quinta-feira, 21 de junho de 2012

Regulação da mídia: o conteúdo nunca foi o problema

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, participou de um seminário realizado pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), na última quarta-feira (20/6),onde afirmou que não há motivos para se confundir a regulação da mídia com qualquer tipo de censura ao conteúdo das emissoras.

A questão é que o conteúdo nunca foi o problema. Pelo contrário, a questão de censura ao conteúdo sempre foi utilizada como forma de confundir a opinião pública criando a falsa impressão de que a regulação da mídia é controle e censura à imprensa.

Mas os radiodifusores estão mesmo é preocupados com outras medidas que impactarão seus negócios, tais como o fim da propriedade cruzada e a regionalização da programação. Ou seja, os artigos 221 e 222 da Constituição brasileira que desde 1988 ainda não foram regulamentados por pressão do oligopólio de comunicação no Brasil.

Abaixo noticia publicada no site do FNDC

Governo não irá interferir no conteúdo de TV e rádio, diz ministro
21/06/2012 |
Redação Portal Imprensa
Foto: Arquivo Ministério do Planejamento



Em seminário realizado pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o ministro das Comunicações Paulo Bernardo afirmou, na última quarta-feira (20/6), que o governo não interferirá no conteúdo transmitido por emissoras de rádio e TV.

O ministro destacou que "não se pode confundir o debate da regulamentação setorial com o debate sobre o jornalismo ou o comportamento dos meios de comunicações". "Não há razão alguma para que o debate sobre regulação venha a ser confundido com ameaça à liberdade de expressão no Brasil. E cumpre destacar que, nos últimos anos, a liberdade de manifestação de ideias fluiu com vigor no país”, explicou o ministro.

Segundo o portal G1, autoridades e empresários debateram, no seminário, questões sobre o futuro da radiodifusão no Brasil. João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, esteve no encontro que, entre outros assuntos, abordou as novas regras para as telecomunicações. O debate tem gerado polêmica, mas Paulo Bernardo negou o interesse do governo em interferir no conteúdo das programações de rádio e TV - o que para alguns significaria a volta da censura a meios de comunicação.

Emanuel Carneiro, presidente da Abert, afirmou que o governo terá o apoio do setor de radiodifusão ao negar intervenção no conteúdo. “Estamos vivendo no Brasil neste momento uma liberdade de imprensa que foi duramente conquistada e precisa ser preservada porque isso custou muito sacrifício, inclusive de vidas humanas”.

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