O futuro da TV aberta no Brasil 2

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Atualizada em 27/01/12 às 01h42.

Em postagem anterior, já havia tratado sobre o futuro das emissoras de TV aberta no Brasil (leia aqui) e os prognósticos apresentados naquele texto estão se tornando mais visíveis por meio de várias notícias veiculadas na imprensa geral.

No texto anterior, afirmamos que, em um futuro próximo, veríamos as emissoras de televisão tentarem se adequar às novas demandas da audiência e aos desafios impostos pelos dispositivos móveis, TV paga e banda larga de algumas formas, entre elas: o corte de custos e fusões e aquisições.

No caso de SBT e da RedeTV!, ao que parece, estes prognósticos estão se concretizando

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Eike Batista está de olho no SBT, de Silvio Santos


Ainda com alguma gordura para queimar, Silvio Santos vem se desfazendo de empresas do grupo mantendo o SBT como segunda emissora em audiência no país. Entretanto, a RedeTV!, com apenas 12 anos de história a situação é mais grave. RedeTV! está a quatro meses sem a concessão para atuar, pois não consegue a certidão negativa da Receita Federal e do INSS. Em recente informação noticiada pelo site portal R7, a justiça determinou que a RedeTV! assuma a dívida do FGTS da extinta TV Manchete junto aos funcionários daquela emissora. Estima-se que a dívida chegue a R$ 100 milhões de reais. (leia aqui). Esta decisão pode selar o destino da emissora.

As duas empresas adotaram a redução de custos em suas produções e na redução dos salários de funcionários como estratégia, mas não foi o suficiente. Agora, rumores dão conta de que há interessados na compra das duas emissoras. O empresário Eike Batista interessado no SBT e um grupo americano chamado Global Eagle, supostamente ligado à MGM, interessado na RedeTV!

Como venho afirmando, a TV aberta brasileira interessa muito aos grandes conglomerados de comunicação. o Brasil é o sétimo mercado mundial em publicidade, vem obtendo crescimento econômico, melhor distribuição de renda, ocupa hoje a 6ª colocação entre as potências econômicas e uma empresa de comunicação familiar sem pertencer a um grupo maior de comunicação não se sustenta. Esse é o caso de todas as emissoras no Brasil. Uma coisa é fato, concordem ou não os gestores das emissoras nacionais, o modelo de negócios da TV aberta no Brasil não sustenta mais o tamanho da estrutura das emissoras, e ainda nem mencionamos as empresas de telefonia que estão pressionando o Governo Federal pelo uso da faixa de 700 Mhz,  utilizadas atualmente para a TV analógica, para utilização da telefonia celular 4G.

Dentro em breve veremos uma luta ser travava no Congresso Nacional, o aumento ou total exclusão de limites à participação do capital estrangeiro nas empresas de radiodifusão. Para isto, é preciso uma mudança na Legislação atual. Alguém duvida que isto possa ocorrer?
 

Os motivos da decadência do Orkut

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Texto publicado em: Carta Capital
Foto: idem

Foi a primeira febre no Brasil. De repente, a turma formada dez anos antes poderia trocar ideias, atualizar as novidades, combinar reencontros e acompanhar os últimos melhores momentos da vida de casa um por meio de álbuns de fotos e mensagens compartilhadas em comunidades temáticas. A maior prova de afeto era quando alguém abria o computador e lia um novo testemunho.

Ligado ao Google, o até então maior site de relacionamento da internet viveu seu auge entre 2004 e 2008. A partir de então, experimentou uma decadência anunciada já acusada por números de usuários – e pela assiduidade de quem ainda mantém conta no antigo site favorito. O declínio do império tem nome, mas demorou a se consolidar. Ainda em 2008, seu primeiro ano sob o domínio “.br”, o Facebook tinha apenas 209 mil usuários no Brasil. Um arranhão perto dos milhões ainda sob o efeito da “Cultura do Orkut”. Aos poucos, a situação mudou.

Em quatro anos, a cria de Mark Zuckerberg conseguiu vencer a resistência brasileira com um ritmo de crescimento pungente (192% de dezembro de 2010 a dezembro de 2011). Se firmando, em dezembro, como a maior rede social em usuários únicos do Brasil.

Atualmente com 36,1 milhões de usuários, o Facebook triplicou em tamanho sua audiência e cresceu sete vezes em engajamento para assumir a posição de liderança no mercado brasileiro, segundo os últimos dados da consultoria em redes sociais comScore. No último mês de 2011, o usuário do Facebook passava 4,8 horas mensais, em média no site – em dezembro de 2010, o tempo gasto era de apenas 37 minutos. No mesmo período, foram consumidas uma média de 500 páginas de conteúdo no site, que foi visitado cerca de 27 vezes pelo mesmo usuário durante dezembro de 2011.

Vantagem que virou desvantagem

Conhecido por seu domínio no mercado brasileiro, o Orkut jamais conseguiu repetir o sucesso, que fez no Brasil, internacionalmente – apenas na Índia e no Brasil a rede possui a maioria dos usuários locais. Em parte porque, segundo o Google, o perfil do usuário do Orkut é um retrato fiel do Brasil. “Possui todas as classes sociais, de todos os lugares do país”.

Na avaliação de Alex Banks, diretor-executivo da comScore, o fato de ser um produto quase exclusivamente brasileiro tornou-se um ponto negativo para o Orkut. É como se as fronteiras tivesse tornado o produto pequeno demais para quem vive no País, que, com o crescimento da classe média brasileira e do turismo internacional, passa a procurar referências de fora justamente num site com ramificações em vários países. “Com a classe média crescendo e viajando mais para outros países é normal que haja mais interesse do brasileiro em fazer parte de uma rede que permita a ele manter contatos com estrangeiros”.

Além disso, um fator que contribui para o crescimento do Facebook é o peso de sua marca. Segundo Banks, é mais provável que um usuário que acessa a Internet pela primeira vez faça um perfil no Facebook do que no Orkut. “Hoje, a marca Facebook, além de internacional, é mais forte. Hollywood não fez filme sobre Orkut, fez sobre o Facebook”, afirma. Para a especialista em Mídias Digitais da USP, Elizabeth Saad, o declínio do Orkut explica-se como o fim de um ciclo de predomínio. “Toda inovação tecnológica possui um ciclo, e os pioneiros geralmente sofrem. Os concorrentes que surgem depois, como o Facebook, esperam os efeitos-teste do pioneiro, para depois entrarem no mercado. Se o pioneiro não se recicla, ele tende a desaparecer”, defende.

Cultura Orkut

Engana-se, porém, quem se apressa em dizer que o Orkut está morto. Com 34,4 milhões de usuários, a rede ainda é muito usada e abrangente em todo o País, principalmente fora da região Sudeste. “No médio prazo, é muito difícil de o Orkut voltar a lidera o mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, a “cultura Orkut” que se criou no Brasil depois de anos de supremacia e uso desta rede não vai desaparecer tão cedo”, afirma Banks. O consultor explica que a região sudeste foi apenas a percussora de uma tendência e que outras regiões do País também devem passar a utilizar o Facebook. “O Sudeste foi, sem dúvida, a região onde a ascensão do Facebook ao topo da categoria começou. Há um ano, esta região representava 75% das visitas. Agora, representa apenas metade das visitas do Facebook no Brasil. Isso demonstra a adoção generalizada do site em todo o País”, conclui Banks.

Google+ 

Longe de ser uma prioridade do Google Mundial, o Orkut passou a ter concorrente, a partir de julho do ano passado, dentro da própria casa. O Google + é hoje a principal aposta mundial da empresa. Segundo o Google, o objetivo da nova rede é compartilhar informações na internet da maneira parecida com a vida real. “Você divide coisas diferentes com pessoas diferentes. Nós começamos este projeto para ver se a gente conseguiria criar um modo melhor de se conectar com as diferentes pessoas que existem nas nossas vidas”, segundo a empresa. Na opinião de Elizabeth, o Google+ é um grande investimento, que utiliza o Orkut como laboratório. “O Orkut tem se esforçando por meio de melhorias. Mas penso que em médio prazo o ciclo de vida tende a decair. O próprio Google não tem o Orkut em sua estratégia global, senão, não teria criado o Google+”, avalia.

Atualmente com 4,3 milhões de usuários, de acordo com dados de dezembro de 2011, a audiência combinada, sem duplicação, do Google+ com o Orkut alcança uma audiência de 34,9 milhões de usuários, ainda atrás do Facebook.
 

Novo decreto sobre concessão de Rádio e TV abre espaço para a programação local

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Atualizada em: 17/01/12 - 16h50

A presidente Dilma Rouseff assinou neste 17/01, decreto para alteração do Regulamento dos Serviços de Radiodifusão, que mudará o processo licitatório para outorga dos serviços de TV e rádio. Entre as principais alterações para novas concessões estão:

- critérios mais rígidos para comprovar a capacidade financeira da entidade interessada;

- obrigatoriedade de produção local de programas na cidade da emissora e a promoção de produções independentes;

- pagamento integral da outorga ainda durante o processo;

- maior rigidez no prazo para que a emissora entre no ar.

O objetivo maior do decreto, de acordo com o Ministério das Comunicações, é dificultar a entrada de entidades não qualificadas no processo licitatório, bem como a figura dos laranjas.
*Entre as novas regras, as licitantes deverão apresentar laudos de consultorias independentes que atestem sua capacidade técnica e financeira para executar o projeto. O decreto estabelece incentivos para que as licitantes invistam em produção independente e jornalismo, o que adequa a Constituição Nacional de Estímulo ao conteúdo nacional. Essas regras não existiam no decreto que trata de radiodifusão, que é de 1963, segundo Bernardo.
Porém, esta nova regulamentação poderá criar um novo cenário para a radiodifusão brasileira. Nos EUA, país do qual o Brasil copiou alguns pontos essenciais do modelo de negócios da TV aberta, a figura das emissoras locais de radiodifusão sempre possuíram um destaque bem maior do que as emissoras brasileiras. No Brasil, as emissoras de TV abertas regionais vinculadas às redes nacionais como, TV Globo, Band, SBT e as demais, sempre estiveram presas a uma rígida programação verticalizada. Apenas nos grandes centros, capitais ou cidades maiores do interior, há uma programação local, quase em sua totalidade com foco em programas jornalísticos ou informativos. No horário nobre a participação de programas locais na programação das afiliadas regionais é praticamente inexistente. Em estudo realizado pelo Observatório do Direito à Comunicação a partir da análise de 58 emissoras em 11 capitais brasileiras, (veja aqui) verificou-se que nas emissoras analisadas, a média de tempo de programação dedicada à produção local foi de apenas 10,83%.

Em tempos de uma publicidade cada vez mais segmentada e personalizada, a norma do decreto que obriga a produção de programas na cidade da concessão abre espaço para que anunciantes locais invistam em uma publicidade mais focada na área de abrangência de seu negócio. A televisão é o veículo que mais atrai os investimentos em publicidade no país. 62,9% do montante gasto com publicidade em 2011 foi destinado à TV**. Contudo, para as grandes emissoras esta nova fatia do bolo publicitário pode agravar ainda mais sua gestão financeira, pois agora será possível entidades investir em emissoras locais desvinculadas das chamadas “cabeça-de-rede”. Será que veremos em breve no Brasil um rede de TV locais operando autonomamente e apenas veiculando programas de grande audiência quando pagos pelas redes nacionais? É esperar para ver, mais o futuro das emissoras locais de TV e rádio nunca esteve tão promissor no país como agora.

Desta forma, é possível compreender porque o governo federal não trava uma batalha direta pela regulamentação dos meios de comunicação. Não será preciso se desgastar publicamente e enfrentar a fúria dos radiodifusores com um tema tão polêmico quanto este. Ao que parece, o governo está apostando na readequação do mercado audiovisual no Brasil forçado pelas rígidas regras do mercado, que não possui ideologia política nem partidária, apenas uma ideologia regida pela oferta e procura.

*Fonte: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=759410

** Fonte: Mídia Dados 2011 - http://midiadados.digitalpages.com.br/home.aspx?edicao=3

Leia também:

PROBLEMAS FINANCEIROS NA EMISSORA DO EMPRESÁRIO AMILCARE DALLEVO PODEM CAUSAR A PERDA DE SEU PROGRAMA DE MAIOR AUDIÊNCIA; CRISE NA MÍDIA TAMBÉM ATINGE OUTROS VEÍCULOS, COMO O SBT, A BAND E A RECORD, QUE VÊM DEMITINDO NOMES FAMOSOS - Jornal 247
 

TV pública com a “faca e o queijo nas mãos”

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O velho ditado mineiro utilizado para expressar a hora e o momento ideal, talvez seja a melhor expressão para tipificar o atual momento da TV pública brasileira. Não que ela tenha atingido um estado de excelência em programação, ou que esteja em seu auge, mas sim pelos prognósticos que podem ser aferidos tendo em vista as políticas de comunicação que estão sendo estabelecidas para os próximos anos em meio à transição tecnológica para o sistema de televisão digital brasileiro.

Um exemplo importante deste momento é a decisão do governo federal em expandir a rede de TV pública por meio de um operador único. Esta iniciativa permitirá a digitalização dos canais comunitários, legislativos, judiciários e educativos a custos compartilhados em todas as capitais e em cidade com população acima de 100 mil habitantes. Com isso, a TV pública brasileira poderá investir no uso da interatividade em larga escala e fomentar a inclusão social, temas que nortearam toda a política de escolha do padrão brasileiro de TVD, mas que ainda encontra vários obstáculos para serem aplicados pelas emissoras comerciais.

Em entrevista por telefone, Andre Barbosa, indicado para assumir o projeto para instaurar a figura do operador único, descreve a conjuntura atual da TV digital no Brasil e as perspectivas que se abrem para a utilização da rede nacional de TV como ferramenta para inclusão social e disponibilização de serviços interativos por parte do governo federal.

Os efeitos desta iniciativa são maiores do que se apresentam em um primeiro momento. Em todo mundo, uma guerra entre as operadoras de telefonia celular e as emissoras de TV abertas está sendo anunciada. O prêmio maior desta batalha é a utilização do espectro. As emissoras de televisão não querem abrir mão da faixa de 700 Mhz utilizada atualmente para as transmissões analógicas. Já as operadoras de telefonia querem esta faixa para oferecer telefonia móvel. Esta não é uma questão brasileira. O presidente da FCC americana, Julius Genachowski, proferiu discurso na CES 2012*, feira de produtos eletro-eletrônicos, afirmando que a questão do uso do espectro é cada vez mais crítica.

É evidente que as emissoras de televisão no Brasil, também terão de enfrentar essa questão. Neste contexto é que surge a oportunidade para a TV pública brasileira desempenhar um papel que até hoje não conseguiu fazer de forma abrangente: ser uma importante ferramenta de educação a distância, inclusão social e digital, ainda, estar a frente das emissoras locais na cobertura de eventos ao vivo e fatos que mobilizem a nação aplicando ferramentas de interatividade. Isto será possível pois o modelo de negócios das emissoras privadas (dependência dos anúncios publicitários) ainda limita a utilização da interatividade em alta escala.

A TV comercial brasileira está sendo vítima de sua própria história, o peso de sua estrutura, que a fez ser uma das maiores industrias televisivas do mundo, estão agora grande demais para lidar com uma audiência fragmentada e a opção de varias outras formas de veiculação publicitária.

Portanto, a expressão “faca e o queijo nas mãos” pode ser aplicada a este contexto, pois a oportunidade está diante de nós. Precisamos é saber utilizá-la.

*Fonte: http://www.telaviva.com.br/11/01/2012/ces-2012-presidente-da-fcc-mostra-preocupacao-com-liberacao-de-espectro-para-banda-larga/tl/257417/news.aspx
 

Consoles de videogame terão papel relevante na distribuição de vídeo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Texto publicado: TELA VIVA News

Por: Samuel Possebon
Las Vegas

Qual o papel que os consoles de videogame terão na distribuição de conteúdos de vídeo? Muito relevante, a julgar pela opinião dos participantes de um dos debates do CES 2012, evento de eletrônica de consumo que aconteceu esta semana, em Las Vegas. Para Jack Buser, diretor da divisão de serviços domésticos da PlayStation (o console de videogames da Sony), uma vantagem que os fabricantes de console têm é que em geral os usuários desse tipo de dispositivo são extremamente leais. "O usuário do PlayStation confia naquele conteúdo que entregamos e é muito mais aberto a aceitar qualquer coisa que seja entregue pelo PlayStation do que por outras mídias", afirmou. Ele lembrou que 70% dos usuários de PlayStation se logam à PlayStation Network (rede de distribuição de conteúdos e jogos online do PS) pelo menos uma vez por semana, e ficam pelo menos 7 horas por semana conectados.

Para Joseph Ambeult, diretor de serviços de mídia e entretenimento da Verizon, muita coisa começará a funcionar em rede daqui para frente no que diz respeito a conteúdos de vídeo, e os consoles de videogame serão uma das formas de entregar isso. "Não existe, contudo, um dispositivo vencedor, que dominará o ambiente da casa conectada. Todos ter˜ao funções diferentes para pessoas diferentes", diz.

Segundo Michael Pachter, diretor de pesquisa da empresa de equity Wedbuch Securities, que investe em empresas inovadoras, a Microsoft, há cerca de 10 anos, teve a visão inovadora de que o console de jogos XBox seria um media center. "Depois, perderam um pouco o rumo e agora, mais recentemente, retomaram esse conceito, e hoje é claro que a Microsoft quer entrar no mercado de distribuição de vídeo pelo XBox", afirmou. Para ele, o que está fazendo toda a diferença para a Apple é que os diferentes aparelhos funcionam entre si. "A geração de consumidores deste século está comprando produtos da Apple simplesmente porque eles funcionam bem", disse, lembrando que a experiência de consumo de mídia hoje é não apenas uma questão de hardware, mas de ter uma plataforma de distribuição de conteúdos e aplicações, como éa App Store e a iTunes Store. Para ele, no longo prazo, as empresas que estão mais ameaçadas são aquelas que hoje são intermediárias entre os provedores de conteúdo e o consumidor. "E nesse conjunto, as empresas de TV paga por satélite são as que estão em maior risco, porque elas não têm as redes bidirecionais a oferecer".
 

O ministro decepciona

Texto publicado em: FNDC
Foto: Internet

10/01/2012 |
Ethevaldo Siqueira*
Observatório da Imprensa

Há exatamente um ano, manifestávamos nossa esperança no que poderia ser o desempenho de Paulo Bernardo, como novo titular do Ministério das Comunicações (Minicom). Agora, um ano depois, lamentamos dizer que seu trabalho ficou muito aquém do que poderia ter sido.

Examinemos sua contribuição em cada um dos segmentos prioritários das Comunicações. Ei-los:

1. Resgatar o papel do Minicom.O ministro sabe que entre as grandes prioridades do setor estão o novo marco regulatório institucional, o compartilhamento da infraestrutura de banda larga (unbundling) e a universalização dos acessos de alta velocidade. Paulo Bernardo, no entanto, não mostrou nenhum interesse em aprofundar esses temas prioritários.

2. Preparação da Lei Geral das Comunicações.Nada foi feito ao longo de 2011 com relação à maior das prioridades no setor, a Lei Geral de Comunicações. Como novo o novo marco regulatório, essa lei deverá abranger todas as formas de comunicação (telefonia, radiodifusão, correios, TV por assinatura, internet e outras), sob o guarda-chuva de uma única agência reguladora.

3. Tirar as rádios e TVs das mãos de políticos.Logo após tomar posse, o ministro nos deu a esperança de que iria fazer uma das coisas que o Brasil espera há décadas de sua área: moralizar as concessões de rádio e TV. Mas não moveu uma palha para mudar a situação absurda e ilegal de um terço de todas as concessões e autorizações nessa área, hoje nas mãos de senadores, deputados, governadores, prefeitos ou de seus parentes ou laranjas. São cerca de 1.200 emissoras de rádio e 150 de TV.

4. Telebrás: ou funciona ou fecha.Especialistas independentes fazem hoje duas perguntas: “Será que vale a pena manter uma estatal comprovadamente inoperante, lenta, com orçamento ridículo, na área da banda larga? Ou será que a finalidade única de sua existência é mesmo dar emprego a amigos do governo e de seu principal partido?”

5. Combater rigorosamente a corrupção.Os Correios parecem ter eliminado a corrupção. O grande problema em 2011 foi a estranha e irredutível recusa do ministro em anular uma licitação suspeita da Telebrás, cheia de irregularidades e indícios veementes de superfaturamento da ordem R$ 120 milhões, comprovados por peritos do Tribunal de Contas da União (TCU).

Mesmo contrariando a manifestação candente do representante do Ministério Público, Lucas Furtado, feita no TCU e no Congresso, o ministro preferiu fechar os olhos às denúncias e adotar a fórmula heterodoxa e polêmica, sugerida pelo Tribunal, para que a Telebrás “renegociasse” os preços com os fornecedores.

A ética manda que toda licitação suspeita e viciada seja anulada, em defesa do dinheiro público, que pertence a todos nós, 190 milhões de brasileiros. Se a Telebrás ou o Minicom anulassem a licitação viciada e fizessem uma nova licitação, com todo rigor, o País economizaria no mínimo R$ 150 milhões.

6. Fortalecimento da Anatel.Um dos caminhos para a modernização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) seria contar com um orçamento condigno, com os recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) que, por lei, lhe pertencem. Em lugar disso, o governo Dilma Rousseff – como seus antecessores, Lula e FHC – corta o orçamento da agência e ainda confisca cerca de R$ 2 bilhões por ano do Fistel. A Anatel precisa de equipamentos avançados e mais especialistas capazes de fiscalizar com rigor as operadoras de telecomunicações, as emissoras de rádio e TV, para coibir a ação das emissoras piratas e exigir mais qualidade dos serviços.

Enfraquecer as agências é suicídio político, pois elas são órgãos de Estado essenciais para o efetivo cumprimento da lei e o aprimoramento das políticas públicas. E pior: de nada adiantará criticar as teles e operadoras de outros serviços se o governo retira sistematicamente das agências os meios para que elas fiscalizem seriamente o setor.

7. Maiores tributos do mundo.Nenhum outro país, exceto a Turquia, cobra impostos tão elevados sobre serviços de telecomunicações como o Brasil. São escandalosos 43%. Pense, leitor, no que significou isso ao longo dos últimos 11 anos, quando os governos estaduais e a União arrecadaram mais de R$ 380 bilhões de tributos de nossas contas telefônicas. Esses R$ 380 bilhões de tributos saídos de nossos bolsos equivalem a quase dez vezes o lucro líquido total das operadoras no mesmo período.

Além da cobrança de impostos tão elevados, o governo federal (desde FHC e Lula) vêm confiscando pura e simplesmente a quase totalidade dos três fundos setoriais: o Fistel, acima mencionado, o Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) e o Fundo de Tecnologia das Telecomunicações (Funttel). Em 11 anos, o valor acumulado desse assalto chega a R$ 35 bilhões.

Imagine, leitor, se o País tivesse aplicado apenas esses R$ 35 bilhões das telecomunicações em um projeto de universalização da banda larga.

Assim, depois de um ano de gestão de Paulo Bernardo à frente do Ministério das Comunicações, nossa conclusão só pode ser uma: Paulo Bernardo o ministro decepcionou todos aqueles que, como eu, esperávamos alguma coisa bem melhor dele.

Reproduzido do Estado de S.Paulo, 8/1/2012; título original “Bernardo decepciona”

* é colunista do Estado de S.Paulo
 

O YouTube vai invadir a sua televisão

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Texto publicado em: Opinião e Notícia

O site de vídeos caseiros sobre cães que andam de skate está prestes a se profissionalizar. Por John Seabrook

Em uma noite chuvosa no final de novembro, Robert Kyncl se encontrava no escritório da Google, em Nova York, divagando sobre o futuro da televisão. Kyncl é um dos executivos-chefes dentro do YouTube, hoje controlado pela Google. Ele também é o arquiteto da maior transformação cultural na história da empresa de compartilhamento de vídeos, criada há sete anos.

Empunhando uma caneta preta, Kyncl traçou a história da televisão como uma espécie de big bang: primeiro a expansão dos canais, seguida da fragmentação da audiência em pequenos mercados de nicho. ”Os telespectadores foram estreitando suas preferências e hábitos na hora de ver TV”, explicou, “e nós achamos que eles vão continuar a seguir este caminho, passando mais e mais tempo nos canais especializados, porque agora a paisagem de distribuição de conteúdo permite mais estreiteza”.

As pessoas preferem nichos, porque “a experiência é mais envolvente”, Kyncl continuou. “Por exemplo, não há canal de equitação na TV a cabo. Muitas pessoas assistiriam a um canal dedicado ao tema, e há muitos anunciantes que gostariam de um mercado só para eles, mas não há nenhum canal sobre equitação por causa dos altos custos, que não compensam os riscos. Já na internet, o usuário não só gera o conteúdo, como ele pode escolher o que quer ver na hora que quiser, e o conteúdo está sempre disponível.

Batalha de Titãs

Durante os últimos 60 anos, os executivos de TV têm decidido o que vemos em nossas salas de estar. Kyncl gostaria de mudar isso. O YouTube, armazém de videos de má qualidade capturados no celular e exibindo cães que andam de skate, vai se profissionalizar. Kyncl recrutou produtores, editores, programadores e artistas da mídia tradicional para criar mais de uma centena de canais, a maioria dos quais vai estrear nos próximos seis meses, no que podemos chamar de YouTV. Streaming de vídeo compartilhado pela internet, está prestes a desafiar a TV tradicional em uma batalha pela atenção do grande público.

De acordo com a consultoria Forrester Research, até 2016 metade de todas as famílias terão dispositivos Wi-Fi habilitados em suas televisões, trazendo todos os novos canais da internet para os telões de plasma na sala. A única maneira de as emissoras e empresas de TV a cabo continuarem a crescer será através da compra de alguns canais na internet.

Trajetória do YouTube

O YouTube foi criado por três ex-funcionários da PayPal em uma garagem no Vale do Silício, no início de 2005. De acordo com dois dos fundadores, Chad Hurley e Steven Chen, um designer gráfico e um engenheiro de software, respectivamente, a ideia surgiu durante um jantar na casa de Chen em São Francisco, no inverno de 2004-05.

Convidados tinham feito vídeos uns dos outros, mas não podiam compartilhá-los facilmente. Então, os fundadores imaginaram uma versão em vídeo do Flickr, o popular site de compartilhamento de fotos. Todo o conteúdo seria gerado pelos usuários: “Verdadeiros videoclips pessoais que seriam capturados e inseridos por pessoas comuns”, disse Hurley, descrevendo sua visão.

Uma versão beta do YouTube entrou no ar em maio de 2005. Na época seu banco de dados já armazenava várias dezenas de vídeos, fornecidos principalmente pelos fundadores da empresa e seus amigos. Chen contribuiu alguns vídeos do seu gato, Stinky. Não surpreendentemente, o tráfego no site era muito baixo nestes primeiros meses. O que os internautas realmente queriam era ver os últimos videoclips de seus artistas prediletos e episódios de seus programas de TV favoritos. Eles queriam conteúdo profissional.

Em e-mails, que em 2007 se tornaram a peça central de um processo de bilhões de dólares iniciado pela Viacom contra o Youtube por violação de direitos autorais, tanto Karim como Chen defendiam uma atitude laissez-faire e descontraída em relação às leis de direito autoral. Se os donos do conteúdo pediam para o YouTube tirá-lo do ar, o site obedecia. Caso contrário, os fundadores o deixavam no ar.

Em junho de 2005, o site incorporou uma série de novas funcionalidades, incluindo a capacidade de inserir vídeos em outros sites e colocar links entre vídeos, e o tráfego começou a disparar. Em dezembro o YouTube já recebia vários milhões de visualizações por dia. Hoje o site tem 800 milhões de usuários únicos por mês, e gera mais de três bilhões de visualizações por dia. Quarenta e oito horas de vídeo são atualizados no site a cada minuto. Trata-se da primeira plataforma de mídia verdadeiramente global.

Era Google

Em outubro de 2006, a Google comprou o YouTube por US $ 1,65 bilhões. Dentro de um ano, a Google havia domado o “Velho Oeste” da política de direitos autorais que caracterizava o YouTube, tanto através de acordos de licenciamento com grandes provedores de conteúdo, como criando um programa de gestão de conteúdo chamado Content ID, que alerta os detentores de direitos autorais automaticamente sempre que qualquer parte de seu conteúdo é inserido no YouTube. Os proprietários podem optar por remover o conteúdo, vender anúncios nele e dividir os lucros com o YouTube ou usá-lo como uma ferramenta promocional. O Content ID gera um terço da receita do YouTube.

O Programa de Parcerias do YouTube, iniciado em 2007, também teve grande êxito. O YouTube vende publicidade em canais populares criado por “estrelas” do YouTube — comediantes que divulgam seus videos no site, artistas, cozinheiros, etc. Para a maioria dos 30 mil parceiros que hoje participam do Programa de Parcerias, o negócio resulta em algumas poucas centenas de dólares por mês, mas para os primeiros 500 parceiros, verdadeiros campeões de audiência como Shane Dawson, um comediante de 23 anos e Michelle Phan, um guru de beleza vietnamita, a parceria rende mais de cem mil dólares ao ano. Muitos adolescentes da chamada geração Y estão mais familiarizados com estas “web-celebridades” do que com as estrelas da TV, um presságio sombrio para o futuro da televisão tradicional.

Mas há uma categoria na qual o YouTube tem feito pouco progresso. O usuário médio permanence apenas 15 minutos por dia no site, comparado às quatro ou cinco horas que ele passa em frente à TV. Um bloco padrão de programação na televisão dura 22 minutos; no YouTube, um vídeo dura três minutos.

Rick Klau, ex-gerente de produto do YouTube e atual sócio da Google Ventures, explicou: “Nós damos às pessoas sete ou oito oportunidades no curso de uma meia hora de optar por sair do site.”

As pessoas tendem a assistir ao YouTube em seus computadores no trabalho, durante uma pausa de três minutos a cada duas horas. Na TV, os programadores aglomeram certos shows juntos na esperança de que o telespectador não vá mudar de canal, e os canais promovem seus próximos shows durante os intervalos comerciais. Mas no YouTube o usuário é o programador, e cada vez que um vídeo termina ele tem que tomar uma decisão de programação: o que devo assistir a seguir? Com muita frequência, as sugestões de vídeo expostas pelo algoritmo do Youtube não ajudam muito.

Se o YouTube conseguisse fazer as pessoas ficarem no site por mais tempo, poderia vender mais anúncios e aumentar as taxas que cobra dos anunciantes por cada mil visualizações. Anunciantes investem cerca de 60 bilhões de dólares ao ano em anúncios veículados na televisão, mas apenas cerca de três bilhões em vídeo online. Claramente, o YouTube se beneficiaria de conteúdo premium, o tipo de coisa que você pode ver na Netflix.

“Somos absolutamente insignificantes em comparação com a TV”, disse Kyncl. “E é por isso que eu vim para o YouTube. Quero levar esta”, ele apontou para a tela do computador, “para cima, para a tela da TV, e eu acho que nós podemos. E, se o fizermos, o mercado da televisão, que representa 300 bilhões de dólares em todo o mundo, vai mudar de mãos.”

‘Canais Originais YouTube’

Ao todo, Kyncl já recebeu mais de mil propostas de novos canais para o YouTube. Ele e sua equipe ouviram mais de 500 pautas, e conseguiram reduzí-las para pouco mais de uma centena de canais, que receberam financiamento do YouTube para produzir seus programas. As propostas vencedoras farão parte da marca “YouTube Original Channels” (Canais Originais YouTube) e foram anunciadas em uma sexta-feira à noite, pouco antes do Halloween, em um momento geralmente reservado para escândalos e demissões, sinalizando que a terceira era da televisão, o que quer que seja, não será o show business habitual.

Entre os canais escolhidos estão o Life and Times, que se concentrará nos interesses culturais e artísticos do músico e empresário Jay-; 123UnoDosTres, um canal urbano para jovens latino-americanos e o myISH, um canal para recrutar talentos musicais. A Madonna e seu empresário, Guy Oseary, estão desenvolvendo um canal de dança chamado Dance On. Shaquille O’Neal está por trás da rede Comedy Shaq, e há um canal sobre skate, o RIDE, produzido por Tony Hawk.

Brian Bedol, que iniciou o clássico Sports Network na década de noventa, e seu sócio Ken Lerer, o co-fundador do The Huffington Post, receberam fundos para quatro canais: Rede A, um canal de esportes radicais, KickTV, sobre futebol; ComedyOfficial,dedicado a shows de humor; e o LookTV, um canal sobre moda e beleza. O jornal The Onion, a revista Slate, e o Wall Street Journal também estão criando canais, assim como as editoras Hearst e Meredith. Até mesmo a Disney, que não tinha permitido que seus filmes fossem exibidos no YouTube até novembro, concordou em uma parceria com a empresa.

É possível que o YouTube esteja se arriscando demais ao mudar tão drasticamente, da antiga anarquia do conteúdo gerado pelo usuário para este novo conceito de YouTV, onde o controle e a vigilância estão centralizados no coração do Googleplex. Em sua tentativa de aumentar o tempo de permanência no site, atrair mais espectadores e oferecer aos anunciantes um espaço personalizado com públicos bem definidos, o YouTube corre o risco de alienar seu público fidelizado, as “pessoas comuns” que gostam e produzem os vídeos caseiros. O MySpace sofreu uma redução acentuada no tráfego quando alterou a experiência do usuário com redesigns e anúncios. A Netflix perdeu mais de metade do seu valor de mercado e provocou uma revolta dos clientes depois de anunciar que iria separar a venda de streaming da venda de DVDs. É possível que o YouTube cometa um erro semelhante, oferecendo mais nichos do que seu público quer neste momento. Apesar de todas as informações que as novas empresas de comunicação têm sobre seus clientes, às vezes elas erram na hora de adivinhar quando estão prontos para uma mudança.

“Certamente não vai ser fácil”, disse Kyncl do novo empreendimento. “Há muito trabalho a ser feito antes de termos certeza de que o modelo funciona. Mas, como um amigo que acaba de conseguir um emprego em uma das grandes emissoras de TV me disse: ‘Pelo menos vocês estão mirando alto. Há um monte de outras pessoas que estão apenas sentadas, assistindo as coisas acontecerem’”.



Fontes: New Yorker - Streaming Dreams
 

Ações de jornais nos EUA caem 27% em 2011

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Texto publicado em: FNDC

04/01/2012 |
Rodrigo Manzano
Meio & Mensagem

Investimento publicitário em jornais foi o pior dos últimos seis anos, prevê NAA

As empresas jornalísticas norte-americanas com capital aberto acumularam perda média de 27,1% em 2011. Das onze companhias listadas em bolsa, apenas a News Corp., de Rupert Murdoch, terminou o ano no azul (10,7%).

A maior perda foi da Lee Enterprises (-71,3%), que edita 54 diários regionais e declarou falência em dezembro como medida de refinanciamento de sua dívida. As ações da Lee estavam cotadas em US$ 2,46 no último dia de 2010 e caíram a US$ 0,705 em 31 de dezembro último. Outras perdas significativas foram The McClatchy Company (-48,8%) e a texana A.H. Belo (-45,4%).

Em parte, a crise das editoras se explica pela retração do volume de investimentos em publicidade no mercado de jornais norte-americano. Dados da Newspaper Association of America (NAA) revelam que, pelo sexto ano consecutivo, os investimentos em mídia jornal foram decrescentes e, em 2011, estima-se que o volume total tenha sido de aproximadamente US$ 24 bilhões, menos da metade de 2005 (US$ 49,4 bilhões), quando alcançou o melhor resultado das últimas duas décadas.
 

Brasil já é o 4º país em uso do Facebook e o que mais cresceu em 2011

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Texto publicado em: IDG Now!

Publicada em 04 de janeiro de 2012 às 14h17
Atualizada em 04 de janeiro de 2012 às 14h36


País registrou aumento de 300% em número de usuários ativos no site, que saltaram de 9 milhões para 35 milhões em apenas um ano.

Realmente o Orkut já parece ser coisa do passado para os brasileiros, que adotaram em massa o Facebook. O Brasil fechou 2011 como o quarto em número de usuários ativos na rede social, além de ser sido a nação com maior crescimento no período. As informações são do especialista Nick Burcher, que utilizou dados do próprio site com estatísticas que levantou de 2008 para cá.

Segundo os números, o Brasil fechou o ano passado atrás apenas dos EUA, Indonésia e Índia na maior rede social do mundo. Para isso, foi preciso um crescimento de impressionantes 300% na temporada, indo de 8,8 milhões em 2010 para 35 milhões um ano depois. Se olharmos para os dados de 2008, o crescimento é ainda mais assustador, já que naquele ano o Brasil tinha apenas 200 mil usuários no site.

Mas apesar desse salto nos números, o Brasil ainda continua muito atrás do líder Estados Unidos, que possui quase 160 milhões de usuários no site, número muito maior do que os da Indonésia e Índia, que ficaram em segundo e terceiro no ranking, respectivamente, com cerca de 41 milhões de usuários no Facebook. A Índia também registrou um bom crescimento no ano, de quase 140%.

Se mantiver um crescimento próximo de 300% em 2012, o Brasil pode até mesmo fechar o ano na segunda colocação, com bastante folga para quem ficar para trás.

O top 10 dos países é completo por México, Turquia, Reino Unido, Filipinas, França e Alemanha. Os nossos hermanos argentinos aparecem logo em seguida, na 12ª colocação, com 17 milhões de usuários.
 
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