terça-feira, 21 de junho de 2011

Por que o Inmetro não divulga a pesquisa da banda larga?

Texto publicado em: FNDC

17/06/2011 |
Redação
Tele Síntese

Os dados da pesquisa de qualidade da banda larga foram encaminhados em fevereiro de 2011 pelo NIC.Br. O Inmetro diz que ainda está processando as informações.

Pelo menos desde fevereiro o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) entregou ao Inmetro os dados resultantes da pesquisa sobre qualidade dos serviços de banda larga no Brasil. A pesquisa, iniciada em maio de 2010, foi feita com equipamentos instalados especificamente para medir a velocidade e estabilidade dos serviços, de acordo com metodologia definida em conjunto pelo Inmetro, CGI.br, Anatel, operadoras e provedores de acesso. Em entrevista publicada na edição de março da revista ARede, Demi Getschko, diretor-presidente do Nic.br, afirmou que " divulgação da pesquisa vai ser conjunta com o Inmetro e com a Anatel. Já entregamos os dados, o Inmetro vai decidir quando estará confortável para divulgar".

De acordo com o site ARede, fontes ligadas ao CGI.br explicam que o Inmetro pretende divulgar os resultados por meio do Fantástico, programa da TV Globo. Tudo bem que também se use um programa com grande audiência para ampliar o debate sobre a qualidade da banda larga no país para além dos especialistas e empresas diretamente envolvidos na questão. Mas os resultados deveriam ser divulgados em coletiva de imprensa, amplamente convocada, pois os dados, coletados por instituições públicas, pertencem a toda a sociedade. A assessoria de comunicação do Inmetro informou que os dados ainda estão sendo compilados e que não há prazo para a sua divulgação. Não se sabe se por conta dos critérios editoriais do Fantástico ou não, os dados, recolhidos no ano passado, não foram divulgados até hoje.

Tanta demora não tem explicação, ainda mais diante do fato de que a baixa qualidade da banda larga no país é motivo de frequentes reclamações na Anatel. O termo de cooperação entre NIC.br, Inmetro e Anatel é de junho de 2009, os testes começaram em março de 2010 e a coleta dos dados, em maio daquele ano.

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