa vida cotidiana. Nunca o rotineiro, o dia-a-dia, o individuo comum esteve em tamanha evidência. Youtube, telejornais, sites de relacionamento, a imagem em movimento ou estáticas (fotografia digital) nunca estiveram tão facilmente ao alcance da tantas pessoas.  Não é por acaso que tantas denúncias consigam como prova gravações em vídeo. Na era do homo videns, a linha que separa o público do privado está cada vez mais tênue.
     

    Blogs começam a render dinheiro


    É isto mesmo. O que começou como um divertimento para adolescentes, cresceu, virou gente grande e agora já começa a render lucros para quem leva essa ferramenta a sério. Estudo realizado por uma empresa especializada aponta que 24% dos blogueiros tem como fonte principal de renda o blog.


    Segundo a pesquisa, os blogueiros que estão se dando bem geralmente são empreendedores que conseguem vender anúncios em seus blogs, aqueles que recebem convites para palestras sobre os temas que blogam e aqueles que são pagos por empresas para gerenciarem blogs corporativos.

    Ainda de acordo com a pesquisa, os assuntos mais blogados são: 45%  Interesses pessoais, 41%  Tecnologia, 32% Política, 30%  Notícias, 28% Computadores, 25%  Negócios, 24%  Música, 20%  Viagens ,19%  Religião ou espiritualidade,  19% Ciências, 19% Cinema.

    Outra função para os blogs que vem ganhado força é a utilização dele como ferramenta pedagógica. Professores e alunos conseguem estender o convivo e o aprendizado, antes restrito à sala de aula, para o mundo virtual. Várias instituições até mesmo estimulam seus professores a utilizarem a ferramenta.

    Em dezembro de 2007, o motor de busca de blogs Technorati rastreou a existência de mais de 112 milhões de blogs. Blog, um dia você ainda terá o seu. Eu já tenho o meu: www.jornalismofef.blogspot.com
     
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