Anatel homologa Apple TV para venda no Brasil

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Texto publicado em: Primeira Edição
Foto: Internet



Homologação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), no último dia 22 autoriza a venda da Apple TV no Brasil. O dispositivo é um armazenador e reprodutor de mídia digital produzido pela companhia.

A agência homologou a segunda geração do equipamento para comercialização no país. As informações foram publicadas no site da agência.

Pela Apple TV é possível consumir o conteúdo da iTunes Store por streaming --ou seja, não é necessário armazenar ou baixar arquivos. A autorização da agência também indicar que, oito anos após a inauguração da iTunes Store nos EUA, o Brasil pode ganhar uma versão nacional da loja. Além de músicas para compra, ela também oferece filmes e séries de TV.
 

Presidente do PT diz que é hora de debater o marco regulatório da comunicação

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Texto publicado em: Blog do Rovai
Foto: Internet




O PT convidou aproximadamente 30 entidades empresariais e da sociedade civil que atuam na área da comunicação para discutir na sexta-feira (dia 25) o marco regulatório do setor. A intenção do partido é intensificar o debate dessa questão e, nas palavras do deputado Rui Falcão, presidente do partido, lhe dar robustez.

A programação do seminário que é aberto ao público está abaixo da entrevista que segue. Se o PT entrar com a força que tem neste debate a notícia é mais do que alvissareira.

Por que o PT está convocando este seminário com o objetivo de discutir um marco regulatório das comunicações? E por que neste momento?

Não há efetividade democrática em um país que não considera suas comunicações como elemento estratégico de ampliação da participação, promoção de direitos e superação de desigualdades. O PT sempre foi um árduo defensor da elaboração de um novo Marco Regulatório das Comunicações no Brasil. Desde o governo Lula este tema está no centro da pauta política do País e é nosso papel dar-lhe mais robustez. Este é o momento certo pra isso.

O senhor convidou aproximadamente 30 entidades pra discutir o tema, incluindo representações da sociedade civil e do setor empresariais, porque o seminário seguiu este modelo?

Porque entendemos que não haverá avanço neste debate sem a manifestação de opiniões diversas. Afinal, a explicitação de dissensos é um importante princípio democrático. Se entendemos que um novo Marco Regulatório deve estimular a mais ampla liberdade de expressão e a promoção de nossa diversidade cultural, deveríamos manifestar isso desde já.

O senhor acha que a democracia brasileira está madura para iniciar uma discussão sobre esse tema a partir de um patamar civilizatório da relação mercado e sociedade no setor?

Tenho certeza que sim. O jogo democrático como está estabelecido no Brasil é promotor de muitas tensões e disputas. Isso é perfeitamente aceitável. Será, portanto, num ambiente de disputa que se dará este debate.
De nossa parte, entendemos que o novo Marco Regulatório deve criar um ambiente econômico mais equilibrado, onde a diversidade cultural seja entendida como direito e onde o Estado intervenha no estrito sentido da preservação do interesse público. Tudo isso deve ser traduzido pelas idéias de diversidade, responsabilidade pública e de promoção de um novo tipo de protagonismo dos cidadãos no processo de produção de conhecimento.

Por que mesmo a legislação brasileira da comunicação sendo de 1962 e o setor tendo sofrido uma transformação impressionante, o governo liderado pelo PT tem tido tanta dificuldade em debater esse tema?

Exatamente pelas características de nosso sistema político. O PT não pode e não deve se colocar como responsável único por este tema. É evidente que precisamos alterar a legislação sobre comunicação no país, inclusive pelas transformações culturais e tecnológicas pelas quais passamos desde os anos 60. Por outro lado, deve ter clareza que não basta querer mudar o marco regulatório. É preciso mobilizar as forças vivas da sociedade para o debate. Caso contrário nos restringiremos às tentativas, sem avançar na produção da hegemonia necessária que a ampliação da democracia exige.

Programação do seminário

Data: 25/11 – sexta-feira

Local: Hotel Braston, salão Topázio, Piso C
Rua Martins Fontes, 330, Centro de São Paulo

9h: mesa de abertura

Rui Falcão, Paulo Bernardo, André Vargas, Marco Maia, Paulo Teixeira, Humberto Costa, Edinho Silva e Antonio Donato.

10h30: Estado, Democracia e Liberdade de Expressão

Venício Lima – Jornalista e sociólogo, professor aposentado da Universidade de Brasília. É autor de Liberdade de Expressão x Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia (Ed. Publisher Brasil)

Rosane Bertotti – Secretária nacional de Comunicação da CUT

Laurindo Lalo Leal Filho – Sociólogo e jornalista, professor da USP. É autor de Atrás das câmeras – Relações entre cultura, Estado e televisão (Ed.Summus), dentre outros.

13h às 14h30: intervalo

14h30 – 17h: Por que o Brasil precisa de um Marco Regulatório das Comunicações?

Franklin Martins – Jornalista político. Foi ministro da Comunicação Social (2007-2010)

Dennis Oliveira – Professor da ECA- USP, coordena o Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação.

Celso Schroeder – Coordenação Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Federação de Periodistas da América Latina e Caribe (Fepalc)

Sergio Amadeu – Sociólogo e Doutor em Ciência Política pela USP, é presidente do ITI – Instituto Nacional da Tecnologia da Informação. Autor de Exclusão Digital: a miséria na era da informação.

17h às 17h30: Panorama Internacional da Regulação

Renato Rovai – Jornalista, editor da Revista Fórum e blogueiro. É presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom).

João Brant – Mestre em Regulação e Políticas de Comunicação, membro da Coordenação-Executiva do Intervozes.

17h30 às 19h: Plenária das Entidades

Espaço para que todas as entidades convidadas possam se pronunciar sobre o que esperam do PT e de seus governos. Não tem caráter deliberativo nem de assembléia.
 

Copa atrairá investimentos de R$ 64 bi para redes de comunicação

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Texto e foto publicados em: Blog do Esmael


O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Salvadore Martinhão, calcula investimentos de até R$ 64 bilhões em redes de telecomunicações até 2014. “Com as isenções para a expansão de redes, o investimento feito pelo setor privado deve chegar a R$ 60 bilhões. E a Telebras ainda deve investir outros R$ 4 bilhões”, disse. A afirmação veio durante reunião da Câmara Temática de Infraestrutura, nesta segunda-feira (21.11), em Brasília, para determinar os desafios e ações necessárias em telecomunicações e Tecnologia da Informação para o Mundial.

Na opinião de Maximiliano, os investimentos são necessários pelas características do Mundial de 2014. “As últimas Copas tinham um perfil de uso de voz e de dados em segunda geração. Agora, teremos a primeira edição com uso das redes de terceira e quarta geração. As pessoas, nos estádios, vão produzir vídeos e fotos e vão querer enviar para familiares e redes sociais. Será o primeiro Mundial verdadeiramente multimídia”, afirma. As prioridades serão a construção de redes móveis 4G, o crescimento das redes de fibra ótica e a expansão da capacidade de satélites.

Segundo Joel Benin, coordenador das câmaras temáticas do Ministério do Esporte, o dia de debates deve resultar em uma proposta de matriz de responsabilidade específica (compromisso assinado pela União, estados, municípios e entes privados, determinando ações e responsabilidades de cada um).

De acordo com José Gontijo, gerente de projetos de Banda Larga do Ministério das Comunicações, ainda falta determinar detalhes de como as redes se interconectarão ao chegar às cidades-sede, já que parte da infraestrutura necessária já existe e será usada a partir de parcerias.

“A Telebras construirá uma pequena parcela da rede que ainda falta, próxima ou dentro de algumas cidades. Na maioria dos casos, a infraestrutura da Telebras vai até determinado ponto e é conectada com outras, de outras empresas, privadas ou públicas”, explicou Gontijo. Para essa conexão, estão previstos no orçamento da empresa R$ 200 milhões. Outros R$ 3,2 bilhões serão investidos em um backbone (espinha dorsal) que servirá para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que será feito acompanhando as linhas de transmissão de energia de alta tensão. “Esses R$ 200 milhões são para fazer a junção entre o PNBL e a preparação para o Mundial”, explicou.

Para que uma matriz de responsabilidade seja firmada, falta a definição, pela FIFA, dos pontos de interesse. As redes de dados de alta capacidade deverão atender, além dos estádios, hotéis oficiais, centros de treinamento e de transmissão. “Recebemos uma prévia de onde ficarão esses pontos de interesse. Mas precisamos saber de todos, para que possamos fazer um planejamento que envolva um custo menor na implantação das redes, e também uma potencialização do legado”, explica Gontijo. Segundo o gerente de projetos, a FIFA fará um cronograma de entrega dos locais que serão usados no evento.
 

DEM questiona regulamentação de TVs por assinatura

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Texto publicado em: Supremo Tribunal Federal

Segunda-feira, 21 de novembro de 2011


O Democratas (DEM) ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4679), com pedido de medida liminar, contra diversos dispositivos da Lei 12.485/2011, norma que regulamenta a comunicação audiovisual de acesso condicionado, como são conhecidas as TVs por assinatura. O relator do caso é o ministro Luiz Fux.

Para o DEM, os dispositivos questionados transformariam a Agência Nacional do Cinema (Ancine) em uma espécie de regulador absoluto das atividades de comunicação privadas não sujeitas a outorgas públicas. Além disso, restringiria arbitrariamente liberdades individuais, ao criar discriminação à atividade econômica de cidadãos estrangeiros e restrição ao investimento de capital estrangeiro não previsto na Constituição Federal.

Por fim, a legenda sustenta que a norma questionada fulminaria as regras basilares da ordem econômica, “no caso, os princípios da ampla concorrência e livre iniciativa, bem como de defesa do interesse dos consumidores”.
Com esses argumentos, o Democratas pede a declaração de inconstitucionalidade dos artigos 9º (parágrafo único); 10; 12; 13; 15, na parte em que acrescenta o inciso VIII ao artigo 7º da Medida Provisória 2.228-1, de 2001; 16; 17; 18; 19; 20; 21; 22; 23; 24; 25; 31; 32 (parágrafos 2º, 13 e 14); 36; 37 (parágrafos 5º, 6º e 7º); e 42, da Lei 12.485/11.

O partido ainda pede que seja dada interpretação conforme a Constituição Federal ao artigo 29 da Lei 12.485/11, para que esse dispositivo não afaste a necessidade de licitação prévia. Isso porque, para o DEM, sem que se dê interpretação conforme, “restarão violadas as diretrizes para as contratações públicas nos artigos 21 (inciso XI), 175 (cabeça) e 37 (cabeça e inciso XXI) da Lei Maior.
 

Ancine estima em R$ 400 milhões os recursos adicionais para produção audiovisual

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Texto publicado em: FNDC

17/11/2011 |
Samuel Possebon
Teletime

Arte: Wikipédia

A Ancine estima em R$ 400 milhões o volume de dinheiro adicional que deve ser gerado para o setor de produção audiovisual por conta dos mecanismos previstos na Lei 12.485/2011, que criou novas regras para o mercado de TV paga. Esse é o montante de recursos decorrentes da arrecadação da Condecine a ser paga pelas empresas de telecomunicações que, potencialmente, possam prestar o serviço de acesso condicionado, como prevê a lei.

Em evento realizado pela Converge Comunicações, em parceria com o MIS - Museu da Imagem e do Som, para discutir os impactos da nova legislação sobre a produção audiovisual, Manoel Rangel, presidente da Ancine, lembrou que o fato gerador dessa contribuição começa em janeiro de 2012 e que o recolhimento começa efetivamente em março. Para isso, a agência prepara uma regulamentação específica sobre o tema.

Segundo Rangel, essa nova contribuição representará um desafio novo para a Ancine e para as empresas. "Apesar de já haver uma rotina para o pagamento da TFF conhecida pela Anatel, o que temos agora um recolhimento novo", explica o presidente da Ancine. A Contribuição, ressalte-se, foi estabelecida pela Lei 12. 485 e veio na proporção exata da redução da cobrança do Fistel por parte das operadoras. Segundo Manoel Rangel, esse montante de R$ 400 milhões praticamente quadruplica o que se tem disponível hoje no Fundo Setorial do Audiovisual para fomento, e representa 150% a mais em relação a todos os recursos incentivados disponíveis hoje no Brasil.

Critérios
Segundo Manoel Rangel, caberá ao Comitê Gestor do Fundo Setorial Audiovisual estabelecer os critérios para aplicação desses recursos, mas são esperadas diretrizes que fomentem especificamente a produção para TV por assinatura. Parte desses recursos serão utilizados também para fomento da atividade cinematográfica, diz Rangel, mas serão tomados cuidados para garantir que essa produção cinematográfica seja aproveitada também no setor de televisão. O presidente da Ancine adiantou que o fomento para a TV deve ser mais abrangente, podendo haver crédito para o desenvolvimento de formatos, por exemplo. Completou ainda que o fundo buscará conteúdo de alto valor agregado, ou "conteúdo de estoque, e não de fluxo".

Segundo Rangel, a operação desses recursos exigirá da Ancine e do fundo uma " outra mecânica, mais ágil na seleção de projetos e prazos mais curtos para a entrega de obras".

Rangel reconhece que existe um grande desafio para a Ancine em relação à sua estruturação, e já foram iniciados estudos sobre as necessidades da agência. Nesse momento, alguns estudos referentes à reestruturação do Fundo Setorial Audiovisual já foram passadas ao governo, e futuramente uma proposta de reestruturação da própria agência também será levada ao Executivo para permitir que a Ancine seja adequadamente aparelhada para atender às demandas da Lei 12.485/2011. Segundo Rangel, a área de fomento da agência passou por uma reorganização no último ano, para se preparar para as novas funções. "Em linguagem popular, nós 'limpamos a área' para o novo momento do setor", disse.
 

Proposta permite publicidade comercial em emissoras educativas

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Texto publicado em: FNDC


14/11/2011 |
Rachel Librelon
Agência Câmara de Notícias

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1311/11, do deputado Rogério Mendonça (PMDB- SC), que autoriza a veiculação de publicidade comercial na programação das emissoras de televisão educativa, limitada a 15% do tempo total destinado à programação. A proposta estabelece que os comerciais sejam veiculados exclusivamente nos intervalos, e veda a utilização de merchandising ou qualquer forma de publicidade fora desses intervalos.

A proposta altera o decreto de criação a televisão educativa (Decreto-Lei 236/67). A legislação atual veda a veiculação de publicidade comercial por essas emissoras, bem como o patrocínio dos programas transmitidos.

O autor da proposta argumenta ser quase impossível que a televisão educativa ofereça uma alternativa à programação da TV comercial sem fontes perenes de recursos, que possam financiar a produção de conteúdos e a sua transmissão com um padrão de qualidade satisfatório. “A imposição da limitação de no máximo 15% do tempo total da programação para publicidade, bem como a proibição do uso de merchandising, garantirão mecanismos para que as emissoras educativas angariem fundos sem prejuízo para sua característica primordial: a de veículos que disseminam educação e cultura”, argumenta Medonça.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Educação e Cultura; de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-1311/2011

Edição – Jaciene Alves
 

Smart TVs ganham força na era da convergência digital

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Texto publicado em: FNDC

13/11/2011 |
Rafael Maia
Portal Terra

Foto: Kiko Machado

Em jogos importantes da seleção brasileira, da rodada do Brasileirão ou quando algum famoso - na ficção ou fora dela - cria um bordão, como o exaustivo "hoje é dia de rock, bebê", dito por Christiane Torloni durante a transmissão pela TV do Rock in Rio de 2011, esses assuntos tomam conta do Twitter e do Facebook. O mesmo fenômeno de sincronia do conteúdo da TV com as redes sociais acontece em todo o mundo. Tudo isso mostra que, com o surgimento de novas plataformas, as tradicionais não se extinguem.

Pelo contrário, elas ganham sobrevida - ou uma maneira diferente de sobreviver - em um mercado cada vez mais multifacetado e, ao mesmo tempo, mais convergente. Para o pesquisador americano Henry Jenkins, autor do bestseller que agrada a leigos e acadêmicos, Cultura da Convergência, os seres humanos é que são o centro aglutinador das diferentes mídias. Para ele, é o homem - visto como consumidor, espectador e usuário - o responsável por interligar as diversas plataformas existentes. Em uma entrevista para o Globo News, Jenkins afirmou que, em plena ebulição do uso cotidiano da web, o conteúdo da TV nunca esteve tão popular.

Uma espécie de caminho contrário na via internet-televisão é feito pelo YouTube. O site de vídeos mais popular - e um dos mais visitados no mundo - anunciou ao final de outubro novos 100 canais. A diferença, dessa vez, são as megaparcerias com estrelas como Jay-Z e Madonna, além de grandes empresas como o Wall Street Journal. A ideia é criar conteúdo - ou programas - exclusivos para o usuário assistir no próprio Youtube. A grande sacada do site, no entanto, é aproveitar a pontencialidade futura das smart TVs.

Já existem no mercado as chamadas smart TVs, que, à maneira dos smartphones - os celulares inteligentes - pretendem definir uma linha de televisores que promovem a interação com o espectador por meio de acesso à web, a vídeos online e a redes sociais. Por exemplo, o portal Terra mantém parcerias com fabricantes de eletrônicos para aluguel e compra de vídeos on demand do Terra TV Video Store justamente para estes tipos de aparelhos.

Além dos televisores inteligentes, a TV digital também é um outro dispositivo de reposicionamento do espectador agora como um usuário - em um sentido mais ativo da palavra. A questão é que nenhum desses modelos está perto do que uma verdadeira integração de mídias pode ser no futuro, até porque tais televisões ainda fazem a ligação conteúdo-usuário por meio de um controle remoto.

A chegada do Siri e o início das televisões inteligentes - pra valer
Há pouco menos de dois meses, a Apple lançou o iPhone 4S. Entre as poucas novas funcionalidades e muitas decepções, estava o Siri - um sistema de reconhecimento de voz que causou burburinho no mundo da tecnologia. E não há nada de simples quanto ao Siri. Ele reconhece, pesquisa, responde e conversa por meio de questões complexas como "O que eu posso vestir para ir ao restaurante à noite? ou "Por que você fala comigo?".

Walter Isaacson escreveu na biografia autorizada de Steve Jobs, lançada logo após a morte do fundador da Apple, que o Siri era a última grande ideia da carreira do executivo. A funcionalidade foi primeiramente mostrada no iPhone, mas pretende passos maiores. É o Siri a base da futura - que talvez não esteja tão longe de ser lançada - iTV, a televisão da Apple. Este aparelho, além de integrar diferentes plataformas, seria comandado por um sistema de reconhecimento de voz inteligente, que entenderia o pedido de mudanças de canais à previsão do tempo.

O futuro distante dos aparelhos que englobam diversas mídias está, hoje, mais palpável. É essencial, no entanto, como Jenkins fala, entender que na base do desenvolvimento tecnológico e na criação de novas plataformas de comunicação está o usuário - ou espectador - , figura na qual "as velhas e as novas mídias colidem".
 

Anúncios no g-mail mostram quanto o Google sabe sobre você

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Texto publicado em: Viomundo


Como o Google nos domina*, por James Gleick, no New York Review of Books

Tradução de Pedro Germano Leal

A primeira parte está aqui

A segunda parte está aqui

O negócio do Google não é pesquisa, mas publicidade. Mais de 96 por cento de seus 29 bilhões de dólares em receita no ano passado vieram diretamente de publicidade, e a maior parte do resto veio de serviços relacionados a publicidade. O Google recebe mais com publicidade do que todos os jornais do país [Estados Unidos] juntos. Vale a pena entender como isso funciona. Levy relata o desenvolvimento dessa máquina de publicidade: uma “fantástica conquista na construção de uma máquina de fazer dinheiro através de truques virtuais (8), a partir da Internet.” Em The Googlization of Everything (and Why Should Worry), livro que pode ser lido como uma referência sóbria e admonitória, Siva Vaidhyanathan, um estudioso da mídia na Universidade da Virginia, coloca a questão da seguinte maneira: “Nós não somos clientes do Google: nós somos o seu produto. Nós, nossas fantasias, fetiches, predileções e preferências, somos o que o Google vende para os anunciantes.”

A evolução desta incomparável máquina de fazer dinheiro produziu uma rápida sequência de inovações brilhantes:

1. No início de 2000, o Google vendeu “premium sponsored links”: anúncios de texto simples associados a certos termos de pesquisa. Uma fornecedora de bolas de golfe poderia ter seu anúncio mostrado a todos que buscassem por “golfe” ou, melhor ainda, “bolas de golfe.” Outros mecanismos de busca na internet já faziam isso. Seguindo a tradição, eles cobravam de acordo com o número de pessoas que viam cada anúncio. Os anúncios eram vendidos para grandes clientes, um a um.

2. Mais tarde, naquele ano, engenheiros desenvolveram um sistema de auto-atendimento, chamado AdWords. O ponta-pé inicial foi: “Você tem em 5 minutos e um cartão de crédito? Obtenha seu anúncio no Google hoje”, e de repente milhares de pequenas empresas estavam comprando seus primeiros anúncios na internet.

3. A partir de uma outra iniciativa, que teve curta duração, chamada GoTo (até 2003 Google era sua proprietária) vieram duas novas ideias. Uma delas foi a cobrar por clique, ao invés de visualização. Pessoas que clicam em um anúncio de bolas de golfe são mais propensas a comprá-las do que aqueles que simplesmente vêem um anúncio no site do Google. A outra idéia era deixar os anunciantes darem lances uns contra os outros por palavras-chave – como “bola de golfe” – em rápidos leilões online. Leilões de pay-per-click [‘pague-por-clique’] abriram uma torneira de dinheiro. Um clique significava um anúncio bem sucedido, e alguns anunciantes estão dispostos a pagar mais por isso do que um vendedor humano poderia imaginar. Advogados especializados em compensações buscando clientes fariam lances tão altos quanto 50 dólares por um único clique na palavra-chave “mesotelioma”, uma forma rara de câncer causada pelo amianto.

4. O Google – monitorando sistematicamente o comportamento de seus usuários – tinha conhecimento instantâneo de quais anúncios eram bem sucedidos, e quais não. Era possível usar o click-through rate [‘proporção de cliques’] como uma medida de qualidade dos anúncios. E para determinar quem seriam os vencedores dos leilões, começou-se a considerar não apenas o dinheiro oferecido, mas o apelo do anúncio: um anúncio mais eficaz, recebendo muitos cliques, iria receber uma vantagem na disputa.

Agora, o Google tinha um sistema de ciclos lucrativos em ação, um feedback positivo por incentivar anunciantes a fazer anúncios publicitários mais eficazes (oferecendo dados para ajudá-los nessa tarefa), e por aumentar a satisfação dos usuários em clicar em anúncios, por evitar ruídos e spam. “O sistema reforçou a insistência do Google de que a publicidade não deveria ser uma transação entre um publicitário e um anunciante, mas uma relação de três vias que também incluía o usuário”, escreve Levy. No entanto, dificilmente esta é uma relação de igualdade. Vaidhyanathan vê aí uma relação de exploração: “A Googlização de tudo abrange a coleta, cópia, adição, e classificação de informações e contribuições feitas por cada um de nós.”

Em 2003, o AdWords Select estava servindo centenas de milhares de anunciantes e fazendo tanto dinheiro que o Google estava deliberadamente escondendo seu sucesso da imprensa e dos concorrentes. Mas este foi apenas o trampolim para o que estava por vir.

5. Até o momento, os anúncios eram exibidos em páginas de busca do Google, com tamanho discreto, com limites claros, no topo ou no lado direito das páginas. Agora, a empresa ampliou sua plataforma. O objetivo era desenvolver uma forma de inteligência artificial que poderia analisar pedaços de texto – websites, blogs, e-mail, livros – e combiná-los com palavras-chave. Com dois bilhões de páginas-web já indexadas, e com o seu sistema de rastreamento do comportamento de usuários, o Google tinha, na palma da mão, todas as informações necessárias para resolver este problema. Dado um site (ou um blog, ou um e-mail), ele poderia prever que anúncios seriam eficazes.

Esta era a “publicidade voltada ao conteúdo”, para usar o jargão. O Google chamou seu programa de AdSense. Para qualquer um que esperasse “rentabilizar” o seu conteúdo, ele era o Santo Graal. As maiores publicações digitais, tais como The New York Times, rapidamente aderiram ao AdSense, deixando o Google lidar com parcelas crescentes de seus contratos de publicidade. E assim o fizeram as menores publicações, aos milhões – fazendo crescer a “cauda longa” (9) de possíveis anunciantes até blogueiros individuais. Todos eles aderiram porque os anúncios eram extremamente produtivos e mensuráveis. “O Google conquistou o mundo da publicidade com nada mais do que matemática aplicada”, escreveu Chris Anderson, editor da Wired. “Ele não fingiu saber coisa alguma a respeito da cultura e das convenções da publicidade – apenas assumiu que dados melhores, com melhores ferramentas analíticas, iriam prevalecer. E o Google estava certo.” Jornais e outras mídias tradicionais têm reclamado de tempos em tempos sobre a apropriação do seu conteúdo, mas é através da absorção de publicidade mundial que o Google tornou-se seu concorrente mais destrutivo.

Como todas as formas de inteligência artificial, a publicidade voltada ao conteúdo produz erros e acertos. Levy cita um erro clássico: a sangrenta história publicada no site do New York Post – sobre um corpo que foi desmembrado e colocado em um saco de lixo – que foi acompanhada por um anúncio do Google sobre sacos de plástico. No entanto, agora qualquer um pode adicionar algumas linhas de código ao seu site, exibir automaticamente os anúncios do Google e começar a descontar cheques mensais, ainda que pequenos. Vastas extensões da Web que até agora estavam livres de publicidade tornaram-se parceiros do Google. Hoje, os anúncios do Google não estão apenas em sua página de busca, mas toda a Web e, além disso, em grandes volumes de e-mail e, potencialmente, em todos os livros do mundo.

Pesquisa e publicidade tornam-se assim os dois gumes de uma espada afiada. O motor de busca perfeito, como Sergey e Larry imaginam, lê sua mente e produz a resposta que você quer. O motor de publicidade perfeito faz o mesmo: mostra os anúncios que você deseja. Qualquer coisa além disso desperdiça sua atenção, o dinheiro do anunciante e a largura de banda da internet mundial. Sonha-se com uma publicidade virtuosa, unindo compradores e vendedores para o benefício de todos. Mas a publicidade virtuosa neste sentido é uma contradição em termos. O anunciante está pagando por uma fatia da nossa atenção, que é limitada: nossas mentes poderiam estar em outro lugar. Se os nossos interesses estivessem perfeitamente alinhados aos dos anunciantes, não seria necessário pagar. Não existe uma utopia da informação. Os usuários do Google são partes de uma transação complexa, e se há uma lição a ser tirada de todos esses livros é que nem sempre somos partes conscientes.

Os anúncios ao lado do seu e-mail (se você usa o serviço de e-mail gratuito do Google) podem servir como lembretes, às vezes surpreendentes, do quanto esta empresa sabe coisas que dizem respeito à sua vida privada. Mesmo sem o seu e-mail, seu histórico de pesquisa por si só já revela muita coisa, como diz Levy, “seus problemas de saúde, seus interesses comerciais, seus hobbies, e seus sonhos.” Sua resposta à publicidade revela ainda mais, e com seus programas de publicidade, o Google passou a rastrear o comportamento de usuários individuais de um site da Internet para outro. Eles observam cada um dos nossos cliques (onde possam) e medem quanto tempo levamos para tomar nossas decisões, em milisegundos. Se não fosse assim, os resultados não seriam tão assustadoramente eficazes. Eles não têm rival na profundidade e amplitude de sua mineração de dados. Eles fazem modelos estatísticos para tudo o que sabem, conectando pequenas e grandes escalas, desde o resultado de consultas e cliques, até informações relativas a moda, à estação, ao clima e a doenças.

É para seu próprio bem – esta é a crença que Google nutre. Se queremos os melhores resultados possíveis para nossas buscas, e se queremos anúncios adequados às nossas necessidades e desejos, temos que deixá-lo entrar em nossas almas.

* Este texto foi publicado originalmente como uma análise das seguintes publicações:

In the Plex: How Google Thinks, Works, and Shapes Our Lives

por Steven Levy

Simon and Schuster, 424 p.

I’m Feeling Lucky: The Confessions of Google Employee Number 59

por Douglas Edwards

Houghton Mifflin Harcourt, 416 p.

The Googlization of Everything (and Why We Should Worry)

por Siva Vaidhyanathan

University of California Press, 265 p.

Search & Destroy: Why You Can’t Trust Google Inc.

por Scott Cleland, com Ira Brodsky

Telescope, 329 p.

Notas da tradução:

(8) No original, “virtual smoke and mirrors”.

(9) No original, “long tail”. É uma configuração estatística na qual maior parte da população concentra-se na cauda de uma distribuição de probabilidade.

PS do Viomundo: Parte da publicidade do Viomundo é determinada pelo AdSense, do Google.

PS do Convergência Midiática também é determinada pelo AdSense
 

Caiu na rede é sucesso total

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Texto publicado em: FNDC

06/11/2011 |
Thaís Pinheiro
Estadão

Web amplifica ibope da TV e garante cena solo

Nas noites de sábado, quando o programa Legendários entra no ar pela Record, uma legião - com o perdão do trocadilho - de internautas já está a postos, interagindo pelas redes sociais ou assistindo ao Legendários na Web, que acontece exclusivamente na web e chega a ter 200 mil visualizações durante sua exibição ao vivo. Isso não significa que toda essa turma estará com o controle remoto na mão.

A audiência da televisão agora se consolida em outras plataformas e aqueles que nem sempre registram números tão surpreendentes no Ibope podem ter seu barulho potencializado quando ganham terreno na web, principalmente nas redes sociais. "É quase mais divertido acompanhar os tweets do que o próprio jogo ou uma novela que está passando na televisão. Criou-se uma comunidade em torno de Vale Tudo, por exemplo, que era quase mais forte na internet do que na TV a cabo", avalia João Ramirez, consultor de negócios digitais e estrategista digital da campanha de Marina Silva à Presidência da República, em 2010.

O Legendários, que já nasceu baseado no conceito de multiplataformas, investe tanto na TV quanto na internet para ver seu conteúdo repercutir. "No nosso caso, a audiência da TV hoje é muito maior, claro, 10 pontos de audiência é muita gente. O que a gente está fazendo é crescendo paralelamente, juntos. Não gera uma competição, gera um complemento", explica Marcos Mion, apresentador da atração e que conta com quase 3 milhões de seguidores no Twitter.

É no Twitter, aliás, que alguns dos temas tratados na tela ganham mais força. Em 2010, a vitória de Fernanda Souza na Dança dos Famosos, quadro apresentado no Domingão do Faustão, rendeu muitos comentários na rede social, com direito a troca de farpas entre participante e jurado.

Às segundas-feiras, não escapam dos Trending Topics (assuntos mais populares do Twitter) temas relacionados a programas que abocanham uma fatia muito menor no Ibope se comparados à atração de Fausto Silva, mas que conseguem ser assunto por alguns dias na rede, casos do CQC, da Band, e o do Roda Viva, da Cultura.

"Os integrantes do CQC possuem uma comunidade de fãs própria, eles chegam a quase 14 milhões de seguidores", observa o consultor João Ramirez. "Se eles chamarem o público para assisti-los, quase não precisam da emissora para veicular o programa. Eles acabam potencializando toda e qualquer atividade da qual participam", continua. Na TV, o programa pilotado por Marcelo Tas não passa dos 6 pontos de média no Ibope e há um ano mantém o CQC 3.0, só para a web. O sucesso do formato "3.0" foi tanto que outros dois programas da casa ganharam versão online: Jogo Aberto e Receita Minuto.

No último dia 17, o Roda Viva ganhou nova bancada, novo apresentador e seus tuiteiros de volta. O resultado foi 0,7 ponto de audiência (o que não chega a 58,2 mil domicílios na Grande São Paulo) - mesma média da temporada com Marília Gabriela - e um lugar cativo nos TT’s, que pode ser visto por milhões de pessoas. "O Roda Viva sempre teve a caraterística de ter muita repercussão, jornais repercutiam ao longo da semana toda. O programa tem uma longevidade maior do que seu próprio horário", aponta Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de conteúdo da emissora. Além de ser uma ferramenta de divulgação, a rede de microblogs também é vista como termômetro pela TV. "É um manancial importante para sentir um pouco o pulso do telespectador, quais são as preocupações, tendência de opinião", conclui Mello, justificando que os tuiteiros se ausentaram da bancada durante o período de Gabi apenas porque a atração era gravada.

Outros assuntos bombardearam as redes sociais neste ano foram o UFC no Brasil (RedeTV!) e o Rock in Rio (Globo e Multishow). Neste caso, segundo Ramirez, seu sucesso na web é só representação do que está em alta no cotidiano. "Não acredito muito em fenômenos que aconteçam só na internet. Esses são exemplos de coisas que estavam engajando as pessoas de alguma forma."

*

Entrevista

Marcos Mion

Apresentador de TV, ator e empresário

Quando a sua relação com o público na internet começou a ficar mais forte?
Sou um cara de teatro, fiz faculdade de Filosofia, então sempre demorei para entrar nas ondas tecnológicas. Em 2007, começou uma onda de blogs. O Diogo Boni me convidou pra ter uma página no BlogLog, eu recusei por quase um ano, porque achava que não ia ter tempo, que não ia conseguir. Aceitei e até hoje não sei o que aconteceu, em dois meses já era o mais acessado lá dentro e encerrei o ano como o blog de pessoa física mais acessado do País. Foi uma loucura, não entendia muito do assunto, e a coisa ficou muito grande. Aí comecei a ver que realmente a internet tem um poder muito grande. Algum tempo depois fui apresentado ao Twitter pelo Felipe Solari e no começo a gente tratava realmente como uma rede social. Aí a coisa foi virando, acontecendo...

Quando começou a usar o Twitter nos seus programas?
O Descarga, último programa que eu fiz na MTV, foi o primeiro programa da TV brasileira a colocar o Twitter na tela em real time. Então, conforme essas coisas foram aparecendo, eu estava inserido nelas. Quando vim para a Record, o projeto Legendários já nasceu multiplataformas no primeiro risco de lápis. E aí a gente foi aprendendo que adaptar uma coisa da TV no formato que ela é pra internet não dá certo, é uma linguagem diferente, ponto de vista diferente. A gente fez coisas exclusivamente para o pessoal do Twitter, para eles estarem ativos, para darem risada...

Qual é o papel do seu público na repercussão do seu programa?
Eu conto muito com esse público. Muitas vezes, isso não reverte em números de audiência na TV, mas reverte em conteúdo, em rapidez de informação, em pessoas interessantes comentando. É óbvio que todas as agências de publicidade estão ligadas no que está acontecendo nas redes sociais, então é um casamento. A audiência da internet não é similar à da televisão, mas a gente já está dando o primeiro passo e acredito que vai ser.

Em algum momento pensou que a audiência na internet poderia tirar a audiência da TV?
Não, não. Isso é um medo de quem não conhece. As duas coisas se complementam. A proposta e o futuro é que continuem as duas mídias juntas, isso vai abrir o leque de opções.

Foto: Entretenimento R7 - Divulgação
 

CIA admite monitorar redes sociais no mundo todo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Texto publicado em: FNDC

07/11/2011 |
Redação
AdNews

A CIA (Agência Central de Inteligência, na sigla em inglês) admitiu que monitora redes sociais e outros canais no mundo todo atrás de possíveis ameaças à segurança dos Estados Unidos.

A revelação veio de uma reportagem da AP, repercutida pelo IDG Now!, segundo a qual a equipe de analistas observa 5 milhões de tweets diários, mais o que se passa pelo Facebook, veículos de mídia, salas de bate-papo, entre outros canais de comunicação.

O monitoramento foi iniciado por recomendação do Congresso americano após os ataques de 11 de setembro de 2001. Em 2009, decidiu-se por focar nas redes sociais depois de perceberem as reações de tuiteiros contra o regime iraniano, por conta da contestada reeleição de Mahmoud Ahmadinejad.

Os agentes estão instalados em um galpão industrial e tanto a localidade exata quanto a quantidade de pessoas que trabalham lá são informações confidenciais. A maioria deles está em Virgínia, mas há gente trabalhando no projeto em embaixadas americanas.

Eles colhem informações de blogs, por exemplo, cruzam com o que se passa no noticiário local e, dependendo do caso, até usam grampos telefônicos clandestinos. Tudo isso para saber como as pessoas do país em questão estão enxergando os EUA.

Com esse método, a CIA soube que a chamada "Primavera Árabe" estava a caminho. "Vimos que as redes sociais em lugares como o Egito poderiam tornar-se uma ameaça ao regime", afirmou Doug Naqim, um diretor da CIA.
 

“Há uma tentativa de interditar o debate sobre o marco regulatório da mídia”

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Texto publoicado em: RS Urgente

Por: Marco Aurélio Weissheimer.

Franklin Martins repetiu em Porto Alegre uma tese que vem defendendo há bastante tempo: a definição de um novo marco regulatório é uma exigência, entre outras coisas, do desenvolvimento tecnológico do setor das comunicações. “O que separa as telecomunicações da radiodifusão está acabando e esse processo precisa ser regulado”, afirmou, lembrando que hoje um telefone celular não é mais simplesmente um telefone, mas também um transmissor e mesmo produtor de conteúdo. Ele voltou a destacar também que essa regulamentação interessa diretamente ao setor de radiodifusão. “Em 2009, o setor das teles faturou 13 vezes mais que o da radiodifusão. Se não houver regulamentação, quem vai ganhar é o setor das telecomunicações. A radiodifusão será atropelada por uma jamanta”, observou, repetindo imagem que já havia feito no seminário sobre Convergência de Mídias, realizado no final de 2010, em Brasília.

O ex-ministro foi enérgico ao rebater as críticas que apontam, por trás da proposta da regulação, a existência de uma suposta tentativa de censura. “Um dia destes recebi, estupefato, um convite da OAB para discutir ‘controle’ da imprensa. Perguntei se eles estavam se referindo ao Estado Novo. É um absurdo total. Não há nenhum controle da imprensa no Brasil. Lutei contra a ditadura do primeiro ao último dia e sou visceralmente contra censura. O governo Lula comeu o pão que o diabo amassou nas mãos da imprensa e nunca praticou censura. O que Lula fez foi criticar a cobertura da imprensa em algumas situações e isso foi chamado de ‘ataque’. A mídia não pode ser criticada?”, perguntou. O que existe, na verdade, defendeu, é uma tentativa de interditar o debate sobre o marco regulatório num momento estratégico para o país.

Indagado sobre quais foram as razões que impediram que o novo marco regulatório fosse aprovado no governo Lula, Franklin Martins reconheceu as dificuldades, mas defendeu que o governo passado deu um grande passo ao colocar esse tema na agenda política do país. Esse debate, sustentou, está aberto e vai avançar. Na conclusão de sua fala, repetiu o que, para ele, deve ser o tom dessa discussão: “se for feito com transparência e equilíbrio será melhor para todos”.
 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Suporte : Creating Website | Johny Template |
Copyright © 2011. Convergência Midiática - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by
Proudly powered by Premiun Blogger Themes