O crtl "C" e o crtl "V"

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Semanas atrás, a denúncia de que alunos estão comprando monografias de uma senhora que não tem nem o ensino médio, movimentou o cenário acadêmico brasileiro. É possível isso? É possível que uma senhora tenha condições para dissertar sobre questões de Direito, Serviço Social, Educação Física e etc.? É claro que não. Então como ela consegue? A verdade é que os professores orientadores são complacentes nessa questão. Apenas alguns se dão ao trabalho de realmente corrigir e orientar seus alunos.

Qualquer um que já tenha ministrado aulas sabe muito bem reconhecer um texto de seus alunos. Um texto é como uma caricatura de seu autor. É possível reconhecer traços que identificam se determinado texto é de Chico Buarque, Luis Fernando Veríssimo ou do Joãozinho ou do Zezinho. Um professor sabe no ato da leitura se as palavras utilizadas pelo aluno pertencem mesmo ao vocabulário dele.

Mas o que mais me chamou a atenção é que um determinado professor estava utilizando um programa de computador que busca e reconhece palavras no texto e procura semelhança em outros textos na internet. É brincadeira? Eu que pensei que agora todos os professores seriam obrigados a ler o trabalhos dos alunos, não é que facilitaram o nosso lado?

Se eu como professor não preciso mais ler os textos dos meus alunos, por que o aluno deveria se dar ao trabalho de escrevê-lo? Basta aplicar o famoso Ctrl “C” e Ctrl “V”. Pena que ainda não inventaram um programa para descobrir professores coniventes com essa prática.
 

Tv Digital: a nova televisão


TV Digital? Em breve você terá uma. Isto mesmo, em breve você será obrigado a ter em sua casa uma TV apta a captar o sinal digital de transmissão das emissoras de TV aberta (Globo, Record, SBT, Band, etc.) brasileiras, caso queira continuar assistindo televisão. Isto, porque de acordo com o cronograma estabelecido pelo Governo Federal, em 2016, o sinal analógico será retirado do ar e apenas quem possuir um aparelho apto a captar o sinal digital continuará recebendo a programação das emissoras. Mas, como assim?


 
Analógico X Digital

Para entendermos esta questão, primeiro temos que compreender como se dá a transmissão da imagem e do som desde a emissora de televisão até sua casa. Os programas de televisão, depois de gravados e editados, são convertidos em sinais e enviados por transmissores e antenas diretamente para sua televisão. Em algumas cidades brasileiras, dois sinais simultâneos estão sendo enviados pelas emissoras às casas dos telespectadores: o sinal analógico e o sinal digital.
O sinal analógico são ondas de radiofreqüência captadas por sua antena de televisão. Este sinal sofre com as variações climáticas e de terreno e podem chegar a sua casa com alguma interferência, os conhecidos chuviscos.
Já o sinal digital, utiliza a mesma linguagem do computador e não está sujeito a variação climática e de terreno, assim a qualidade da imagem é muitas vezes superior a transmissão analógica. Este sinal digital é o único que o Governo Federal irá permitir a partir de 2016, obrigando as emissoras a não mais utilizar o sinal analógico nas transmissões. Por isso, cada brasileiro será obrigado a ter, ou uma televisão digital,ou um conversor, para que o antigo aparelho de televisão possa captar o sinal digital.

TV Digital X Full HD

Resolvido o problema da transmissão, é preciso compreender que, TV Digital e TV de Alta Definição não é a mesma coisa. Quando falamos em TV Digital, estamos falando da transmissão das imagens e do som convertidos em sinal digital. Quando falamos em TV de Alta Definição é a qualidade desse sinal. Ou seja, no sistema analógico o padrão do sinal é sempre o mesmo, mas no sistema digital o sinal pode ser enviado no formato Standard ou em Alta Definição (imagem próxima a do cinema). No Brasil, as emissoras e o governo optaram por enviar um sinal de Alta Definição, mas para que você possa assistir a seus programas preferidos com qualidade de cinema é preciso um aparelho de televisão que consiga captar este sinal de alta qualidade, ou seja, você precisa de um aparelho Full HD. É preciso ter muito cuidado, pois não basta ter uma televisão de Plasma ou LCD para captar o sinal de Alta Definição e muitos brasileiros estão comprando erroneamente aparelhos que são aptos para receber o sinal digital, mas não são aptos para exibir o sinal de Alta Definição. Caso queira comprar uma televisão que irá lhe exibir imagens de alta qualidade é obrigatório a informação Full HD no próprio aparelho ou no manual do produto.

Interatividade

Além destas questões, a interatividade é outro grande diferencial na TV Digital. Como a transmissão do sinal passa a ser a mesma linguagem do computador, será possível utilizar o aparelho de televisão como um terminal de computador ligado à internet. Da mesma maneira que utilizamos um programa para navegar na internet, como o Explorer ou Firefox, a TV Digital também terá um software que irá possibilitar o acesso a inúmeras atividades interativas. Este software foi produzido no Brasil em um consórcio entre várias universidades e centros de pesquisa e foi batizado de Ginga.
Com ele será possível gravar programas para assistir depois sem que você precise de um gravador digital. Será possível acessar bancos, sites do governo, fazer compras e obter informações de seus programas preferidos. Em cidades como São Paulo (capital) estes serviços já estão disponíveis.

Mobilidade

E por fim, outra importante utilização do sinal digital é a possibilidade de se assistir televisão em dispositivos móveis, como celulares, aparelhos de TV portáteis e notebooks em qualquer lugar, em qualquer hora e de graça. Criando assim, um novo mercado e um novo horário nobre para aqueles que agora assistem à televisão durante o trajeto de casa para o trabalho e vice-versa. 

Estas modificações podem parecer simples avanços, mas altera por completo o modo como as pessoas se relacionam com a principal mídia em nosso país.  Fazem surgir novos mercados, novos formatos de programas, novos modelos de negócios. As mudanças são tão profundas que certamente podemos afirmar que está surgindo algo novo. Com certeza está nascendo uma nova televisão.
 

Como fazer uma resenha?

Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc.
O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.
Texto completo em .doc/2003 - Clique Aqui!
 

Porque não posso assistir meu DVD pirata fumando meu baseado?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

“Porque é crime, oras!”, dirão alguns. Mas, por que mesmo sendo uma contravenção, a indústria da pirataria e do tráfico cresce a cada dia?

Há quem diga: “Porque os DVD’s são caros demais para uma população que mal tem dinheiro para as necessidades básicas, e também porque a maconha é uma droga leve e deve ser liberada assim como o álcool. E se beber pode, por que fumar não pode”?

Na verdade, não é intenção deste artigo discutir a real motivação dessas pessoas. O que nos interessa aqui é o resultado desta ação. Assistir a um filme pirata ou fumar um baseado é ao mesmo tempo início e fim de uma cadeia de acontecimentos que acaba por gerar um círculo vicioso onde a violência e a corrupção geram uma conjuntura de mal-estar social, subvertendo a ordem social.

A situação no Rio de Janeiro é caso de guerrilha. Estamos nos acostumando a ver ações policiais do mesmo modo que vimos ações do exército americano no Iraque. Matéria exibida pelo Jornal Nacional no dia 17 de outubro mostra uma ação da polícia perseguindo traficantes. Os acusados tentam se esconder em um matagal enquanto policiais abrem fogo. Os traficantes tentam escapar das balas, que levantam poeira perto de seus pés, até que caem no mato e acabam mortos. Tudo ali, sendo gravado por câmeras amadoras e profissionais. É como se estivéssemos vendo um vídeo-game ou filme. Mas era tudo real.

Por trás desse caos urbano, más ações de governos e de uma parcela da elite social que financia o tráfico de drogas fazem surgir a necessidade de instrumentos que tentam coibir a violência se utilizando mais violência. É o caso do BOPE – Batalhão de Operações Especiais – da polícia do Rio. O filme Tropa de Elite, de José Padilha, aborda esta intrínseca relação entre traficantes e consumidores de drogas. E talvez, por pura ironia, este seja o filme mais pirateado do cinema nacional. Antes mesmo da exibição nos cinemas, o filme já era vendido por camelôs de todo o país.

Assim como o tráfico, a indústria da pirataria movimenta milhões de reais. De acordo com o site da BBC Brasil, o Brasil é o quarto colocado com pior índice de combate à pirataria no mundo. “O estudo classificou os países considerando dois fatores: a falta de vontade governamental de cumprir suas obrigações internacionais e a ausência de empenho da mídia para conscientizar a população. Nos países mal classificados, o levantamento considerou que a opinião pública possui uma visão desfavorável sobre a proteção da propriedade intelectual, o que dificulta a fiscalização. Já em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha e França (os mais bem classificados), tanto a mídia quanto o público colaboram no combate à falsificação”.

Este é o ponto chave deste artigo. Após a exibição do filme, muitas pessoas saem horrorizadas com as ações do BOPE. Outras se mostram a favor da polícia e chegam a aplaudir os policiais nas cenas de tortura. E assim, como espectadores, não conseguimos compreender nossa parcela de culpa nessa desordem. Por trás de cada baseado ou de cada filme pirateado, há um comprador. E para que esse filme ou cigarro chegue a suas mãos, policiais foram corrompidos ou mortos, crianças serviram de “avião”, “vapor” ou “soldado”, comunidades inteiras vivem sob o medo e ordem de bandidos e milícias, policiais utilizam cada vez mais atos repressores na tentativa de conter a violência e a bandidagem.

Se esse não é um bom motivo para fazer você pensar duas vezes antes de comprar um filme pirata ou fumar seu baseado, este mundo está mesmo perdido.
 

Ensino a distancia: entrar é fácil, concluir é que é difícil

O censo do ensino superior, divulgado pelo MEC esta semana, traz dados significativos sobre as modalidades de ensino de graduação presencial e a distancia ofertados no Brasil e demonstram que o governo federal ainda não aprendeu a lição e está cometendo os mesmos erros da graduação presencial.

A meta do Plano Nacional de Educação (PNE) prevê que 30% da população entre 18 e 24 anos esteja cursando o ensino superior até 2011. Para isso, o governo vem autorizando a abertura de novos cursos e novas instituições de ensino em um ritmo muito acelerado. Em 1995, estavam em funcionamento no país 894 IES, número que pulou para 2.165 ano passado. Quanto à oferta de cursos, os números são ainda maiores. São 20.407 cursos gerando uma demanda de 2.435.987 vagas nas universidades. Uma demanda 13,2% maior do que o número de concluintes do ensino médio.

Esses números acarretam vários problemas às IES, problemas estes que foram muito bem explicitados pelo diretor do Centro de Extensão à Comunidade da FEF, José Ataídes Nunes, na coluna Frente a Frente do jornal Folha de Fernandópolis, na edição do dia 25 de novembro deste ano.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista ao Uol Educação (http://noticias.uol.com.br/educacao/) reconheceu que a expansão do número de instituições privadas ocorrida nos últimos anos não foi suficiente para aumentar o acesso aos cursos superiores. A política de quanto mais cursos melhor, não está dando os resultados esperados, muito pelo contrário, está obrigando as IES a baixar custos, o que, às vezes, significa queda na qualidade do ensino. Esta prática está se repetindo na modalidade de ensino de graduação a distancia. O MEC vem autorizando o oferecimento de novos cursos de forma perigosa e os mesmos problemas da graduação presencial já estão sendo percebidos nos cursos a distancia.

Em 2000, apenas dez cursos eram oferecidos a distancia no país. De acordo com o censo 2005, o número cresceu para 189. No ano passado, 423.411 vagas foram oferecidas, mas apenas 55,2% foram preenchidas, ou seja, apenas 114.642 candidatos efetuaram a matrícula. Mas o número que mais chama atenção é o número de alunos que concluíram o curso a distancia. Ano passado, apenas 12.626 alunos concluíram seus cursos de graduação a distancia. O governo não pode esperar que a simples oferta de cursos aumente o número de indivíduos matriculados no ensino superior.

A diferença entre o número de vagas e o número de matrículas pode ser resultado do acesso à tecnologia, restrito a uma pequena parcela da sociedade, e demonstra que a exclusão digital pode ser a maior barreira a ser enfrentada pelas IES na oferta dessa modalidade. O jornal Folha de S.Paulo publicou uma pesquisa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (Nick.br) sobre uso de computadores e acesso à internet nos domicílios brasileiros. O trabalho identificou que 85,3% das residências do país não têm acesso à rede. E 66,68% dos brasileiros dizem nunca ter entrado na internet. Na classe A, 81,5% dos domicílios têm acesso à rede. Na classe B, as residências conectadas são 51,2%, e, nas classes D e E, esse total é de 1,6%.

Entretanto, o ensino a distancia não está ligado apenas ao uso do computador e da internet. Um estudo, que conta com o patrocínio do Ministério da Educação (MEC), mostra que 84,7% das instituições que oferecem ensino a distância utilizam a mídia impressa. Atrás do papel, vêm o e-learning (internet), com 61,2% e o CD-Rom, com 41,8% --a soma passa dos 100% porque a mesma instituição pode usar mais de uma mídia como método de aprendizagem.

Os problemas que o ensino a distancia pretende resolver, como: baixo custo para as IES, mensalidade acessível e comodidade para o aluno, etc. trás consigo outros, e dois deles são a competência do aluno em usar a tecnologia - não basta ligar o computador, deve-se saber utilizado bem - e a rígida disciplina pessoal que o curso exige para sua conclusão.

Essa modalidade de ensino vem crescendo em todo mundo e é bem provável que em um futuro bem próximo ela seja a principal forma de estudo a ser ofertada, mas atualmente ainda não é.

Portanto, cabe ao governo federal aliar políticas de inclusão à tecnologia, políticas de fortalecimentos das IES públicas e particulares e desenvolvimento econômico como forma de possibilitar ao aluno se matricular e se manter no curso até sua conclusão.

Apenas autorizar cursos com objetivos de aumentar o número de alunos é muito fácil para o governo e ao mesmo tempo, irresponsável e demagógico.
 

O contexto social da Mídia

Período analisado: Idade Moderna – compreende o período que vai desde a data aproximada da invenção da prensa gráfica por Gutenberg em 1450, até a Revolução Francesa em 1789.
Por volta de 1500, haviam sido instaladas cerca de 250 prensas gráficas por toda Europa.

• 80 na Itália
• 52 na Alemanha
• 43 na França

Estas e outras prensas, produziam cerca de 27 mil edições por ano, o que significa que – estimando-se uma média de 500 cópias por edição – cerca de 13 milhões de livros estavam circulando, para uma população de aproximadamente 100 milhões de habitantes. Fazendo-se os cálculos, chegamos ao número de 8 livros por habitantes. Muito até para os padrões de hoje. Mas deve-se lembrar também, que naquela época o número de analfabetos era imenso. Mas aos poucos esse número foi diminuindo e a leitura começou a provocar transformações na sociedade.

Em outros países da Europa e do Oriente Médio, onde a prensa demorou a chegar, foram vendo os países mais letrados se distanciando no desenvolvimento sócio-econômico.

Somente em 1711 a prensa gráfica chegou à Rússia. No mundo mulçumano a demora foi maior ainda.

  • Em 1515, o Sultão Selim I fez um decreto punindo com a morte a prática da impressão. No vim do século, o sultão Murad III permitiu a venda de livros impressos não-religiosos com caracteres árabes, mas estes provavelmente eram importados da Itália. (BRIGGS, BURKE, 2004, p. 27).
A gazeta oficial otomana só foi fundada em 1831. Mais de trezentos anos depois da prensa de Gutenberg.

Com as técnicas de impressão aprimoradas, maior distribuição de livros, queda na taxa de analfabetos e surgimentos dos jornais, um problema surgiu.

  • As questões mais graves eram as de recuperação de informação e, ligada a isso, a seleção e crítica de livros e autores. Havia necessidade de novos métodos de administração de informação, assim como hoje em dia, nos primeiros tempos da internet. No início da Idade Média, o problema havia sido a falta de livros, a escassez. No século XVI, foi o oposto. (BRIGGS, BURKE, 2004, p. 29).
A sociedade não permaneceu imune a esta quantidade de informação. Marshall McLuhan apontou a mudança do foco auditivo para o visual, chegando a dizer que “os impressos abriram uma fenda entre a cabeça e o coração”. Essa nova forma de ver o mundo, aliado ao descontentamento generalizado por conta dos abusos da igreja e de soberanos, contribuíram para a aceitação dos livros e de seus conteúdos.

A mudança não se deu apenas na mente e no espírito. Como toda tecnologia inserida em uma sociedade ela provocou transformações, principalmente nas relações de trabalho. Novas profissões surgiram, como: escrivão, contadores, notários, carteiros, etc. Outras desapareceram. Momento muito familiar com o surgimento da grande rede. Construtores de sites, hospedagens, suporte técnico e etc. A história se repete.

Com mais e mais livros na praça, não era de se surpreender que mecanismos de censura surgissem tentando conter as idéias e seus idealizadores.

  • O sistema mais famoso e difundido do período foi o da Igreja Católica, com seu Index dos Livros Proibidos. O index era um catálogo – talvez melhor descrito como um anticatálago – de livros impressos que os fiéis estavam proibidos de ler. Havia também vários índices locais, começando com o publicado em 1544 pela Sorbonne, porém o mais importante foram aqueles editados pela autoridade papal e distribuído por toda a Igreja, de meados do século XVI a meados do séc. XVII. (BRIGGS, BURKE, 2004, p. 58).
Com a proibição dos livros a Igreja Católica passa a disseminar seus ensinamentos por meio das imagens. Os protestantes aliados da prensa e dos livros aboliram qualquer imagem de seus templos e cultos. Países protestantes como Alemanha, Inglaterra e França e Suíça experimentavam desenvolvimento sócio-econômico. Países católicos tinham seu desenvolvimento seriamente comprometido.

Uma das conseqüências dessa censura foi o aparecimento da comunicação clandestina e de livros pornográficos.

Outra importante conseqüência foi a padronização no modo de falar e uniformidade do discurso, o que mais tarde seria conhecido como Esfera Pública.

Com cada vez mais gente lendo e consumindo material impresso, a publicidade passa a fazer parte do cotidiano das publicações. E o mercado era promissor. “alguns editores trabalhavam tanto para protestantes quanto para católicos”. A informação passou a ser um negócio, e como todo negócio, visa lucro.

A comunicação como negócio coloca em confronto os interesses entre Público X Privado. O que até nos dias atuais é tema de calorosos debates na comunidade acadêmica.

Habermas afirma que o século XVIII (começando na década de 1690) foi um período crucial para o surgimento da argumentação racional e crítica, presente dentro da Esfera Pública, burguesa liberal, a qual pelo menos em princípio, estava aberta para a participação de todos.

Essa participação de todos acabou por levar a França a Revolução em 1789 e posteriormente outros países absolutistas à democracia.


BIBLIOGRAFIA

BRIGGS, Asa. BURKE, Peter. A história social da mídia. Zahar. São Paulo: 2004.



 

Três caminhos para a imagem digital em movimento

domingo, 22 de novembro de 2009

A imagem digital em movimento vem ganhando espaço privilegiado em dispositivos móveis, na internet e em novos aparelhos de TV em alta definição. Com isto, toda relação entre a televisão e a audiência está se (re)-configurando e novas formas de produção de conteúdo estão surgindo na tentativa de se manter os mesmos níveis de recepção da TV analógica. Porém, a convergência dos meios e a internet têm mostrado que, com as transformações tecnológicas, uma nova audiência está surgindo, com padrões e características próprias que necessita urgentemente ser analisada e compreendida. Este artigo busca lançar bases teóricas que apontam três tendências no consumo da imagem digital em movimento e sua relação com esta nova audiência.

Para ter acesso ao texto completo envie um e-mail para: prof_kikomachado@yahoo.com.br
 

Um novo tempo para o Jornalismo

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As novas tecnologias estão impondo ao jornalismo desafios que talvez nunca tenham sido enfrentados em toda sua história. Não é apenas um período de adaptações às novas técnicas. O momento é de repensar todo o papel social que o jornalismo vem desempenhando em nossa sociedade e a função do próprio jornalista.


A internet permite uma interação entre os veículos de comunicação e o público sem precedentes e a própria estrutura da rede, permite que usuários enviem suas mensagens e se tornem participantes ativos na construção da notícia. Não só dando sugestões ou fazendo críticas, mas enviando vídeos com depoimentos que antes eram produzidos por uma equipe formada por cinegrafista, repórter, iluminador, editor  e etc.
Se não bastasse este novo cenário, o Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade do diploma pra o exercício da profissão. Com tudo isso cabe a pergunta: ainda vale a pena fazer um curso superior de jornalismo? É claro que sim. E estou defendo isso não por interesse próprio. Aqueles que já tiveram oportunidade de conversar comigo sobre este tema, já sabiam que eu sempre defendi que a obrigatoriedade do diploma deveria cair, mas não a necessidade de se fazer um curso superior.

Um curso superior não tem por função ensinar apenas técnicas de como fazer o bom jornalismo. A meu ver, o fim da obrigatoriedade do diploma irá contribuir para o fortalecimento dos cursos de graduação, pois as instituições de ensino superior deverão melhorar muito seus cursos para atrair o aluno. Terá que valer muito a pena fazer um curso de jornalismo e só mesmo com cursos atrativos, com investimentos em corpo docente, mensalidades acessíveis, laboratórios bem estruturados e grade curricular condizente com o contexto social, político e econômico é que conseguirão atrair alunos.

Outro fator positivo da decisão do Supremo, é que ela privilegia o bom aluno. Aqueles que simplesmente "passavam" pela faculdade, sabedores que ao final do curso receberiam o tão sonhado diploma, não mais existirão. Só cursará jornalismo quem realmente entende a necessidade da formação superior. Imaginem uma sala de aula onde todos os alunos estejam realmente interessados em aprender, discutir a profissão e experimentar novas oportunidades neste momento de transição tecnológica. Caberá as empresas decidirem a contratação de profissionais formados ou não. Assim como acontece com as agências de publicidade. A grande maioria não contrata funcionários sem formação acadêmica.

O momento é de calma. Passado o período das discussões calorosas, os cursos de jornalismo sairão fortalecidos dessa decisão e conseqüentemente os alunos formados por eles. Quanto ao uso das novas tecnologias, este é um caminho sem volta, e se bem compreendido pelo novo jornalista, pode trazer inúmeros benefícios a profissão e  à sociedade. A tecnologia não é inimiga de nossa profissão, pelo contrário, o horizonte que se forma é de que caminhamos para uma democracia que muitos apenas sonharam e não puderam vivenciar. Cabe a cada um de nós, e principalmente a você, futuro jornalista, fazer parte desta história.
 

TV Digital: As inferências do raciocínio e um novo modo de ver TV

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O artigo pretende analisar as possibilidades da TV digital em uma sociedade em rede, onde profundas transformações serão sentidas em nossa sociedade. Para tanto, será necessário analisar a internet dentro de pressupostos teóricos, visto que, a grande rede traz consigo novos signos diferentes dos que estão inseridos no cinema, na TV, e na produção e recepção de produtos audiovisuais. Entretanto, não analisaremos neste estudo a interação entre o indivíduo e a máquina e nem características técnicas da TV digital. Assim, o presente artigo, se apóia nas características de cada tipo de leitor apresentadas por Santaella (2004) e as transporta para o novo telespectador da tv digital, onde as mesmas habilidades e competências necessárias para se navegar no ciberespaço poderão ser requisitadas para a recepção dos produtos audiovisuais.

Para ter acesso ao texto completo, envie um e-mail para prof_kikomachado@yahoo.com.br
 

Marx está mais atual do que nunca

Em novembro comemoramos 20 anos da queda do muro de Berlin. Para muitos esse é o marco da vitória do Capitalismo conta o Comunismo. Entretanto, isso é um erro, pois a Alemanha não era comunista e sim Nazista. Um regime de extrema direita que tinha como base o sistema capitalista. O comunismo, como regime, acabou antes da queda do muro. O Comunismo perdeu. O Capitalismo venceu. Este é o discurso corrente. O curioso é que tanto a derrota de um e a vitoria do outro, se deram pela mesma razão: o individualismo do ser humano.

Em toda a história do homem houve uma hierarquia. Sempre alguém dominava alguém e sempre com um único propósito: possuir mais. Por isso, sempre houve escravos, dominantes e dominados, guerras, vencedor e vencido. Mas, em uma determinada época da história humana percebeu-se que havia uma possibilidade maior de dominação. Dominaria aquele que possuísse mais dinheiro. A igreja medieval tinha bastante. Depois, com o fim do feudalismo e a revolução protestante, surgiu uma classe que não era nem do clero, nem monarquia, mas tinha bastante dinheiro: a classe dos donos de banco.

Eles são a verdadeira classe dominante hoje. Os bancos e seu sistema de cobrança de juros. Quem deve ao banco sabe o que estou falando. Eles dominam o mundo, porque são donos das dívidas e quem controla a divida controla tudo, até países (leia-se FMI). Por isso Marx é atual, pois sua ideologia vai de encontro à “filosofia” bancária. Para Marx, o sistema capitalista transforma as classes sociais em proletários, para assegurar a quantidade de população ativa necessária ao funcionamento da produção de bens. Além disso, o sistema cria outra parcela de desempregados, para substituir a mão-de-obra ocupada quando se torna obsoleta, sujeitando-os a níveis salariais apenas para subsistência. Ou seja, o sistema é criado para que poucos ganhem com o trabalho de muitos. Por isso, para Marx, somente com o fim da iniciativa privada o proletariado teria alguma chance. Mas não deu certo, todo mundo quer sua iniciativa privada, até mesmo o proletariado. Mesmo a criança, do chão de fábrica, explorada na China, quer um dia ser dono da Nike.
 Para nós, que estamos do lado de cá do muro, esse parece um bom sistema. Só achamos ruim, quando o governo promove qualquer tentativa de se burlar esse esquema. Somos contrários ao bolsa família, à cota para negros nas universidades, ao Prouni e etc. Afinal, não são eles a massa de trabalhadores? Quem vai limpar o nosso quintal?

Marx esta mais atual do que nunca porque suas idéias foram as únicas a contrapor este modelo e ainda são, pois qual é a outra ideologia de nosso tempo sem o viés capitalista?  A cada dia, um grupo cada vez menor é o dominante e em pouco tempo não serão os governos que zelarão pelos seus cidadãos, os bancos decidirão. E como todos conhecemos a lógica bancária...
 

A hipótese da Agenda Setting

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Hipótese do Agendamento ou Agenda-setting, é uma teoria que afirma que a mídia determina a pauta, ou seja, aquilo que as pessoas irão discutir e opinar ao destacar determinados temas e preterir, ofuscar ou ignorar outros tantos.

Artigo completo em .doc/2003 - Clique Aqui!
 

O rádio já não é o mesmo

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Na terça-feira, 10 de novembro, parte do Brasil ficou as escuras devido a problemas técnicos na usina hidroelétrica de Itaipu. Isto já não é novidade. Porém, este fato seviu para demonstrar que o rádio já não é o mesmo, pelo menos as emissoras regionais de FM. Talvez tenham perdido um pouco de suas características devido à concorrência com a televisão, e agora, com a Internet. Mas, naquele dia, as rádios da região Noroeste do estado de São Paulo deixaram de prestar um serviço público que o rádio se prestava a fazer tão bem no passado.

Eu estava voltando de Frutal/MG em direção a Fernandópolis, quando próximo a São José do Rio Preto a energia caiu. Foi estranho ver a cidade inteira se apagar. Como estava no carro, liguei o rádio para ouvir informações. Foi aí que comecei a perceber que o rádio regional não está mais preparado para lidar com essa função (informar) inerente aos veículos de comunicação.

Apenas uma emissora estava no ar, pois possuia gerador próprio, mas, bem humorado, o locutor não tinha idéia do que estava acontecendo. Ele dizia: "estamos tendo um problema elétrico em nossa emissora, mas o nosso gerador já está funcionando e você que está em casa, no trabalho, não vai deixar de ouvir nossa programação". Como? Todos estavam sem energia. Passados mais de cinco minutos, foi preciso que um ouvinte, de seu carro, ligasse para a emissora e informasse o que estava acontecendo. Foi aí, que o bem humorado locutor, recorreu a Internet para colher algumas informações.

Bem, agora ele vai fazer um plantão, vai informar minuto a minuto o que está acontecendo, afinal, de dentro da emissora não havia como ele perceber que o tamanho do apagão, pensei eu. Que nada. Ele seguiu com a programação normal, tocando músicas de gosto muito duvidoso e apenas nos intervalos comerciais ele reportava o que lia na Internet, mas sem trazer informações mais profundas ou orientações, principalmente, para quem estava no trânsito como eu.

Depois de deixar a região de Rio Preto, perto de Votuporanga, consegui sintonizar outra emissora. Minha decepção ficou ainda maior. Esta outra, nem sequer tomou conhecimento do que estava se passando. Nada, nenhuma notícia, nenhuma informação. Só posso imaginar que o programa era gravado, mas era transmitido como se fosse ao vivo. Uma outra característica do rádio que se vai, as transmissões ao vivo.

Depois não reclamem se a Internet acabar com o rádio, com a TV e com os jornais. A culpa também vai ser nossa.
 

Televisão e Tecnologia

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O processo de digitalização das etapas de produção e edição de vídeo para TV tem início em 1950 com o V.E.R.A - um protótipo de vídeo tape. A partir daí, uma série de inovações tecnológicas permitiram a captação e edição no formato digital, aperfeiçoando a qualidade da imagem e som na televisão.

O arquivo em anexo demostra essa linha do tempo na gravação e armazenamento de dados na história da TV Mundial.

Arquivo completo em .doc - 2003 - Clique Aqui!
 

Como fazer um projeto de pesquisa

O texto em anexo demonstra as etapas para elaboração de qualquer projeto de pesquisa, desde a monografia, até mesmo os projetos experimentais e trabalhos acadêmicos em geral.

Arquivo completo em .doc 2003 - Clique Aqui!
 

Doutor quer ser Gari

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Concurso público no Rio de Janeiro para Gari atraiu 124 mil candidatos, dos quais 1,2 mil têm nível superior completo; 86 têm pós-graduação; 24 mestrado e 50 doutorado. Quando um doutor quer ser Gari, alguma coisa está muito errada. E são duas as hipóteses.

A primeira é que alguns espertalhões prestam esse tipo de concurso, onde a exigência de escolaridade é baixa, e depois de aprovados entram com pedidos e recursos e tem o cargo e salário modificados. Nem chegam a exercer a profissão para qual prestaram o concurso. A segunda é que a vida está muito dura mesmo e, para muitos, não há outra esperança a não ser descartar sua qualificação acadêmica e tentar um sustento seguro e digno.

Quanto primeira, o problema é de falta de caráter. A segunda hipótese é a mais preocupante. Se esses 50 doutores prestaram o concurso por não conseguirem uma colocação depois de anos de estudos e preparação, expõe um problema grave no país. Doutor é para fazer pesquisa e não varrer rua. Nada contra a profissão de Gari, muito pelo contrário, mas o desenvolvimento e a produção de conhecimento de qualquer país são realizados pelas pesquisas de doutores. E mais, e se esses doutores se formaram com o auxílio financeiro do Governo Federal através de bolsas de pesquisa como CAPES e CNPq? Dinheiro público gasto na formação acadêmica de pessoas que deveriam devolver o auxílio na forma de pesquisas e conhecimento.

Como instigar alunos para uma formação continuada? Que país pode esperar que seus alunos almejem o mestrado ou doutorado com exemplos como este? Algo está muito errado, muito errado.
 

A gestão das marcas

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Em uma nova economia, baseada na informação, ou seja, na possibilidade e capacidade que o consumidor tem de obter e fornecer informações sobre empresas e produtos, a gestao de marcas começa a ser repensada dentro das agências de publicidade e empresas de marketing. Como deve ser a gestão de uma marca dentro do contexto da word wide web?

Para aqueles que pensam que a gestão não mudou tanto assim só por conta da internet, devo avisá-los que as marcas mais lembradas atualmente, não faziam parte da seleta lista das marcas mais lembradas a 10 anos atrás. Apple, Google, Starbucks, Pixar, Amazon.com, eBay, dentre outras, são marcas que alcançaram o topo da lista por meio de uma gestão inovadora e com uma característica a mais, sem gastar muito com publicidade. Como?

Existem diversas correntes que explicam o valor de uma marca, para nós, utilizaremos aquela que afirma que a marca é um ativo da empresa, onde seus valores e princípios são agregados, fazendo com que consumidores diversos tenham a mesma expectativa na hora da compra de algum produto ligado a marca, assim, a gestão de tradicional de marcas se preocupava basicamente com duas questões: o produto e a própia marca. O produto diz respeito ao que ele faz e a marca o que faz você sentir. Na nova gestão de marcas um terceiro elemento deve ser inserido: a experiência, ou seja, onde a marca se encaixa na sua vida.

Basta olhar para lista das marcas mais lembradas para entender este elemento. Todas elas permitem um envolvimento e interação do cliente em algum momento de seu relacionamento com a empresa, e essa é uma característica dos nossos dias. Interatividade, interação, envolvimento, experiência, qualquer que seja a palavra e o conceito, o consumidor deixou de ser um agente passivo e quer ter uma experiência maior do que apenas comprar. Este é um desafio enorme que as empresas de todos os setores estão enfrentando.

Não basta mais criar o melhor produto pelo menor preço. Agora a experiência é valor fundamental na hora da compra. Mãos a obra!
 
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