Produção de conteúdo audiovisual pode dobrar no Brasil

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

30/08/2011 |
Redação Observatório do Direito à Comunicação

O publicitário Dulcidio Caldeira poderá ser chamado de “visionário” no seu meio se a lei que regulamenta o setor de produção audiovisual no Brasil – e cria a cotas para veiculação de programação nacional – for sancionada em duas semanas pela presidente Dilma Rousseff. Com ela, a produção independente de conteúdo no país deve crescer significativamente nos próximo anos. Há projeções de que venha a dobrar de tamanho. É o que nos conta a matéria da Agência Estado.

Depois de 22 anos trabalhando em agências de propaganda, Caldeira empreendeu uma mudança substancial em seu currículo ao trocar a direção de criação da AlmapBBDO por cargo semelhante na produtora Paranoid BR, há cerca de um ano. Uma atitude impensável, já que as melhores remunerações e oportunidades de negócios ainda estão nas agências. “Fiz esse movimento pensando exatamente na abertura desse mercado. A implantação da obrigatoriedade de cotas vai fortalecer o mercado de produção de conteúdo”, explica Caldeira. “Será um grande estímulo para que apareçam os nossos Dr. House e Friends. Fora que o papel da mensagem publicitária está cada vez mais se misturando à programação na sociedade digital.

Com isso, os anunciantes esperam formatos diferentes para investir as suas verbas de marketing. Criar conteúdos integrados é o futuro.” A referência às famosas séries americanas se justifica porque lá houve, desde 1970 até 1995, leis de proteção às produtoras de conteúdo independentes para as emissoras. Essa política garantiu a profissionais como roteiristas, diretores de cinema e artistas um mercado cativo, além de fazer dos Estados Unidos um dos maiores exportadores de enlatados televisivos. A reserva só deixou de existir quando o segmento se consolidou. Hoje a grande maioria dos programas de televisão do país é realizada por produtoras independentes.

A força da televisão aberta no Brasil, somada aos interesses dos canais estrangeiros em veicular seus pacotes de programação vindos prontos de fora, além da acirrada disputa entre operadoras de telecomunicações e emissoras de televisão pelo direito à exclusividade na transmissão de conteúdo, arrastou por anos a discussão em torno da implantação do marco regulatório no país. Há dez dias, o Congresso aprovou o Projeto de Lei 116, que separa claramente as atividades de produção, programação e empacotamento dos conteúdos das atividades de transporte e distribuição.

Os principais aspectos da nova lei são a criação de cotas para produção de conteúdo nacional nos canais de televisão estrangeiros e a abertura do mercado de TV por assinatura para as operadoras de telefonia e para as empresas de capital estrangeiro. Roberto Moreira, presidente do Sindicato da Industria do Audiovisual do Estado de São Paulo, acredita que o risco de não aprovação da Lei é remoto, porque o projeto é resultado de um acordo negociado ao longo de quatro anos e que envolveu toda a cadeia produtiva do setor. “Pode haver veto a algum artigo, mas não há razão para retrocesso”, diz ele. “A Lei desencadeia um processo econômico virtuoso para o País e não contempla interesses particulares”, reforça Moreira.

Não é o que pensam empresas como Sky, do magnata da mídia Rupert Murdoch. Aliás, executivos de canais estrangeiros têm sugerido que a lei seria um atraso. “Estão esbravejando por conta das cotas para produção de conteúdo, que é uma parte menor dessa mudança que vai movimentar a economia com impacto positivo na criação de empregos e na oportunidade de novos negócios na cadeia de produção audiovisual”, diz Luiz Noronha, sócio do Grupo Conspiração, uma das maiores produtoras do Brasil. A cota semanal de três horas e meia de programação no horário nobre da TV paga vem sendo criticada com insinuação de que não há produção de qualidade para atender à demanda obrigatória.

Diante disso, os canais teriam de pôr no ar programação sem qualidade ou reprises, o que geraria insatisfação dos assinantes. Noronha rebate o argumento lembrando que “ninguém é maluco de colocar porcaria no ar só para cobrir cota e prejudicar audiência no horário nobre”. Embora incipiente, já existe produção independente no País sendo transmitida. Ainda é um mercado pequeno, mas que, mesmo sem amparo da lei, encontrou brechas para se estabelecer. É encabeçado por produtoras como a própria Conspiração e a O2 Filmes, que tem entre os sócios o cineasta Fernando Meirelles. As duas produtoras, por exemplo, são autoras de séries brasileiras de sucesso, como Mandrake, da Conspiração, veiculada na HBO, ou então as minisséries Som e Fúria e Cidade dos Homens, produzidas pela O2 para a Rede Globo.
 

Os cursos de Comunicação e o PLC 116

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dentre todos os artigos sobre a aprovação do PLC 116 que consegui ter acesso, desde sua aprovação em 16/08, nenhum abordava sua consequência para os curos de comunicação. Abordavam a questão econômica e política da nova lei e estavam restritos a publicações especializadas e algumas editorias dos grandes jornais.

Acontece que a aprovação desta Lei irá impactar sobremaneira o futuro dos profissionais de comunicação no Brasil, principalmente pela obrigatoriedade da cota conteúdo nacional e a exigência de que metade dela seja produzida por produtoras independentes e, certamente, os cursos de comunicação terão grande  participação na formação dos futuros profissionais deste mercado. Infelizmente, a repercussão dentro do meio acadêmico foi tão exígua que chega a ser preocupante, pois isto pode indicar um descompasso dos cursos de comunicação com a realidade e ainda a falta de interesse e engajamento do estudante de comunicação com regras que definem seu futuro profissional. Me pergunto: o que eles estão lendo? Que notícias procuram na rede? O que os professores estão passando para esses alunos?  

Mas, quais são esses impactos? Simples: emprego. A nova Lei do cabo irá abrir uma nova gama de oportunidades nos próximos anos para os profissionais de comunicação, que certamente será composta por grande parte dos alunos que estão frequentando hoje alguma das habilitações dos cursos de comunicação ou recém formados. Há outra parte, será preenchida por muitos profissionais que atualmente se encontram desempregados ou em serviços com baixa remuneração. Mas, para isso, é preciso que este profissional esteja adequando com as novas demandas do mercado. É ai que entram os cursos de comunicação.

A comunicação está mudando. Estamos passando do paradigma analógico de produção e distribuição de informação para o paradigma digital de produção e distribuição. Se a comunicação está mudando, certamente o profissional de comunicação também deverá mudar. Isso já aconteceu antes.

Nas décadas de 60 e 70 os cursos de comunicação e suas devidas habilitações  tinham em sua ênfase curricular as disciplinas que preparavam o aluno para o contexto tecnológico daquela época. No jornalismo e na publicidade a ênfase curricular eram nas disciplinas para os veículos impressos, pois jornais e revistas tinham forte penetração na sociedade. Dizia-se que para o jornalista que não possuía  um bom texto, o único refúgio era a TV ou o rádio.

Nos décadas de 80 e 90 o desenvolvimento nas tecnologias de produção audiovisual e a expansão das redes de televisão começaram a atrair a atenção do profissionais de comunicação, assim como a publicidade cresceu atraindo grandes agências. Os cursos de jornalismo, publicidade e Rádio e TV começaram a dar mais atenção a esta nova demanda.

Nos anos 2000 a tecnologia audiovisual continuou sua massificação. Mas agora, estamos vendo novamente a transição tecnológica forçar a adaptação do profissional de comunicação para este novo mercado. Porém, grande parte dos cursos ainda está preso no paradigma analógico.

Assim como cada época se adaptou ao seu contexto tecnológico. Em nossos dias o contexto mudou e a ênfase dos cursos também terão que mudar. Se nas décadas de 70 e 80 a ênfase se deu no impresso, nas décadas de 80 e 90 na televisão, agora a ênfase deve se dar no conteúdo digital e no empreendedorismo, pois com a internet cada profissional de comunicação tem a oportunidade de montar seu próprio negócio como nunca teve antes. Agências de publicidade para gerenciar comercio eletrônico, links patrocinados, blogs jornalísticos, canais de vídeo e áudio para divulgar produtos ou programas para TV e rádio web são apenas alguns exemplos do que a nova tecnologia pode oferecer para aqueles que queiram fugir das redações e emissoras tradicionais. 

Mas, para isso, os cursos de comunicação deverão rever suas grades curriculares. Em muitos deles, as disciplinas de conteúdo online são oferecidas no final do curso. Há ainda uma grande parte das disciplinas voltadas para o jornalismo impresso ou para o jornalismo de TV. A publicidade ainda se concentra em campanhas direcionadas a públicos determinados por dados demográficos. O público, cada vez mais, não será divido por classe social, mas por conectado ou desconectado. A publicidade online está mudando completamente a lógica publicitária pensada para os veículos de comunicação de massa. A publicidade na internet foge da lógica massiva e vai ao encontro da lógica personalista ou individual da propaganda, tendo que se adequar às regras dos mecanismos de buscas e seus algorítimos.

Devemos ter em nossos cursos de graduação disciplinas que reforcem as habilidades dos estudantes não em apenas uma categoria ou habilitação. No contexto atual todo jornalista deve ser um pouco publicitário e um pouco Rádio e TV e assim sucessivamente e até mesmo disciplinas dos Sistemas de Informação aprofundando o conhecimento em redes de informação, tecnologias e linguagem que possibilite ao recém formado utilizar de forma profissional as ferramentas tecnológicas de comunicação. A demanda do mercado hoje é por um profissional de comunicação, que possua competência para atuar em qualquer uma dessas áreas.

Poucos conseguem compreender que estamos em um período de transição na história do mundo. Todas as áreas da nossa vida estão sendo transformadas por esta nova sociedade: informacional e em rede. É um ledo engano acreditar que os cursos não devam se adaptar a este novo paradigma. Mas esta não é uma tarefa fácil, aliás, esta adaptação é o maior desafio dos cursos de comunicação no país.
 

Google TV desembarca na Europa no início de 2012

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Texto publicado em: IDGNow!

Por Redação IDGNow!
Publicada em 27 de agosto de 2011 às 10h30
Atualizada em 27 de agosto de 2011 às 11h05

Informação é do o presidente do Conselho de Administração da empresa, Eric Schmidt. Disponível hoje nos Estados Unidos, o serviço é um retumbante fracasso comercial.

Pensa que a Google desistiu da Google TV? Ledo engano. O serviço será lançado na Europa no início do ano que vem, assegurou o presidente do Conselho de Administração da empresa, Eric Schmidt. E o primeiro país a recebê-lo será a Inglaterra.

Lançado nos Estados Unidos no ano passado, o serviço que propõe unir a experiência da TV com a da Internet através da uma plataforma baseada em Android não empolgou muito os consumidores. Tanto que a Logitech, primeira a oferecer um set-top box compatível com o sistema, acaba de promover a segunda redução de preço no mercado americano. Vendida inicialmente a US$299,99, a Logitech Revue, lançada em outubro de 2010, passou a custar US$99 no início de agosto.

O fracasso do produto, do ponto de vista comercial, é atribuído em grande parte à reação negativa das três maiores emissoras dos Estados Unidos, que se recusaram a participar do projeto, recusando o acesso a suas redes. O temor das emissoras é o de que a Google roube sua receita de publicidade, a exemplo do que aconteceu com os jornais, sem contribuir para o custo de produzir a programação.

Durante sua fala esta semana no festival de Televisão de Edimburgo, Eric Schmidt procurou minimizar o problema. "Algumas pessoas nos EUA temiam que quiséssemos competir com emissoras ou criadores de conteúdo. Na verdade, nosso interesse é o oposto", disse ele. "Esperamos apoiar a indústria produtora de conteúdo ao disponibilizar uma plataforma aberta para que a próxima geração de TVs evolua, do mesmo jeito que o Android é uma plataforma aberta para a próxima geração de aparelhos móveis", disse.

Semanas atrás, depois do anúncio de aquisição da Motorola Mobility, a Google TV voltou a ganhar destaque. Muito especialistas acreditam que a aquisição pode ajudar a Google a salvar o produto, já que a empresa passa a se tornar um importante fornecedor de tecnologia para operadoras de TV. A Motorola é líder em decodificadores para TV paga nos Estados Unidos e vinha investindo em tecnologias que permitem que as operadoras ampliem sua distribuição de conteúdo para diversos dispositivos.

Na segunda-feira (22/8), a Google apresentou um add-on do kit de desenvolvimento do Android para a Google TV, que permitirá aos desenvolvedores começarem a adaptar as suas aplicações para o Google TV. Ela exige Android 3.1 API 12 ou mais atual.
 

O marco regulatório da TV paga

domingo, 28 de agosto de 2011

Texto publicado em: FNDC

26/08/2011 |
Manoel Rangel*
Observatório da Imprensa



A aprovação do novo marco regulatório da TV paga é uma dessas decisões que moldam o futuro e aceleram o tempo. O PLC nº 116 é a primeira norma brasileira sobre comunicação realmente convergente.

A nova lei encara a imensa transformação ocorrida no mundo do audiovisual e das telecomunicações, remove barreiras à competição, valoriza a cultura brasileira, propõe nova dinâmica para produção e circulação de obras audiovisuais e, sobretudo, fixa base conceitual leve e consistente, capaz de orientar o desenvolvimento das duas áreas na próxima década.

De iniciativa parlamentar, o PLC nº 116 foi exaustivamente debatido no Congresso nos últimos cinco anos. Nasceu da aglutinação de cinco projetos de lei diferentes e foi enriquecido por sete audiências públicas, quatro comissões parlamentares e mais de cem encontros com agentes econômicos e sociais.

Mais investimentos

Exemplo do alto grau de convergência alcançado foi a atuação persistente e solidária de parlamentares de todos os matizes políticos, vinculados ao governo e à oposição. O conflito dos interesses e a aridez do tema foram enfrentados com desassombro, por meio do debate polêmico e muitas vezes duro.

Mesmo que persistam divergências, o resultado final preserva o interesse público e foi fruto de negociação e superação de visões extremas e particularistas.

Quais são os ganhos para o cidadão? A TV por assinatura no Brasil vai se expandir. Os serviços chegarão a mais brasileiros. Haverá maior número de competidores na distribuição e na programação.

Com mais competição, os preços cairão. A programação ofertada se diversificará não apenas pela expansão do serviço.

Haverá mais oportunidades para os programadores, mais canais e maior procura por conteúdos diferenciados. Teremos mais obras audiovisuais brasileiras, ao lado das estrangeiras, e maior pluralidade na programação.

Esse novo mercado de conteúdos será estimulado por recursos da própria atividade, que possibilitarão investimentos na produção de obras independentes em todas as regiões do país em parceria com os canais e com as emissoras de TV.

O Brasil poderá se ver e se ouvir em larga escala, com todos os seus sotaques e com todos os seus modos de criar, fazer e viver, como orienta a Constituição.

Todos esses ganhos para o cidadão trarão reflexos cruciais ao desenvolvimento do Brasil. A expansão do serviço de TV paga exigirá investimentos maciços nas redes, necessários à expansão e ao barateamento da oferta de banda larga.

Marcha batida

A parceria com as emissoras dinamizará polos de produção audiovisual, criará demandas para as produtoras independentes e fortalecerá as empresas brasileiras de comunicação, criando sinergias propícias a uma maior presença da produção audiovisual nacional no Brasil e à internacionalização das nossas empresas, carregando a nossa língua e a cultura brasileira.

Todas essas oportunidades combinam-se ao momento especial de crescimento da nossa economia, incorporando mais brasileiros à cidadania e ao mercado, mesmo em meio à crise global. Combinam-se ainda à extraordinária criatividade e ao talento dos brasileiros.

Nessa mescla, na marcha veloz do Brasil para ocupar seu lugar no mundo, se darão as condições para que sejamos nós os construtores da nossa própria imagem.


*é diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema
 

Em guerra com telefônicas, Globo admite regionalizar programação

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Texto publicado em: Blog Daniel Castro

Há uma guerra no ar.

Redes de televisão e companhias telefônicas estão travando uma disputa nos bastidores dos gabinetes de Brasília. As teles querem tirar canais reservados para a televisão aberta para ofertarem mais telefonia móvel (celular). Para não ceder canais às telefônicas, a Globo já fala até em aumentar a regionalização da programação, um assunto que sempre provocou urticária nos executivos da emissora.

As teles reivindicam do governo federal as frequências (canais) que ficarão ociosas após 2016, quando está previsto o término da transição da TV analógica para a TV digital, também chamado de "apagão analógico" e "switch off".

Por exemplo: hoje, em São Paulo, a Record transmite no canal 7 (sinal analógico) e no canal 19 (digital). Quando a TV analógica estiver totalmente ultrapassada, em tese a Record terá de devolver ao governo o canal 7, assim como a Globo terá de devolver o canal 5 de São Paulo e o SBT, o 4. As telefônicas querem esses canais para usar na telefonia móvel.

As emissoras de TV (todas) não querem ceder espaço hoje dedicado à radiodifusão para as telecomunicações (telefonia). Argumentam que precisarão de maior espaço eletromagnético (frequências/canais) para oferecer novas tecnologias, como a super-high definition (TV de definição muito superior à atual alta definição) e o 3D integral.

O assunto dominou discussões na Broadcast & Cable 2011, feira de engenharia de televisão que encerrou ontem em São Paulo.

Em um seminário anteontem (quarta, 24), Fernando Bittencourt, diretor da Central Globo de Comunicação, defendeu pela primeira vez a regionalização da programação da TV.

Segundo ele, os canais que ficarão disponíveis após o apagão analógico "permitirão a regionalização da TV". Ele defendeu que os canais hoje analógicos sejam transformados em digitais e concedidos a afiliadas das redes, que passariam a produzir conteúdo local.

Assim, hipoteticamente, o canal 5 de São Paulo poderia se transformar em uma afiliada da Globo no ABC, que passaria a irradiar telejornais focados na região.

"Ter programação local significa ter cultura local, jornalismo local, publicidade local", afirmou Bittencourt. "O Brasil tem 5.500 municípios, mas só 235 tem geradoras de TV e produzem programação local. É muito pouco 235 geradoras para 5.500 municípios", argumentou.

O discurso da Globo tem um forte apelo político. Os próprios políticos seriam beneficiados com a transformação de canais analógicos em digitais, porque mais municípios teriam propaganda eleitoral gratuita.

A fala da Globo pró-regionalização da programação de TV soa um tanto estranho. É a rede que menos programação local permite às suas afiliadas, e, mesmo assim, impõe um padrão nacional de qualidade. A programação regional nas afiliadas da Globo se limitam a três telejornais locais e a algumas faixas de horário aos sábados, domingos e finais de noite.

Dividendo Digital

A entrega de canais hoje ocupados pelas redes de TV às telefônicas ganhou um termo pomposo: "dividendo digital". Em um outro seminário na Broadcast & Cable, Leila Loria, diretora da área de regulamentação da Telefônica, defendeu a ocupação dos canais de TV analógicos pelo serviço de telefonia móvel. "É o serviço móvel que irá alavancar a banda larga", defendeu Leila.

Segundo a executiva, os canais de TV analógicos quando ocupados pela telefonia (como ocorre em outros países) "trazem mais benefícios ao país".

Consultor da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Paulo Ricardo Balduíno combateu o dividendo digital. "Antes de falar em dividendo digital no Brasil, precisamos fazer a transição para a TV digital e discutir o futuro da televisão digital. Temos de garantir espectro para a televisão aberta", afirmou.

Segundo Balduíno, as telefônicas estão reclamando de barriga cheia. A telefonia móvel no Brasil ocuparia 200 megahertz a mais de banda do que a telefonia móvel dos Estados Unidos.

Apesar de as teles terem faturamento quase 10 vezes superior aos das redes de TV, a radiodifusão tem mais força política. As TVs venceram a disputa com as teles em torno do sistema de TV digital, em 2006.

A julgar pelo discurso de membros do governo, as redes de TV estão levando vantagem na luta pela preservação dos canais analógicos. "A TV aberta acerta na programação, faz o que a população quer. E faz com qualidade, porque exporta para diversos países. Essa discussão [da entrega dos atuais canais analógicos para as teles] está em aberto. Não faz sentido fixar datas, como querem alguns", disse na Broadcast & Cable André Barbosa, assessora da Casa Civil da Presidência da República.
 

Proposta de Marco Civil da Internet enfraquece ameaça do "AI-5 digital"

Texto publicado em : Rede Brasil Atual

Mesmo lideranças favoráveis ao substitutivo criticado por criar vigilantismo na rede dispõem-se a recuar. Demora na apresentação é criticada

Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual
Publicado em 25/08/2011, 17:45
Última atualização às 19:40


São Paulo – Após uma longa espera por alguma atitude do governo, o Congresso Nacional recebeu, na quarta-feira (25), a proposta do Marco Civil da internet, enviado pela presidenta Dilma Rousseff. O projeto visa a regulamentar direitos, deveres e princípios na rede. A iniciativa pode funcionar como uma forma de "enfrentar" e enfraquecer o substitutivo ao PL 84/1999, aprovado no Seando, batizado pelos críticos como "AI-5 digital".

Por tratar do mesmo tema e com apoio de mais setores da sociedade, o anteprojeto deve produzir um enfraquecimento da iniciativa do parlamentar tucano. O texto foi elaborado a partir de consultas públicas e de um debate realizado via internet, em 2009 e 2010. Depois de reunidas as contribuições, um grupo ministerial laborou a versão final. A demora na divulgação permitiu que o substitutivo aprovado no Senado voltasse à pauta da Câmara.

Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que atualmente exerce cargo de deputado federal, era senador quando relatou a matéria polêmica. O texto é motivo de contestação por criar um "vigilantismo" na internet com o intuito de combater crime em ambientes virtuais. Defensores da liberdade na rede enxergam ainda exageros e imprecisões na redação.

Um dos aspectos criticados é o período de três anos para a guarda dos logs – dados de endereçamento eletrônico da origem, hora e data da conexão – por parte dos provedores. Ações consideradas suspeitas, como o simples compartilhamento de arquivos, teriam de ser informadas a órgãos investigativos, comprometendo ferramentas empregadas para a difusão da cultura digital. Esse tipo de imposição representaria riscos à liberdade nesses ambientes.

Para o ativista digital João Carlos Caribé a apresentação do Marco Civil é uma sinalização clara, por parte do governo federal, de preocupação com o tema. “Muitas pessoas criticaram a Dilma, por ela não estar dando a devida atenção à cultura digital; agora ela prova, com o envio desse projeto, que ela vai cuidar dessa parte no governo”, observa o ativista.

O Marco Civil prevê a guarda dos endereçamentos eletrônicos de usuários por, no máximo, um ano, sendo que os dados só poderão ser levantados mediante solicitação da Justiça. A medida é vista como razoável por Caribé. “Temos que ter, pelo menos, uma guarda mínima de logs, mais como uma questão administrativa do que policial. Temos dados provando que a média de solução de um cibercrime é de 18 dias, então não precisamos guardar esses dados por tanto tempo”, avalia.

Outra importante regulamentação que o projeto do governo federal propõe é a não responsabilização do intermediário – sites, blogues, portais e redes sociais – que viabilizar a publicação do material dentro de seu espaço, seja ele um comentário, seja uma adição a informações. Caberá ao intermediário retirar qualquer intervenção caso a Justiça assim determine. O ativista considerou acertada a medida proposta pelo executivo. Atualmente, há jurisprudência para responsabilizar o dono do site mesmo por comentários apresentados por leitores.

Mesmo vendo como um projeto de “enfrentamento” ao AI-5 digital, Caribé contou que o próprio deputado Azeredo já cogitou a possibilidade de abandonar sua proposta e endossar a do governo. “As duas vezes em que tive interlocução com Azeredo, ele confirmou que, assim que o Marco Civil chegasse à Câmara, ele assinaria embaixo”, afirma o ativista.

Parlamentares que acompanham o debate, porém, mostram-se menos otimistas. A avaliação de parte da bancada alinhada aos grupos favoráveis pela liberdade na internet e pela democratização dos meios de comunicação é de que a maior parte dos deputados preferiria um conjunto de medidas mais duras. A expectativa é de que, apesar da demora, o governo coloque peso junto a sua base para fazer o texto, tido como mais brando em termos de controle e de restrições na rede, seja aprovado.
 

Como o Facebook ganha dinheiro? Vice-presidente da rede social explica estratégia

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Texto publicado em: Comunique-se


Da Redação

Em bate-papo no UOL, realizado na tarde desta quinta-feira (25/8), o publicitário e jornalista Alexandre Hohagen, vice-presidente do Facebook na América Latina, explicou para quase 600 internautas como a rede social, que conta com aproximadamente 750 milhões de usuários no mundo, consegue gerar receita a partir do seu relacionamento com o público que está web.

“O Facebook basicamente tem duas linhas de receitas: a primeira é através da publicidade que vendemos no site e a outra através do Facebook Credits, no qual o usuário pode comprar itens virtuais em jogos e aplicativos. Mas vale a pena reforçar que o Facebook é um serviço totalmente gratuito para o usuário”, respondeu em chat.

Outro serviço capaz de originar lucro ao Facebook é o Facebook Deals, serviço de compras coletivas que vem sendo testado desde abril deste ano em algumas cidades dos Estados Unidos. Dentro do serviço de vendas, o usuário poderá compartilhar suas compras e promoções com os colegas. “Ainda não temos previsão de quando o produto chegará ao Brasil”, respondeu Hohagen.

Identidade preservada
Em julho deste ano, o grupo de crackers Anonymous ameaçou tirar a página do Facebook do ar. A razão deste ataque, segundo os integrantes do grupo, deve-se ao “acesso clandestino aos dados pessoais de usuários oferecidos pelo Facebook aos governos”, diz o anúncio do Anonymous em vídeo postado no Youtube. Sobre o tema, Hohagen comentou que a segurança das informações inseridas na web segue como principal desafio do Facebook.rede social prima pela segurança das informações expostas.

“Preservar a privacidade do usuário é algo extremamente importante para o Facebook. Como a plataforma foi criada para a conexão de pessoas, fazer com que nossos usuários entendam como controlar a privacidade, é o nosso maior desafio”, respondeu
 

PLC 116: o começo de um debate para o Marco Regulatório das Comunicações

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Texto publicado em: FNDC

23/08/2011 |
Redação
Instituto Telecom

A aprovação sem alterações do PLC 116/10 pelo Senado Federal, na semana passada, foi sem dúvida uma grande vitória e representou a criação de um Marco Regulatório para a TV por Assinatura. Mas, este é apenas o ponto de partida de um debate ainda maior e mais urgente: o novo Marco Regulatório das Comunicações, capaz de ampliar a discussão e tratar questões relativas à democratização dos meios, à convergência digital e às telecomunicações no Brasil.

Para o deputado federal Jorge Bittar (PT-RJ), relator desse Projeto de Lei na Câmara quando ainda era o PL 29, a aprovação do PLC 116 pode auxiliar na expansão da banda larga e, inclusive, na divulgação da cultura nacional. “O PLC também ampliará os investimentos em banda larga e estabelecerá um ambiente de maior competição, o que significa melhores preços e qualidade dos serviços para o assinante. Ao mesmo tempo, o projeto assegura recursos para o financiamento da produção audiovisual e com isto ajuda também na produção cultural brasileira”, afirmou o deputado.

Por razões óbvias de cunho econômico, o PLC 116 não atende ao interesse de todos. De um lado, agrada grupos como as empresas de telecomunicações, que ficam aptas a entrar no mercado de TV a cabo, e as produtoras independentes, que terão incentivo a novas demandas de produção de conteúdo nacional e regional. E, claro, a sociedade civil, que ganha a possibilidade de acesso mais democrático aos pacotes de triple play (banda larga, TV paga e telefonia fixa) com o aumento da oferta destes serviços, como também, pela primeira vez, tem uma regulamentação no mercado de TV paga capaz de incentivar a cultura nacional.

Por outro lado, desde que a proposta da nova regulamentação foi apresentada, muitos foram os adversários do projeto. A Rede Globo, que detém o monopólio histórico da radiodifusão brasileira, sempre foi contrária e só se posicionou de maneira favorável ao PLC quando se sentiu ameaçada pelo novo regulamento da TV a Cabo da Anatel, que, entre outras coisas tinha como objetivo criar um mercado mais flexível para novos competidores. Sem escolhas, a gigante preferiu o PLC 116, pois limita a participação das teles à distribuição de canais não permitindo, portanto, uma concorrência direta com a Globo na produção de conteúdos.

Diante da nova política de incentivo à indústria audiovisual com o estabelecimento de cotas para exibição de conteúdo nacional e regional – longas e curtas metragem, animação, seriados e documentários realizados no país - , os programadores internacionais, em especial a ABPTA, continuam se colocando contra o PLC 116.

O PSDB e o DEM também ameaçam entrar com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra o PLC. Entretanto, até agora não deixaram claro o porquê da inconstitucionalidade. Tão pouco assumem quais grupos e setores estão defendendo, como por exemplo, a SKY . Parte diretamente prejudicada pelo projeto, já que pertence ao grupo estrangeiro DirecTV Latin America, uma empresa do Liberty Media, dos EUA, e fatalmente perderá uma boa parcela do mercado com a entrada das teles no cabo, a Sky também terá que atender as exigências de distribuição de conteúdo nacional. Coincidentemente ou não, a empresa, assim como os dois partidos, alega que o projeto é inconstitucional, sem dizer qual é o seu embasamento.

Embora o PLC 116 seja um avanço, ele ainda está longe de ser a regulamentação ideal. O Instituto Telecom defende o aprofundamento de vários aspectos aprovados, tais como uma nova cadeia de valor e o papel das agências reguladoras, Anatel e Ancine, ou ainda a discussão da possível junção das duas num mesmo órgão, a Anacom, capaz de tratar de comunicações e telecomunicações, já sugerida anteriormente por entidades civis e setores do governo.

A criação de fóruns institucionais responsáveis por promover a participação da sociedade civil também é um fator importante, assim como a realização de conferências e debates sobre o fomento à produção de conteúdo nacional, o incentivo aos produtores independentes e a regionalização da produção, entre outros.

A aprovação, na íntegra, do PLC 116 pela presidente Dilma Rousseff, sem nenhuma alteração capaz de impedir toda a transformação prevista para a indústria de conteúdo nacional, é uma questão que deve ser defendida por toda a sociedade civil.
Outra cobrança relevante que deve ser feita ao governo federal é com relação à criação do novo Marco Regulatório das Comunicações. Ator determinante neste processo, o novo governo assumiu há quase 9 meses e até agora não realizou este debate, por sinal, um dos principais pontos reivindicados na I Confecom (Conferência Nacional de Comunicação), em 2009. O Instituto Telecom defende a disponibilização imediata da proposta deste novo Marco Regulatório, pronto desde o governo anterior e até hoje desconhecido pela sociedade.

Marcello Miranda, especialista do Instituto Telecom e representante da sociedade civil no Conselho Consultivo da Anatel, elogia as entidades envolvidas por mais de quatro anos na luta pela aprovação do projeto e reafirma a importância de se aprofundar o PLC e, principalmente, o debate das comunicações. “Coloco-me à disposição para por essa discussão na pauta do Conselho Consultivo e convido todas as partes interessadas a continuarem discutindo o tema no Grupo de Trabalho que se reúne todas as sextas, às 11h, no 21º andar do Clube de Engenharia, na DETI, coordenado pelo engenheiro Márcio Patusco”, convoca o conselheiro.
 

PL 116, incômodos à direita e à esquerda

Texto publicado em: FNDC -


23/08/2011 |
Marcos Dantas
Carta Maior

A PL 116 aponta para o modelo que deveria ser seguido em alguma futura legislação brasileira. Ela separa claramente as atividades relacionadas ao conteúdo (produção, programação, empacotamento) das atividades de transporte e distribuição (telecomunicações). Este modelo poderia ser adotado até na TV aberta, como já o é na Europa.

A aprovação pelo Senado da PL-116 assinala um importante avanço na construção do marco regulatório das comunicações, numa direção nacional e democrática. Importante avanço não significa – deveria ser óbvio – definitivas conquistas, mas expressa a introdução na agenda, agora como norma de direito, de algumas reivindicações dos movimentos sociais na Iª Confecom, dentre elas a proteção e fomento à produção e divulgação de conteúdo nacional, regional e independente, inclusive em canais de origem e programação estrangeiras.

É verdade que tem gente que ainda não entendeu as mudanças pelas quais passa a televisão em todo o mundo e no Brasil. Em países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Coréia e até na nossa vizinha Argentina, a televisão por assinatura é hoje o meio absolutamente dominante de acesso das famílias à radiodifusão. No Reino Unido, na França, na Alemanha, em outros países, ainda não é quase exclusiva, mas já equipara ou até supera a televisão aberta na disputa por audiências. No Brasil, gostemos ou não, o futuro não será diferente. O problema que se discute em todo o mundo e estamos conseguindo também discutir no Brasil é se essa evolução deverá ser deixada a critério exclusivo das "forças do mercado" ou se o Poder Público deve nela intervir para atender aos interesses maiores do País e (menores) dos consumidores. A PL-116 estabeleceu que os interesses maiores do País devem ser considerados nessa hora.

Pela primeira vez na história das Comunicações brasileiras, uma lei regulamenta o campo da produção e distribuição de conteúdos. Isto deveria estar sendo saudado por todos e todas. Por que é isto que interessa. Ninguém liga televisão para ver tela azul, seja na TV aberta, seja na TV paga. Você liga televisão para ver espetáculos, notícias, esportes, filmes, novelas etc. O Código de 1962, a Lei do Cabo de 1995, a LGT de 1997, nem elas, nem decretos ou portarias subordinados trataram alguma vez desse assunto. Tudo o que se refere a conteúdos está definido no artigo 221 da Constituição brasileira. Este artigo nunca foi regulamentado, logo nunca entrou em vigor. A PL-116 vai ao encontro de nossos princípios constitucionais. Poderia avançar mais? Sempre se poderá dizer que poderia avançar mais. Mas se, antes, o que tínhamos era 0 (zero), o resultado agora é um avanço de infinito por cento.

A PL, para organizar o mercado de conteúdo introduziu um marco inédito na legislação brasileira, abrigando princípios da legislação européia: separa claramente as atividades de produção, programação, empacotamento e distribuição. Isto que na TV aberta é tudo misturado, dificultando, entre outras coisas, a visualização e controle dos monopólios verticalizados, na TV por assinatura vai ficar mais transparente. Empresas, inclusive estrangeiras, interessadas em realizar essas atividades no Brasil precisarão se registrar na Ancine que passa, a partir de agora, a ampliar suas atividades e poderes também para o audiovisual eletrônico, saindo de gueto cinematográfico onde sempre a quiseram limitar.

Os poderes dados à Ancine nada tem a ver, nem de longe, com censura ou invasão de algum assim chamado "direito do consumidor", como pretendem seus opositores da direita e do DEM. A Ancine não dirá o que pode ou não ser veiculado, nem mesmo interferirá na classificação indicativa que permanece a cargo do Ministério da Justiça. Ela "apenas" dará o devido certificado de produção nacional ou independente para o que for produção nacional ou independente. Se boa ou ruim (critérios, aliás, muito relativos), o público dirá, não a Ancine.

Tudo que à Ancine caberá fazer é regulamentar e fiscalizar o cumprimento do sistema de cotas. Das cotas estão excluídos os canais ou horários dedicados a jornalismo, programas de auditório, esportes, religião, tudo o que não seja realmente dramaturgia, filme, desenhos, documentários. Muitos canais são exclusivamente jornalísticos ou esportivos. Continuarão sendo. Alguns misturam os gêneros. Os tempos de cotas só considerarão o tempo dedicado a filmes ou dramaturgia. Esses tempos ou canais, a PL define como "espaço qualificado".

A rigor, as cotas só afetam mesmo os canais exclusivamente dedicados a filmes, desenhos, documentários, quase todos eles estrangeiros, quase todos eles canais exclusivos de filmes estadunidenses. As cotas atingirão HBOs, TNTs, Cartoons Networks, Discoverys, Telecines etc. Quem se diz de esquerda e não percebe isto, está cego ou ainda não entendeu as mudanças no mundo nestas últimas décadas. Isto é, vive no passado. A Sky do Sr. Rupert Murdoch já entendeu e está bufando. E não me surpreenderia se, algum dia, o Wikileaks revelar que a Embaixada dos EUA também...

É verdade, as cotas são ridículas. Na Europa, são de 50% do horário nobre. No Brasil, somente 3h30 semanais. Poderia ser mais, mas as fortes pressões contrárias, a omissão do governo no apoio à PL 116 e o desinteresse dos segmentos comprometidos com as questões nacionais e democráticas, não permitiram maior avanço. Mesmo assim, são dois filmes por semana, um deles obrigatoriamente independente. A rigor, reconheçamos, a nossa indústria ainda não produz muito mais do que isso.

Há uma outra cota pouco falada. Nos pacotes ofertados, a cada três canais de "espaço qualificado", um deverá ser brasileiro. Hoje, pela atual Lei do Cabo, há exigência de apenas um único canal brasileiro, independentemente do número de canais contidos no pacote. Esse canal brasileiro perdido entre dezenas de estrangeiros costuma ser o "Canal Brasil".

Por fim, a PL 116 mantém todas as conquistas da velha Lei do Cabo quanto a canais obrigatórios. Afirmar o contrário, é mentira. Basta ler o artigo 32 da lei: as distribuidoras são obrigadas a transmitir, sem ônus para os assinantes, o sinal dos canais abertos disponíveis em sua área de concessão, dos canais público-estatais, comunitários, universitários etc. Nada muda neste quesito.

O que muda (em outro e muito importante quesito) é a possibilidade de se impedir que as distribuidoras controlem também empacotadoras, canais de programação e produtoras, inclusive espetáculos de grande repercussão pública (futebol?), possibilidades estas inexistente na Lei do Cabo. A atividade de distribuição, mera atividade de telecomunicações, continuará regulamentada e fiscalizada pela Anatel. Durante a vigência da Lei do Cabo, uma distribuidora como a NET, então 100% nacional, e todas as outras, também 100% nacionais, proporcionaram a invasão do Brasil pelos canais de televisão TNT, Warner, Sony, AXN, Fox, ESPN, CNN, Cartoon Network etc., etc. Agora, não importando se o capital de controle das distribuidoras for nacional ou estrangeiro, elas deverão abrir mais espaço para canais brasileiros de "espaço qualificado". Elas serão corresponsáveis pelo cumprimento das cotas por parte de programadores e empacotadores.

E são as cotas, isto é, a real veiculação de conteúdo nacional, regional e independente, são as cotas que realmente interessam. Não o capital da Telefônica ou da Oi – este, por sinal, não esqueçamos, ca-pital nacional.

A PL 116 aponta para o modelo que deveria ser seguido em alguma futura legislação brasileira. Ela separa claramente as atividades relacionadas ao conteúdo (produção, programação, empaco-tamento) das atividades de transporte e distribuição (telecomunicações). Este modelo poderia ser adotado até na TV aberta, como já o é na Europa (a tão citada BBC, por exemplo, não detém as freqüências de transmissão). Embora não diga explicitamente, a PL 116 trata a TV paga como a TV paga deve ser tratada, isto é como radiodifusão, assim como é tratada em todo o mundo: apenas mais um meio de difusão de conteúdo audiovisual televisivo. Importante é o canal de programação, não o caminho aéreo, cabeado ou satelital pelo qual trafega o sinal. Pela quebra de paradigma que introduz, a PL 116 incomoda muita gente, e não somente à direita...

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Art. 16. Nos canais de espaço qualificado, no mínimo 3h30 (três horas e trinta minutos) semanais dos conteúdos veiculados no horário nobre deverão ser brasileiros e integrar espaço qualificado, e metade deverá ser produzida por produtora brasileira independente.

Art. 17. Em todos os pacotes ofertados ao assinante, a cada 3 (três) canais de espaço qualificado existentes no pacote, ao menos 1 (um) deverá ser canal brasileiro de espaço qualificado.

§ 1º Da parcela mínima de canais brasileiros de espaço qualificado de que trata o caput, pelo menos 1/3 (um terço) deverá ser programado por programadora brasileira independente.

Art. 32. A prestadora do serviço de acesso condicionado, em sua área de prestação, independentemente de tecnologia de distribuição empregada, deverá tornar disponíveis, sem quaisquer ônus ou custos adicionais para seus assinantes, em todos os pacotes ofertados, canais de programação de distribuição obrigatória para as seguintes destinações:

I – canais destinados à distribuição integral e simultânea, sem inserção de qualquer informação, do sinal aberto e não codificado, transmitido em tecnologia analógica pelas geradoras locais de radiodifusão de sons e imagens, em qualquer faixa de frequências, nos limites territoriais da área de cobertura da concessão;

II – um canal reservado para a Câmara dos Deputados, para a documentação dos seus trabalhos, especialmente a transmissão ao vivo das sessões; 14

III – um canal reservado para o Senado Federal, para a documentação dos seus trabalhos, especialmente a transmissão ao vivo das sessões;

IV – um canal reservado ao Supremo Tribunal Federal, para a divulgação dos atos do Poder Judiciário e dos serviços essenciais à Justiça;

V – um canal reservado para a prestação de serviços de radiodifusão pública pelo Poder Exe-cutivo, a ser utilizado como instrumento de universalização dos direitos à informação, à comunica-ção, à educação e à cultura, bem como dos outros direitos humanos e sociais;

VI – um canal reservado para a emissora oficial do Poder Executivo;

VII – um canal educativo e cultural, organizado pelo Governo Federal e destinado para o desenvolvimento e aprimoramento, entre outros, do ensino a distância de alunos e capacitação de professores, assim como para a transmissão de produções culturais e programas regionais;

VIII – um canal comunitário para utilização livre e compartilhada por entidades não governa-mentais e sem fins lucrativos;

IX – um canal de cidadania, organizado pelo Governo Federal e destinado para a transmissão de programações das comunidades locais, para divulgação de atos, trabalhos, projetos, sessões e eventos dos poderes públicos federal, estadual e municipal;

X – um canal legislativo municipal/estadual, reservado para o uso compartilhado entre as Câmaras de Vereadores localizadas nos Municípios da área de prestação do serviço e a Assembleia Legislativa do respectivo Estado ou para uso da Câmara Legislativa do Distrito Federal, destinado para a divulgação dos trabalhos parlamentares, especialmente a transmissão ao vivo das sessões;

XI – um canal universitário, reservado para o uso compartilhado entre as instituições de ensino superior localizadas no Município ou Municípios da área de prestação do serviço, devendo a reserva atender a seguinte ordem de precedência:

a) universidades;
b) centros universitários;
c) demais instituições de ensino superior.

§ 1º A programação dos canais previstos nos incisos II e III deste artigo poderá ser apresentada em um só canal, se assim o decidir a Mesa do Congresso Nacional.

§ 2º A cessão às distribuidoras das programações das geradoras de que trata o inciso I deste artigo será feita a título gratuito e obrigatório.

§ 3º A distribuidora do serviço de acesso condicionado não terá responsabilidade sobre o conteúdo da programação veiculada nos canais previstos neste artigo nem estará obrigada a fornecer infraestrutura para as atividades de produção, programação ou empacotamento.

§ 4º As programadoras dos canais de que tratam os incisos II a XI deste artigo deverão viabilizar, a suas expensas, a entrega dos sinais dos canais nas instalações indicadas pelas distribuidoras, nos termos e condições técnicas estabelecidos pela Anatel.

§ 5º Os canais previstos nos incisos II a XI deste artigo não terão caráter privado, sendo veda-das a veiculação remunerada de anúncios e outras práticas que configurem comercialização de seus intervalos, assim como a transmissão de publicidade comercial, ressalvados os casos de patrocínio de programas, eventos e projetos veiculados sob a forma de apoio cultural.

§ 6º Os canais de que trata este artigo deverão ser ofertados em bloco e em ordem numérica virtual sequencial, sendo vedado intercalá-los com outros canais de programações, respeitada a ordem de alocação dos canais no serviço de radiodifusão de sons e imagens, inclusive em tecnologia digital, de cada localidade

*Professor da Escola de Comunicação da UFRJ, vice-presidente da União Latina de Economia Política da Comunicação – Capítulo Brasil (ULEPICC-Br).
 

Acesso à internet no Brasil ainda é restrito aos mais ricos

Texto publicado em: FNDC

23/08/2011 |
Victor Hugo Cardoso Alves
TI Inside Online

O número de brasileiros com mais de 16 anos com acesso à internet totalizou 51%, o que representa uma expansão de apenas quatro pontos percentuais na comparação com março de 2008, de acordo com a nona edição da pesquisa F/Radar, realizada semestralmente pela F/Nazca. No mesmo período, o número de brasileiros com acesso em banda larga em suas residências saltou de 12% para 31%, o que indica melhoria na qualidade da navegação entre aqueles que já se conectavam à rede.

Apesar desse crescimento, o estudo revela que os acessos ainda estão concentrados na faixa de maior renda da população. Nas classes A e B, 62% têm internet rápida na residência, enquanto que na classe C, 22% têm conexão, e nas classes D e E, somente 4% tem acesso em casa à rede mundial. Apenas indicado na edição anterior, o acesso em casa passou a ser, pela primeira vez, mais relevante do que em lan houses. Além disso, a parcela daqueles que acessam diariamente subiu de 32% para 41% dos internautas.

O levantamento mostra, ainda, que em abril deste ano 41% dos brasileiros com 16 anos ou mais acessaram a internet diariamente, contra 38% em igual período de 2010, o que representa um aumento de três pontos percentuais. "As pessoas passaram a utilizar a internet mais vezes e de maneira mais qualitativa", avalia o gerente de planejamento da F/Nazca, Marcelo Bazan. Ele aponta que as pessoas das classes A e B usam a internet, em média, 5,3 dias por semana, frequência que é de 3,7 dias por semana na classe C, e de 2,8 dias por semana nas classes De E.

A pesquisa aponta também que a penetração dos PCs nas residências brasileiras alcançou 44% em abril deste ano, contra 40% de abril de 2010, e que 22% dos brasileiros com 16 anos ou mais costumam acessar a internet por meio de dispositivos móveis, o que corresponde a 18,6 milhões de pessoas.

Bazan avalia que o crescimento vegetativo da internet no Brasil se deve, em grande parte, à falta de infraestrutura de redes. "Chegamos a um gargalo tecnológico. A tecnologia não permite que algumas pessoas tenham o acesso a internet", diz ele, ressaltando que outra barreira para um avanço mais acelerado da internet no país é o alto custo dos serviços, o que deve mudar com as novas políticas para banda larga.
 

Magazine Luiza lança venda direta via redes sociais

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Texto publicado em: Meio&Mensagem

Primeira ação de social commerce do Brasil tem como alvo internautas com perfis ativos no Orkut e no Facebook
José Saad Neto| ››

22 de Agosto de 2011 • 17:02 • Última atualização: 22 de Agosto de 2011 • 20:50


Até o fim de agosto, o Magazine Luiza vai inaugurar no Brasil o social commerce, venda realizada por meio de consultores digitais - internautas previamente cadastrados com perfis ativos no Orkut e no Facebook, que poderão vender produtos da rede varejista aos seus amigos virtuais. Como recompensa, os vendedores receberão bônus em dinheiro que podem variar entre 2,5% a 4,5% sobre o valor do produto vendido e serão creditados diretamente nas contas- correntes deles.

Resultado de um ano de trabalho que envolveu pesquisa de mercado e desenvolvimento do aplicativo, o projeto, batizado pela empresa como Magazine Você, deve impactar até um milhão de internautas dentro de nove meses, prevê Frederico Trajano, diretor de vendas e marketing do Magazine Luiza. “Depois que realizamos o IPO (sigla em inglês para Oferta Inicial de Ações), o nosso foco se voltou ainda mais para o e-commerce e as redes sociais vão nos ajudar a crescer ainda mais”, explica o executivo.

De carona na maré de crescimento do comércio eletrônico brasileiro que, só em 2010, movimentou R$ 9 bilhões, segundo estimativa do E-bit, o projeto Magazine Você aposta no alta audiência das redes sociais e na confiança que o brasileiro costuma ter nas recomendações de amigos. “É a venda direta, só que em vez de porta em porta, é no clique a clique”, compara Trajano. Pelos próximos três meses, o cadastro de vendedores digitais estará restrito a familiares de funcionários do Magazine Luiza – cada colaborador pode indicar um parente. Depois deste período, clientes já cadastrados na base de dados da rede poderão se candidatar. A expectativa, segundo a empresa, é atingir a marca de 10 mil vendedores digitais em até nove meses. “Temos uma preocupação com o perfil desses vendedores. Faremos uma análise um a um”, garante o executivo.

Para viabilizar o projeto, foi desenvolvido um aplicativo de comércio compatível com as plataformas tecnológicas do Orkut e do Facebook. Por meio da ferramenta, o vendedor pode montar uma vitrine com até 60 produtos, que podem ser compartilhados, no máximo, três vezes por dia pelo internauta. Outra restrição se refere à quantidade de lojas criadas. Será permitida uma por CPF em cada uma das duas redes sociais. “Com essas restrições, evitamos uma exposição exagerada”, explica Trajano.

Para o Orkut e o Facebook, o ganho estará principalmente na publicidade, já que uma das formas de recompensar os melhores vendedores será com a exposição deles nos banners publicitários das redes. Além disso, será lançada uma campanha, em setembro, cuja plataforma central será o ambiente digital, mas também terá desdobramentos na mídia tradicional.
 

Governo quer novo marco legal para a radiodifusão

 Texto publicado em: TELETIME News

Durante a abertura do Congresso SET, que aconteceu nesta sexta, 23, em São Paulo, o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, cobrou união da radiodifusão para discutir um novo marco legal para o setor. “Não dá para ficar com uma lei de 1962, mas precisamos encontrar um caminho que respeite a radiodifusão”, disse. A este noticiário, Barbosa afirmou que a discussão está na pauta do Governo. “O ministro Paulo Bernardo recebeu a missão de construir as bases do Plano Nacional de Banda Larga, o que já está feito. Agora teremos disponibilidade para começar as discussões em torno do marco legal da radiodifusão”. Segundo ele, o projeto deve ser desenvolvido em parceria entre o Ministério das Comunicações e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). “Tenho certeza que o projeto não descartará o trabalho conduzido pelo ex-ministro Franklin Martins”, diz Barbosa.

O assessor da Casa Civil deu algumas pistas do que precisa ser regulado, citando a interatividade na TV digital e a padronização do rádio digital, mas sem entrar em pontos polêmicos.

Cotas

Um dos temores do setor radiodifusor é de que a criação de cotas para a TV paga e os poderes dados à Ancine no PLC 116 possam “contaminar” a radiodifusão. Esta possibilidade foi descartada por uma fonte no governo que participou das negociações em torno do projeto de lei que criou o novo marco legal para a TV por assinatura. Segundo a fonte, não há dentro do governo alguém com disposição, neste momento, para entrar em outro embate tão longo e desgastante para levar as cotas à TV aberta. Outra fonte diz que a Ancine, que teve papel central nas negociações com os diversos setores impactados pelo PLC 116, precisará voltar seus esforços à regulamentação da nova lei e à reestruturação da agência para exercer as funções impostas pelo PLC. Por isso, não teria condições de empenhar na negociação do marco legal da radiodifusão a mesma energia gasta na tramitação do PLC 116 no Congresso.

Espectro

Outro ponto sensível à radiodifusão é a disputa pelo espectro de frequências. O setor teme que a tendência de realocação de espectro para serviços de acesso seja adotada no Brasil. Na abertura do Congresso SET, o coordenador de serviços de radiodifusão da União Internacional de Telecomunicações – UIT, Pham Nhu Hai, fez um discurso que vai de encontro ao que prega a radiodifusão local. Segundo ele, a decisão que será tomada agora em relação ao dividendo digital, resultante da transição da TV analógica para a digital, impactará todo o setor de comunicação no Brasil no futuro. Ele pregou a destinação de espectro aos serviços móveis de dados. “O espaço ocupado por uma transmissão de TV pode levar até seis conteúdos de vídeo”, disse. A presidente da SET, Liliana Nakonechnyj, saiu em defesa da radiodifusão nacional, destacando que a importância da TV aberta no Brasil não se compara à realidade de alguns países que estão priorizando o provimento de acesso à radiodifusão. “A TV aberta e a banda larga devem se complementar, e não brigar entre si”, disse.

Para André Barbosa, da Casa Civil, a recomendação da UIT desconsidera a dependência que a população brasileira tem da TV aberta para ter acesso a informação e entretenimento. “A questão é se a radiodifusão saberá chegar unida a esta discussão e deixar suas diferenças para outros momentos”, disse.
 

SBT estreia seu portal interativo

SBT estreia seu portal interativo: A emissora é a primeira a ter interatividade 24 horas no ar. Portal conta com loja, notícias, enquetes e jogos
 

Projetos de Extensão

Projeto de extensão em TV Digital

Telejornalismo colaborativo na TV pública digital


O projeto de extensão em TV digital está em sua primeira fase. É um projeto que visa a formatação de uma telejornal colaborativo e interativo realizado em parceria com comunidades da cidade de Bauru-SP e executado nas dependências da TV Unesp.
O projeto conta a participação de 03 bolsistas financiados pelo PROEX da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita - Unesp, sendo dois do curso de jornalismo e um do curso de Rádio e TV. 

Nesta fase inicial (abril-agosto/2013) os alunos participam da rotina de produção do departamento de jornalismo da TV Unesp e do setor de produção, com objetivo de se apropriarem da rotina do canal e das funções específicas do jornalista na produção de um telejornal diário. No segundo semestre, estes alunos serão os responsáveis pela formatação de uma proposta de telejornal colaborativo vinculado a uma ou mais instituições, comunidades ONG's e etc. e dentro das novas possibilidades de interatividade da TV pública digital.

Foto: Professor Francisco Machado e as alunas Marcela Antunes (Jornalismo) Nicole Corradi (Rádio e TV) e o aluno Lucas Esteves (Jornalismo)

 

Net lança banda larga de 10 Mbps, 20 Mbps e 100 Mbps em Manaus

Texto publicado em: PAY-TV News

A Net Serviços lança nesta terça, 23, planos de banda larga de 10 Mbps, 20 Mbps e 100 Mbps em Manuas. Quem já é cliente da Net terá sua velocidade migrada automaticamente e sem custos. Os clientes de 1 Mbps passam a navegar em 10 Mbps e os clientes com 5 Mbps passam para 20 Mbps.

Com a ampliação, a oferta em Manuas é a mesma que a Net disponibiliza nas demais praças onde atua. A oferta dessas velocidades só foi possível depois que a Embratel conseguiu fazer com que os cabos de fibra atravessassem o rio Solimões. Até o início deste ano, esse trecho era transposto com enlaces de rádio, que limitavam as velocidades disponíveis na cidade.

O diretor de produtos e serviços da Net, Márcio Carvalho, explica que em fevereiro a companhia já fez um upgrade de velocidade sem custo aos clientes da região. Os que navegavam em 100 kbps foram para 1 Mbps e os que estavam com 1 Mbps foram para 5 Mbps. “Manaus vivia uma situação de isolamento digital. Com a chegada da fibra óptica, esse cenário mudou”, disse ele, lembrando que a cidade será uma das sedes da Copa de 2014.

O investimento da companhia na cidade em 2011 deve chegar a R$ 50 milhões, que serão aplicados na expansão e melhoria de qualidade da rede e no lançamento de mais canais em alta definição e de algumas transmissões em 3D.

Os preços dos combos variam de R$ 79,90 (Pacote conexão + Net Vírtua 1 Mega + Net Fone via Embratel) a R$ 629,90 (Pacote Total Cinema HD Max + Net Vírtua 100 Mega + Net Fone via Embratel). Helton Posseti.
 

Pesquisa indica 'cansaço de redes sociais' em usuários

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Texto publicado em: BBC Brasil

Uma pesquisa realizada por uma consultoria especializada em tecnologia da informação identificou "sinais de fadiga" no uso de redes sociais, como Facebook, Orkut e Twitter, entre segmentos de usuários em diversos países.
A pesquisa da consultoria Gartner ouviu 6,3 mil pessoas entre 13 e 74 anos de idade, em 11 países desenvolvidos e emergentes, incluindo no Brasil.



Do total, 37% dos respondentes disseram ter aumentado o uso de redes sociais, principalmente entre os mais jovens.

Por outro lado, 24% disseram que estão usando as redes sociais menos do que no início.

"A pesquisa mostra uma certa fadiga das redes sociais entre os usuários mais antigos", disse o diretor de pesquisas da Gartner, Brian Blau.

"O fato de 31% do grupo na categoria 'aspirantes' (mais jovens, que circulam por vários ambientes e com uma percepção mais aguçada sobre as marcas) indicarem que estão cansados de redes sociais é algo que os provedores dessas redes devem monitorar, porque eles precisarão inovar e variar para manter a atenção do consumidor", avaliou.

"Os conteúdos de marca precisam ser inovadores e capazes de capturar a atenção das pessoas imediatamente. A nova geração de consumidores é incansável e tem uma janela curta de atenção, e é preciso muita criatividade para criar impacto significativo."

Privacidade

Para os entrevistados, a exposição da privacidade é a razão mais forte para desistir de usar as redes sociais. Em seguida, vem a superficialidade dos comentários postados por outros usuários.

Em seguida, a questão da privacidade volta, com os usuários dizendo que usam menos as redes sociais porque não querem que os seus contatos saibam demais sobre a sua vida.

"Os adolescentes e jovens na faixa dos 20 anos de idade têm muito mais probabilidade de dizer que aumentaram o uso das redes sociais", disse a especialista que coordenou a pesquisa, Charlotte Patrick.

"Na outra ponta do 'espectro do entusiasmo', as diferenças etárias são muito menos marcadas, com uma proporção consistente de pessoas dizendo que estão usando menos as redes sociais."

Brasil

A pesquisa ouviu 581 pessoas no Brasil, onde o Orkut ainda é o líder de usuários, seguido pelo YouTube e pelo Facebook.

"O Brasil é normalmente é citado como um dos países que adotam com entusiasmo as redes sociais, mas nossa amostra de respondentes não exibiu essa tendência forte de uso", afirmou a pesquisa.

"O uso foi médio, centrado principalmente no Orkut e no Facebook, com uma das taxas mais altas de uso de Internet Messenger e sites de chat entre os usuários com até 40 anos."

Entre os usuários brasileiros, a pesquisa notou um nível maior de preocupação com a privacidade que outros países.

Entre os entrevistados brasileiros, 46% se disseram preocupados com o tema, ante uma média geral de 33% de usuários.
 

Brasileiros usam Internet para conversar com amigos enquanto veem TV

Texto publicado em: TELA VIVA News

As mídias de relacionamento estão mudando a maneira como o consumidor assiste vídeos. No Brasil, 61% já usaram e-mail, chat via mensagem instantânea ou rede de relacionamento para conversar com amigos que assistiam ao mesmo programa ou conteúdo de vídeo. Esse é um dos resultados do Barômetro de Engajamento de Mídia da Motorola Mobility, estudo de hábitos de consumo de vídeo de 9 mil consumidores em 16 mercados, conduzido pela Vanson Bourne, especializada em pesquisas do mercado de tecnologia.

Entre os entrevistados em nível global, 46% já compartilharam conteúdo dessa maneira. Dos 61% dos brasileiros que usam redes sociais enquanto assistem a conteúdo de vídeo, 46% disseram que esse tipo de comportamento já é parte normal da experiência de telespectador e 82% dos pesquisados brasileiros disseram que estariam dispostos a trocar suas operadoras de TV por outras que oferecessem esses serviços integrados.

TV x Internet

De acordo com o estudo, a Internet rivaliza com a televisão na veiculação de conteúdo de vídeo em residências: 21% das pessoas acessam a conteúdo de televisão e vídeo via Internet.

Em termos de preferência de serviços, 21% dos brasileiros assistem exclusivamente a conteúdo da grade de programação ou conteúdo ao vivo, e um pouco mais de um terço afirma que consome semanalmente, em partes iguais, a conteúdo programado e outros serviços (como vídeo via Internet, programas pré-gravados, DVDs e programação sob demanda).

Novas tecnologias

Os consumidores brasileiros também se mostram interessados por novas tecnologias para assistir a vídeos. Atualmente, 33% dos brasileiros possuem um televisor de alta definição (HD), e 57% esperam comprar um aparelho HD nos próximos 18 meses. No País, 4% das pessoas já possuem um televisor 3D, e 53% dos pesquisados brasileiros planejam adquirir esse tipo de modelo nos próximos 18 meses. Em nível global, 76% dos entrevistados ou possuem ou planejam adquirir um televisor HD nos próximos 18 meses, e 29% esperam adquirir um aparelho 3D no mesmo período.

Os mercados emergentes demonstram também a disposição de ampliar suas experiências televisivas com novos serviços. Ao todo, 42% dos brasileiros gostariam de ter algo que os ajudasse a conectar dispositivos pessoais ao televisor, para compartilhar músicas, filmes e fotos, e que também oferecesse suporte contínuo. O estudo mostra que 37% dos brasileiros querem ter recomendações com base nos programas assistidos anteriormente, e que possam compartilhar esse tipo de conteúdo com os amigos. Em nível global, 23% dos entrevistados gostariam de ver um serviço de televisão que oferecesse recomendações e 26% gostariam de ter dispositivos e serviços conectados. Da Redação.
 

Primeira conexão do PNBL será inaugurada terça-feira

Texto publicado em: FNDC

22/08/2011 |
Redação
A Rede

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) começa a funcionar na prática na próxima terça-feira (23), com as primeiras conexões de 1 Mbps a R$ 35, vendidas pelo provedor Sadnet, em Santo Antônio do Descoberto, cidade goiana localizada a 47 km de Brasília. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, convidado a participar da solenidade simbólica do primeiro acesso, não vai participar, alegando compromissos agendados anteriormente.

A Sadnet foi o primeiro provedor do Brasil a assinar contrato com a Telebras, no início de junho, mas ficou aguardando a definição da data do lançamento oficial do PNBL, que a princípio previa até a presença da presidente Dilma Roussef. A espera foi tão longa que o provedor já recebeu a primeira fatura mensal – que foi a primeira expedida pela estatal após sua reativação – no último dia 11.

Segundo o dono do provedor, Jovenil Abadia, a infraestrutura está pronta, o link já foi testado e a expectativa é de dobrar o número de assinantes que a empresa já dispõe, cerca de mil, em pouco tempo. Mas reconhece que o preço da estação receptora, composta de antena, receptor, cabos e acessórios de conexão, vendida por até R$ 299, é uma barreira á expansão dos acessos.

“Nós repassamos os equipamentos pelo mesmo preço que compramos, porque não nos interessa ganhar dinheiro com isso”, afirma Abadia. Ele informa que o problema do custo é a carga tributária incidente, já que os equipamentos são todos importados, sem similar no Brasil. “Se o governo reduzir as taxas, o preço da estação pode cair até 60%”, disse.

O ministro Paulo Bernardo reconhece a dificuldade e disse que já orientou sua equipe para encontrar uma alternativa para baratear os equipamentos. Uma das opções aventadas pelo ministro é o uso de uma única estação com roteador para conectar várias residências.

O link de 100 Mbps da Telebras custa menos de R$ 200 para a Sadnet. O preço exato, segundo Abadia, não pode ser divulgado em função da cláusula de confidencialidade incluída no contrato. Mas ele informa que, depois da entrada da estatal no mercado, operadoras privadas baixaram os preços dos seus links, como a Embratel.

Pelo contrato, a Sadnet é obrigada a entregar pelo menos 20% da velocidade contratada ao cliente. Essa exigência ainda não vale para as operadoras privadas.
 

Jogo exibido no Facebook teve audiência equivalente a 10 pontos no Ibope

Texto publicado em: FNDC

19/08/2011 |
Redação
Comunique-se

A final da Supercopa da Espanha deste ano, realizada na quarta-feira (17/8), teve mais de 600 mil acessos na Fan Page da TV Esporte Interativo, informa a coluna Sem Intervalo, editada pela jornalista Cristina Padiglione e publicada nesta sexta-feira (19/8) no Estadão. O jogo entre Barcelona e Real Madrid alcançou uma audiência superior a 10 pontos do Ibope, já que cada ponto do instituto corresponde a cerca de 58 mil telespectadores.

O jogo - que consagrou o Barça como campeão do torneio, após vencer a equipe da capital do país por 3 a 2 – foi o primeiro a ser transmitido pela rede social no Brasil. Para assistir o jogo via web, os internautas tinham que “curtir” a Fan Page do Esporte Interativo. Quem acessou o site do canal e clicou no link da transmissão ao vivo, foi direcionado para a página da emissora no Facebook.

No momento em que o jogo começou, às 17h pelo horário de Brasília, a transmissão da partida pela web teve mais espectadores que atrações da TV aberta. Chaves, do SBT, marcou seis pontos; o Brasil Urgente, exibido na Band alcançou a média de cinco pontos no Ibope. Depois do jogo entre os dois clubes espanhóis, a página do EI no Facebook perdeu alguns “curtidores” e atualmente está com quase 523 mil fãs.
 

Serviço permite integrar o conteúdo dos canais a redes sociais.

domingo, 21 de agosto de 2011

Texto publicado em: FNDC

19/08/2011 |
Laura Brentano
G1

A TV não precisa mais ficar restrita à sala de estar. Programas transmitidos pela televisão podem transitar por mais de um aparelho móvel conectado à internet. Tecnologias que permitem integrar programas de TV ao conteúdo de redes sociais em celulares, computadores e tablets se destacaram no congresso da Associação Brasileira de Telecomunicações por Assinatura (ABTA).

“A tecnologia não é nova, ela existe há quase 1 ano. Por isso, não estamos falando de um futuro muito distante”, disse Thierry Martin, diretor da Nagra, que fornece plataformas para TVs por assinatura.

A integração das telas permite acessar o pacote de canais a cabo em tablets e smartphones cadastrados. Ou seja, mesmo utilizando uma rede wi-fi aberta, um vizinho não conseguirá “roubar” a programação para assisti-la em seu celular. Segundo Geoff Roman, vice-presidente da Motorola, que apresentou uma solução de múltiplas telas na ABTA, os estúdios testaram a tecnologia para ter certeza que o conteúdo ficará protegido.

Tecnologia da Nagra permite acessar o conteúdo da TV por várias telas (Foto: Laura Brentano/G1)Tecnologia da Nagra permite acessar o conteúdo da TV por várias telas (Foto: Laura Brentano/G1)

“Além de trazer para os dispositivos móveis a programação da TV, a tendência é que os usuários usem a plataforma para comentar em redes sociais e avisar aos amigos os programas que estão assistindo”, diz Roman. Essa é outra solução trazida pela Motorola. O “SocialTV Companion” agrega as funcionalidades das redes sociais ao guia de programação de TV e pode ser instalado em tablets e celulares.

“Os serviços híbridos são cada vez mais tendência, em vez de acessar todo o conteúdo apenas na TV”, diz Thierry Martin. Segundo Marcos Takanohashi, diretor da Motorola Mobility, a tecnologia de múltiplas telas permite fazer streaming do conteúdo da TV para o computador sem nenhum fio. “Uma das dúvidas que as operadoras tinham era em relação à qualidade do serviço, ou seja, assistir a um filme em um tablet é diferente que assisti-lo em uma TV HD”, disse.

Nos Estados Unidos, uma operadora começou a usar a tecnologia há algumas semanas. No Brasil, depende apenas das empresas de TV por assinatura lançarem a funcionalidade. “Os set-top boxes já estão prontos”, afirma Martin.
 

Comunidades carentes ganham centro para acesso à internet

Texto publicado em: FNDC

18/08/2011 |
Janaina Ribeiro
Gazetaweb

Projeto 'Digitalagoas' está investido R$ 1,5 milhão para beneficiar alagoanos

As comunidades do Conjunto Virgem dos Pobres, no Vergel, e da Colônia dos Pescadores Z1, na Pajuçara, ganharam telecentros que lhes darão acesso à internet gratuita e que vão oferecer atividades de inclusão digital. Os laboratórios foram entregues no final da manhã desta quinta-feira (18) pelo governo do Estado.

Os telecentros representam uma reivindicação antiga das duas comunidades, que solicitaram a implantação dos laboratórios no ano passado, durante a realização do programa Ouvidoria nas Comunidades, promovido pela Secretaria de Estado da Articulação Social.

De acordo com o governador Teotonio Vilela (PSDB), as máquinas foram adquiridas com recursos próprios do Executivo e fazem parte do projeto ‘Digitalagoas’. “Nós investimos R$1,5 milhão, por meio do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), para instalar 50 postos e promover a inclusão digital na capital e interior. Desse total, 24 estão instalados e a maioria funciona com acesso a rede mundial de computadores”, explicou.

Os telecentros
Cada telecentro tem 10 computadores, um servidor, uma impressora, mesas, cadeiras e armário. Para ter acesso a ele, qualquer pode se cadastrar e ter acesso às máquinas.

A boa notícia animou o pequeno Isaac da Silva Lopes, de 11 anos. “Eu só usava computador quando podia pagar uma lanhouse. Mas agora será diferente. Eu quero aprender a fazer pesquisas pela internet”, declarou o estudante.

Empolgação também percebida em Jailine Fabrícia Guerra. “Eu quero fazer de tudo aqui. Desde estudar para poder fazer os trabalhos da escola até jogar e interagir com outras pessoas nas redes sociais”, afirmou.

A coordenação dos laboratórios ficará por conta das entidades ligadas a cada comunidade e ao Itec. É o Instituto de Tecnologia o responsável pelo desenvolvimento dos softwares de gerenciamento que foram implantados nos computadores.
 

Lattes - Especialização

Especialização em: Gestão em Assessoria de Comunicação
Carga horária: 470 h
Instituição: Faculdades Espírito Santense - FAESA
Conclusão: 06/2002

Disciplinas:

Metodologia de Pesquisa
Planejamento Estratégico em Comunicação
Éticas nas Relações Entidade/Mercado
Gestão da Imagem
Publicidade de Produto e Serviço
Comunicação Empresarial Interna
Comunicação Empresarial Externa
Meios e Técnicas de Comunicação Impressa e On-line
Meios e Técnicas de Comunicação Audiovisual
Marketing Político I - Assessoria
Marketing Político II - Campanha
Comunicação Governamental
Organização de Eventos
Didática no Ensino Superior
 

Lattes - Doutorado

Doutorado em: Comunicação Social
Área de Concentração: Processos Comunicacionais
Bolsista CAPES: Capacitação e Formação de Recurso Humanos em TV Digital
Obtenção do título: Abril/2011
Instituição: Universidade Metodista de São Paulo
Orientador: Sebastião Squirra

Título da Tese: TV Digital Aberta no Brasil: perspectivas para a implantação de um novo modelo de negócios

Créditos:

Auditoria da Imagem
Análise e Produção de Texto Publicitários Impressos
Teoria e Método da Pesquisa em Comunicação
Estética da Recepção
Produção e Recepção de Mídia Impressa
Comunicação Empresarial: Políticas e Estratégias
Teorias da Comunicação
Gêneros da Comunicação de Massa
Cibercomunicação

Fragmentos

Resumo

O presente trabalho analisa os importantes desafios que as novas tecnologias e as transformações na sociedade pós-industrial estão impondo à TV digital brasileira e ao seu modelo de negócios. Tem como principal objetivo realizar uma reflexão sobre a viabilidade financeira das emissoras abertas com a chegada da TV digital. Para tanto, analisa o modelo de negócios anterior, da TV analógica, baseado nos comerciais de trinta segundos e como esta forma poderá ser afetada inviabilizando a estrutura de produção e distribuição de conteúdo pelas emissoras abertas digitais. Ainda, busca evidenciar demais fatores que contribuem para a migração da audiência para outras plataformas de distribuição de conteúdo, refutando o senso comum de que o acesso à internet banda larga é a principal causa da queda dos índices de audiência. Este estudo se utiliza de uma ampla bibliografia que extrapola o campo específico da Comunicação e amplia o olhar sobre a indústria televisiva aberta no Brasil, enumerando fragilidades do setor e apontando possíveis estratégias para que a televisão brasileira possa se adaptar à nova estrutura da comunicação que está se formando em nosso país.
 

Blogs são fonte de informação para 28% dos brasileiros, diz pesquisa

sábado, 20 de agosto de 2011

Texto publicado em: Carta Maior

Pesquisa CNT/Sensus sobre popularidade do governo apura pela primeira vez o peso da blogosfera como fonte de informação. Dos entrevistados, 16% dizem recorrer a blogs de notícias "sempre" e 12%, "às vezes". "Números são muito expressivos", diz analista. Quase 20% da população pretende ter acesso à internet em até 12 meses.

André Barrocal

BRASÍLIA – Os blogs de notícias são uma fonte de informação permanente para 16% dos brasileiros, cerca de 21 milhões dos 135 milhões de eleitores que estavam aptos a votar na eleição do ano passado. Outros 12% da população recorrem à blogosfera “às vezes”, o equivalente a 16 milhões de eleitores.

Os dados fazem parte de uma pesquisa periódica sobre a popularidade do governo feita pelo instituto Sensus a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A mais recente edição foi divulgada na última terça-feira (16/08). Foi a primeira vez que o levantamento tentou descobrir os hábitos dos brasileiros na internet.

“A blogosfera tem sido crescentemente uma fonte de informação. Vinte milhões de eleitores usando a internet para se informar sempre é muita coisa”, disse à Carta Maior o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes. “Eu, por exemplo, aposentei o jornal escrito.”

A pesquisa buscou apurar também a penetração das três redes sociais mais populares no Brasil, as quais funcionam de alguma forma como fonte de informações ou meio de fazê-las circularem. Entre os entrevistados, 27% declararam que têm Orkut, 15%, que têm Facebook e 8%, Twitter.

Para Ricardo Guedes, de maneira geral, os números revelam uma penetração “muito expressiva” das redes sociais.

A CNT informou, por meio da assessoria de imprensa, que a inserção deste tipo de assunto na pesquisa não teve nenhuma razão especial. Segundo Ricardo Guedes, é importante ter a dimensão do peso da blogosfera e das redes sociais porque elas cada vez mais ajudam a formar a opinião das pessoas e dos eleitores.

De acordo com a pesquisa, 25% dos brasileiros (33 milhões de eleitores) dizem usar a internet “diariamente”, enquanto 10% utilizam “alguns dias por semana”. Há ainda 19% que disseram que não tem internet nem em casa, nem no trabalho, mas que pretendem ter nos próximos 12 meses.
 

Teles comemoram aprovação do PLC 116, Sky critica

Texto publicado em: TELETIME News

quarta-feira, 17 de agosto de 2011, 18h25



A aprovação da nova regulamentação da TV paga abre caminho para a Embratel assumir o controle da Net Serviços, na qual detém 49% das ações da holding controladora. Um acordo de acionistas firmado em 2005, entre a operadora de telefonia e a Globo Participações, atual controladora do grupo, com 51% das ações com direito a voto, prevê a venda à tele de 2% das ações ordinárias da Net, o que inverteria a atual constituição societária da empresa.

O vice-presidente jurídico e regulatório da operadora de TV a cabo, André Borges, afirmou que o tratado prevê a troca de comando entre as sócias "assim que a legislação permitir". Ou seja: quando o PLC 116, que permite a abertura do mercado de TV a cabo às operadoras estrangeiras e da área de telefonia, se tornar lei, haverá a troca de controle na empresa. “Acredito que será algo simples, sem grandes problemas com órgãos que regulam a concorrência ou com a Anatel”, comentou o executivo durante o Congresso ABTA, na semana passada.

Borges explicou que a troca de comando vai alterar a quantidade de conselheiros que a Embratel pode indicar na empresa e, até mesmo, o poder de decisão do novo sócio-majoritário nos rumos do negócio.

José Felix, presidente da Net, afirmou que o projeto traria benefícios à empresa, que poderia voltar a pensar em licenças de cabo em cidades consideradas estratégicas para a expansão de sua rede. “Teremos mais condições de investir em expansão da rede”, disse.

De acordo com Felix, o primeiro passo da operadora, após a sanção presidencial, será pedir autorizações para operar com cabo em cidades como Niterói, Recife e Salvador, por exemplo. “Quando autorizarem novas licenças, faremos isso imediatamente”, afirma o Félix.

A Telefônica é possivelmente outra grande favorecida com a aprovação do PLC 116. Hoje a companhia detém participação relevante nas operações de cabo da TVA, além de já controlar a totalidade das operações de MMDS. Com a nova regulamentação, a Telefônica poderá assumir de vez o controle da TVA, gerando economias com o uso da rede compartilhada e a venda de serviços em conjunto.

Em nota a Telefônica afirmou que “a mudança legislativa incentivará os investimentos em novas redes de cabo e fibras ópticas, na medida em que estas redes poderão ser utilizadas para a exploração de múltiplos serviços – além de TV por assinatura, Internet em banda larga e serviços de voz”.

Outra empresa que se manifestou positivamente em relação à aprovação do PLC 116 no Senado foi a Tim. A operadora disse que a chegada de uma nova Lei para o segmento beneficiará sua estratégia de crescimento e rentabilidade, “por isso está atenta a todas as oportunidades que possam alavancar o negócio”. A empresa também afirmou que pode lançar um serviço de televisão por assinatura. “Tão logo o projeto de lei seja regulamentado, a companhia poderá detalhar como irá atuar na prestação desse novo serviço”.

Inconstitucional

Já a Sky, que atua na área de televisão via satélite e distribuição de sinal por microondas (MMDS), criticou o texto aprovado, ontem, pelos senadores e classificou o projeto como inconstitucional. “Diferentemente das teorias apresentadas, na prática, os preços da TV por assinatura já caíram, e a penetração do serviço nas residências brasileiras praticamente dobrou - passando de aproximadamente 10% em 2007 para quase 20% em 2011”.

A empresa também afirmou que as empresas de telefonia já atuam no segmento de televisão com tecnologias nas quais a legislação vigente permite e criticou duramente as novas atribuições da Agência Nacional de Cinema (Ancine), previstas no PLC 116. “O projeto apenas infla os poderes da Ancine, e impõe cotas de conteúdo nacional, sem que o consumidor tenha pedido, ou sequer tenha sido ouvido. A Sky espera que as inconstitucionalidades sejam sanadas pela Presidência da República e se pronunciará após a publicação da Lei em seu texto final.”
 

Lattes - Mestrado

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mestrado em Midia e Cultura pela Universidade de Marília - UNIMAR
Obtenção do título: 2006

Dissertação: TV Digital: uma nova mídia e uma nova recepção em uma sociedade em rede
Orientadora: Prof. Drª. Suely Flory


Fragmentos:

Introdução

Muito mais que meios de expressão ou de representação, os meios de comunicação, ou a mídia, sempre tiveram uma intrínseca ligação com a comunidade em que se inserem. O surgimento dos meios de comunicação de massa, um após o outro, deixaram marcas e influências em todas as sociedades. Não por acaso, Marshall McLuhan (1996) expôs que os meios de comunicação são extensões do homem.

Agora o mundo experimenta um momento transitório nas tecnologias da informação, que é a substituição do sistema analógico de transmissão de TV aberta pelo sistema digital. Com isso, debates, previsões, alertas, otimismos e pessimismos surgem não só no meio acadêmico, mas também nos campos político, econômico e social.

Uma nova mídia está surgindo trazendo consigo novos aspectos sociais ligados a ela. E este não é um fato novo. Situação como esta também ocorreu, guardando-se as devidas proporções, quando do aparecimento dos livros, da imprensa, do rádio, da televisão e, mais recentemente, da Internet, como demonstram Briggs e Burke (2004). Muitos desses aspectos sociais que ocorreram no passado influenciam o cotidiano das pessoas ainda hoje.

Devido a essas experiências históricas, surge a necessidade de se tentar apontar questões que poderão ser vividas quando a nova mídia estiver disponível dentro da casas, escritórios, ruas e em uma sociedade em interconectada. Castells (1999) compara o estabelecimento da sociedade em rede a outro de igual importância. O pesquisador espanhol afirma que estamos vivenciando um momento histórico que encontra precedente na invenção do alfabeto e que nossa cultura e as formas de comunicação nunca mais serão as mesmas.

Capítulo 1
Sociedade em Rede

O conceito de “sociedade em rede” foi primeiramente tratado por Castells (1999), ao apontar que uma “transformação tecnológica de dimensão histórica” está ocorrendo. O pesquisador compara a possibilidade de, pela primeira vez na história, surgir um sistema capaz de integrar as modalidades de escrita, oral e audiovisual da comunicação.

Será uma revolução tão importante quanto o surgimento do alfabeto, quando este representou a base para o desenvolvimento da filosofia ocidental.
Hoje, o surgimento desta convergência mudará o modo como o ser humano se comunica.
Por certo não estamos vivenciando ainda uma sociedade em rede, mas essa corrida já foi iniciada e não tem mais como ser interrompida. Castells (1999) pondera que esse novo sistema ainda não está totalmente instalado, mas seu desenvolvimento acontecerá em ritmo e distribuição geográfica irregulares nos próximos anos. No entanto, é certo que se desenvolverá.

Desde que McLuhan (1996) anunciou a aldeia global, os meios de comunicação ganharam uma perspectiva de integralização de todos os povos e culturas. Muitos podem ver essa integralização como uma dominação cultural. O certo é que a partir desse conceito, a idéia de que todos os seres humanos estão de certa forma inter-ligados, tornou-se cada vez mais forte.

Capítulo 2
Homens e Máquinas - Ligações Perigosas

Com a Internet, a utilização do PC torna-se mais uma vez enriquecida e freqüente. Pesquisas de medição já apontam que algumas pessoas gastam mais tempo em frente ao computador do que diante da televisão. As implicações do computador na vida das pessoas são tão complexas que vêm sendo estudadas por inúmeros pensadores na tentativa de se compreender a influência dos computadores na vida, nas artes, nos processos mentais, na educação, nas comunicações e na relação com o indivíduo.

Mas quando o computador começou a se transformar em um sistema impregnado de sentido e significações semióticas? Em que momento o indivíduo passou a se relacionar com essa máquina de forma tão complexa? A partir das interfaces e de suas metáforas visuais.

Ao ligar o computador, inicia-se uma relação homem x máquina, repleta de códigos e significados importantes. A primeira relação se estabelece pela interface do computador, e a segunda, pela capacidade do computador em ser uma mídia semiótica, pois se trata de um signo genuíno.

Capítulo 3
Internet, TV Digital e Convergência

A digitalização do sinal de transmissão e o HDTV é que estão trazendo inúmeras modificações ao ato de ver televisão e ao modo como os indivíduos estão se relacionando com o aparelho. A partir do momento em que toda a programação das emissoras for transmitida digitalmente e em HDTV, o modo como se vê televisão hoje não será o mesmo.

O magnata da informática Bill Gates faz esta previsão. Para ele a indústria do entretenimento, em um futuro próximo, vai se tornar obsoleta. É uma visão positiva, porque, na visão dele, estão surgindo novos e melhores modelos de negócios que se tornaram possíveis devido à tecnologia. A diferença fundamental, segundo ele, será a morte dos conceitos atuais referentes a canais e programações. "A idéia de ter apenas aquela coisa linear - você não muda o seu canal e segue a programação, e as notícias locais alavancam a audiência de toda a programação - está saindo de moda, mas devagar”.

Será o reinado do vídeo-on-demand, que nada mais é do que “a possibilidade de se receber vídeo e áudio (filmes, notícias, desenhos) sob encomenda, no momento em que se desejar, bastando um comando do controle remoto”. (NEGROPONTE, 2003, p. 24).


Capítulo 4
O navegador do ciberespaço

Santaella (2004), em um esclarecedor trabalho sobre os tipos de usuários da grande rede, apresenta-nos três tipos de leitores do ciberespaço e o processo de raciocínio que cada um deles desenvolve no ato da navegação, a saber: o leitor contemplativo, o leitor movente e o leitor imersivo. A cada um deles, a autora relaciona um tipo de raciocínio ou inferência, classificados por Peirce: a abdução, a indução e a dedução, respectivamente.

Isso me conduziu à postulação de que os três tipos de usuários, o novato, o leigo e o experto, estão sob o domínio, cada um deles, de operações de raciocínio, de inferências mentais, que de acordo com Peirce, são os mecanismos lógicos fundamentais que conduzem o pensamento humano: a abdução, a indução e a dedução. Essas operações dão origem a três graus ou níveis perceptivo-cognitivos que se constituem nas fundações para a construção do modelo cognitivo do leitor imersivo ou navegador: o navegador errante, aquele que abduz, o navegador detetive, aquele que induz e o navegador previdente, aquele que deduz. (SANTAELLA, 2004, p. 72).

Assim, para a pesquisadora, o primeiro nível de leitor é o contemplativo (errante), ou aquele que, devido à sua pouca experiência em navegação, tem dificuldades em encontrar os caminhos ou informações que deseja. Sua navegação torna-se repleta de idas e vindas, tentativa e erro, insights, adivinhações e, por fim, hipóteses, ou seja, as mesmas características do pensamento abdutivo.

Capítulo 5
Aspectos da recepção - da literatura às mediações

As teorias da Estética da Recepção surgiram pela primeira vez no início dos anos 70, como tentativa de estudar as obras literárias, do ponto de vista do efeito que a obra proporcionava no leitor. A Estética da Recepção busca analisar os textos literários através da ótica do receptor, preocupando-se em constatar “como o texto prevê o seu leitor” (ISER, 1978) ou qual a recepção de um texto através do tempo, uma visão diacrônica da obra desde a época em que foi escrita até nossos dias (JAUSS, 1993).

A literatura contemporânea, que se consolida a partir dos anos 50, irá se caracterizar, cada vez mais, pela fragmentação e pelo experimentalismo. Tentar ler Joyce, Kafka, Guimarães Rosa, Saramago, entre muitos outros, como um leitor ingênuo, torna-se quase impossível.

Ao transportar o perfil e o papel do leitor de livros para o leitor da ficção narrativa televisiva, fica evidente o alargamento deste conceito. “Precisamos dilatar sobremaneira nosso conceito de leitura, expandindo esse conceito do leitor do livro para o leitor da imagem e desta para o leitor das formas híbridas de signos e processos de linguagens”. (SANTAELLA, 2004, p. 16).

Considerações Finais

A rede está se expandindo e não há como deter esse movimento e nem é preciso. Alerta e consciente dos riscos e perigos de uma sociedade em rede, será possível se beneficiar das vantagens oferecidas pela tecnologia dos computadores, seja pela rapidez nas informações, na medicina, nos negócios, ou no cotidiano das pessoas. A qualidade de vida das pessoas está melhorando e, mais uma vez na história, a tecnologia cria um abismo entre as pessoas que podem usufruir dessa tecnologia e aqueles que não podem.

E, nem de longe, a forma de auxiliar os que não podem usufruir a tecnologia é tentar impedir que ela se expanda. O que é preciso fazer é criar meios para que essa grande parcela de excluídos tenha condições para alcançá-la, e isso deve ser feito por medidas democráticas de órgãos do governo e debates com a sociedade civil.
 

Lattes - Graduação

Formação em Rádio e TV pela Faculdade Espírito Santense - FAESA em Vitória/ES

TCC - A realização audiovisual
Orientador - Prof. Ms. Ricardo Néspoli
Ano de conclusão - 1999


Fragmentos

CONCLUSÃO

Alguns pontos devem ser levados em consideração na conclusão deste trabalho. A realização de um produto áudio visual se mostrou uma fonte riquíssima de estudo e análise capaz de enriquecer e dar bases para que possamos ter uma opinião crítica a respeito do produto de nossa pesquisa.
Sendo assim, apresentaremos alguns pontos que podem ser levantados para discussão. O primeiro é a deficiência técnica, analisada da seguinte forma: alguns problemas técnicos influenciaram na realização e consequentemente no produto final, um deles é o som. Os equipamentos oferecidos para a gravação das cenas não eram os mais adequados para esse tipo de trabalho.

Uma ficção que possui diálogos em suas cenas e que forem produzidos com esse tipo de material e local (o estúdio de TV) sempre encontrarão dificuldades na captação do som. Seja pela falta de equipamentos, no caso microfones próprios para captação de som especifico de cenas com um ou mais personagens(os chamados microfones boon) ou pela interferência de muitos outros ruídos externos que invadem o estúdio de TV, já que não é isolado e não contém revestimento acústico.
Outro ponto para análise é o da experimentação pratica da realização de um produto áudio visual. Depois do produto pronto podemos identificar alguns itens que influenciaram no trabalho.

O vídeo apresentou problemas consideráveis de continuidade. Ao se gravar os planos em separado, facilitamos a produção diminuindo custos e tempo, porém não percebemos a continuidade de uma tomada para outra dentro da mesma cena. A primeira preocupação com a continuidade foi apenas de uma cena para outra e relacionada à figurino e adereços. Isto resultou que algumas tomadas foram cortadas na edição e quando o corte não era possível, sem que comprometesse a linha narrativa, os erros podem ser identificados corrompendo a “naturalidade” dos personagens.

O domínio do Set de gravação é outro ponto que influencia drasticamente no resultado final. Compreendemos que o diretor qualquer que seja o gênero que esteja gravando deve ter controle total não só sobre técnicos e atores, mas também controle próprio emocional. A realização do trabalho, o prazer de estar vendo suas idéias se materializarem pode levar o diretor a um estado emocional que comprometa a qualidade das cenas, aprovando o que não está bom, e não aprovando o que está bom.

O acúmulo de funções verificou-se ser inviável. Não que as funções sejam incompatíveis, o caso é que cada uma delas tem funções específicas e que necessitam de tempo para que cada profissional, seja o produtor, o cinegrafista ou o cenógrafo, tomem suas devidas providencias e se prendam aos detalhes que muitas vezes só são notados quando estamos na sala de montagem, como foi notado no caso da continuidade entre as tomadas.
Porém, o que mais nos desagradou no produto final fazendo com que o vídeo deixasse a desejar foi na concepção artística. Faltou ousadia. Com o conteúdo adquirido durante a pesquisa, podemos constatar que existem muitas outras formas de contar a estória contida no roteiro sem cair em um padrão, influenciado por um cinema comercial e menos expressivo. Fosse o caso de começarmos as gravações novamente, muita coisa iria ser mudada, podendo assim, provocar outro tipo de percepção dos espectadores.

Entretanto, se por um lado o produto final não ficou como esperávamos, a pesquisa para realização deste trabalho superou em muito a expectativa se tornando muito satisfatória e enriquecedora.
Por meio dela, o estudo do gênero ficção se mostrou a base para todos os outros gêneros. As concepções artísticas que determinam como uma estória irá ser contada ou um produto realizado são as mesmas, seja em um documentário, clip, novela e até mesmo numa reportagem de telejornal. A maneira que um diretor pode trabalhar todos os elementos de luz, câmera, cenários, narrativas é que fazem compreender o verdadeiro papel deste profissional tornado este trabalho tão interessante e cheio de oportunidades para se criar.

Este espaço para a criação promove uma liberdade para com o tema de uma ficção ou outro gênero. Após a pesquisa e o aprendizado que ela nos proporcionou o tema a ser trabalhado em uma ficção tanto pode ser uma comédia, um musical ou drama, não é ele que vai direcionar o diretor e seu lado criativo, pelo contrário, o diretor e que por meio de seus conhecimentos poderá impor seu estilo próprio deixando sua marca e sua assinatura no produto final.

Por fim, o maior prazer deste trabalho foi passar por todas as etapas da realização de uma ficção e adquirir conhecimentos que irão nos ajudar em muito na nossa vida profissional e acima de tudo, conseguir alcançar o maior objetivo de uma pesquisa que e auxiliar outras pessoas interessadas no mesmo assunto e lhes fomentar o aprendizado e que essas pessoas possam apontar novas discussões e idéias que certamente virão e complementarão esse trabalho.
 
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