Intercom Sudeste - DT de Jornalismo

sexta-feira, 29 de junho de 2012

No encontro dos pesquisadores no grupo de trabalho da Divisão Temática em Jornalismo, coordenado pela Prof. Dra. Iluska Coutinho, os textos procuraram analisar as transformações no jornalismo causadas pelas novas tecnologias e ascensão de chamada "nova classe C".

Para o público em geral, não há transformações que possam ser percebidas sem um olhar mais treinado. Mas, pelo que foi apresentado aqui é possível ver claramente que mudanças estruturais importantes estão ocorrendo, principalmente, no telejornalismo, muito influenciado pela pesquisa em audiência, tema da pesquisadora tCarla Polake, funcionaria da Rede Record de Televisão.

Carla afirmou que e acensão da classe C e as pesquisas de audiência estão revolucionando o telejornalismo. Como exemplo, Carla apresentou a mudança na postura dos apresentadores do JN, completamente distinto dos padrões globais à época de Cid Moreira.

Sessões como esta são de grande importância para o estudo do telejornalismo visto que este gênero televisivo é o preferido por mais de 65% dos espectadores de televisão.
 

Intercom Sudeste

Solenidade de abertura do Intercom Sudeste, em Ouro Preto/MG, tendo como palestra inicial Futebol e Comunicação com Ronaldo Helal (UERJ) e mediação de Juçara Brites (UFOP).

 

Começa o intercom Sudeste

Com as apresentações de praxe, realizou-se nesta quinta-feira, 28/06, a solenidade de abertura do Intercom Sudeste 2012, tendo como tema principal: Esporte, Comunicação e Mídia. Tema claramente escolhido devido à proximidade dos eventos mundiais da Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

Esta edição do intercom regional atraiu vários estudantes do sudeste brasileiro, ao ponto das inscrições serem enceradas visando um ambiente tranquilo nas várias atividades previstas para o congresso.

Durante os três dias de congresso, professores, pesquisadores e estudantes irão apresentar artigos, projetos de pesquisa e trabalhos de graduação nas mais diversas áreas da comunicação. Os alunos de graduação tem uma expectativa a mais, pois concorrem ao prêmio Expocom, onde trabalhos realizados em suas universidades nas disciplinas dos cursos de comunicação, buscam uma vaga na competição nacional a ser realizada no Intercom nacional em Fortaleza, dos dias 03 a 08 de setembro deste ano.

Todos os textos apresentados no congresso regional poderão ser acessados no portal de pesquisa da entidade no endereço eletrônico:

Continue acompanhando as informações e cobertura do congresso no blog Convergência Midiática.
 

iPhone mudou hábitos, transformou competição e criou novos mercados

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Texto publicado em: FNDC Marina Goulart Zero Hora - Online
Smartphone criado por Steve Jobs completa cinco anos de história revolucionária na sexta-feira
Há quase cinco anos, no dia 29 de junho de 2007, milhares de consumidores se aglomeraram em frente às lojas da Apple nos Estados Unidos para comprar um produto que iria revolucionar a história da telefonia celular. Era o primeiro dia de vendas do iPhone. Não foi o primeiro smartphone do mundo, mas foi o primeiro a se tornar objeto de desejo, atraindo multidões e criando até uma nova classe profissional: a dos criadores de aplicativos.

— O iPhone foi o primeiro a exercer uma atração visceral. É um aparelho atraente em seu design e em performance, porque consegue oferecer comunicação e entretenimento. A partir do lançamento, tudo mudou no mundo das telecomunicações — diz a analista de telecomunicação do Gartner Elia San Miguel.

Antes do iPhone, os smartphones permitiam o acesso a internet, mas não faziam isso de forma prática ou atraente. Para instalar um programa no telefone, era necessário fazer o download no computador e usar um cabo para transferir o software ao celular. Smartphone era só para o público corporativo, que precisava de funcionalidade.

Além do visual inovador, que eliminava praticamente todos os botões para dar ênfase à tela sensível ao toque, o que se consolidou como um novo padrão para os smartphones, o que mais influenciou essa revolução foi a cultura da oferta de aplicativos, que permite agregar infinitas funções ao telefone de maneira personalizada, relegando a função de falar a uma posição secundária. De acordo com dados divulgados na última conferência da Apple, já foram baixados até hoje mais de 30 bilhões de aplicativos da App Store.

— A introdução de aplicativos mudou todo o modelo de negócios do mercado. O que passa a importar não é a marca ou o modelo do aparelho, mas o sistema operacional e o número de aplicativos que existe para cada um — avalia Bruno Freitas, analista do IDC.

Quando Steve Jobs anunciou os detalhes do iPhone, em janeiro de 2007, ele declarou que a invenção estava cinco anos a frente de seu tempo. Um cálculo certeiro. Demorou cerca de dois anos para que os outros fabricantes começassem a lançar produtos concorrentes.

O Android, que é o sistema operacional mais popular da atualidade para smartphones, só surgiu em 2009. Por ser uma plataforma oferecida por um número maior de fabricantes, inclusive com modelos bem mais baratos que o iPhone, já ocupa 60% desse mercado. Mas só agora estão surgindo aparelhos que podem competir com o design, performance e funcionalidade do iPhone, como o Windows Phone da Nokia e o Samsung Galaxy S3 da Samsung.

E não foi só o mercado de telefonia que mudou por causa do iPhone. Toda a cultura multimídia e de onipresença online foi acelerada pelos smartphones que levam conexão a qualquer lugar.

— O iPhone conseguiu alavancar essa personalização do uso da tecnologia. Eu coloco a aplicação que eu quero. Eu coloco as músicas que eu gosto. E também tenho minha rede social, minha foto, minhas subredes com a família. Para os próximos anos, a tendência é que haja um crescimento nos serviços de cloud (armazenamento de arquivos na nuvem) porque cada vez mais as pessoas vão querer sincronizar o smartphone ao tablet e ao computador e acessar o mesmo conteúdo em todas as plataformas — conclui Elia San Miguel.

marina.goulart@zerohora.com.br
 

Intercom Sudeste

Dos dias 28 a 30 de junho, acontece em Ouro Preto/MG, o Intercon Sudeste. E o Convergência Midiática fará a cobertura do evento. Acompanhe aqui no blog.


Texto publicado no site da Intercom

O Intercom Sudeste 2012 – congresso de comunicação que será realizado de 28 a 30 de junho em Ouro Preto-MG – é um evento regional, mas atraiu o interesse de todo o país. O evento, organizado inicialmente para professores, pesquisadores, profissionais e alunos de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, extrapolou essas fronteiras e vai receber participantes de muitos outros Estados brasileiros. Do Paraná, por exemplo, são 15 inscritos; do Distrito Federal, 13. Além desses, também há participantes da Bahia, Tocantins, Pará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

De acordo com a coordenação do Intercom Sudeste 2012, esse perfil de inscrição é um acontecimento atípico, já que, normalmente, somente os congressos nacionais recebem pessoas de todos os lugares do país. No entanto, como afirma a coordenadora, professora Nair Prata, “é uma honra para nós receber tanta gente, de tantos Estados brasileiros. Isso mostra a importância que o Intercom Sudeste adquiriu no cenário comunicacional do país”.

Ainda segundo a professora, a grande procura pelo congresso deve-se a diversos fatores, como o cenário histórico e a tradição universitária de Ouro Preto; a programação de peso que foi feita e a ampla divulgação do evento. Nesse sentido, os participantes do Intercom Sudeste 2012, tanto da região como de outros Estados brasileiros, “podem esperar um congresso bem organizado, com uma programação acadêmica que prima pela excelência e também uma programação cultural variada. Tudo isso, é claro, com a famosa hospitalidade mineira”, garante a professora Nair.

As inscrições para o Intercom Sudeste 2012 tiveram que ser encerradas antes do prazo, por causa do esgotamento da capacidade do atendimento de tantas pessoas e o evento bateu todos os recordes das edições regionais em número de inscritos.
 

AL terá 10 milhões de residências conectadas à TV digital por ano

terça-feira, 26 de junho de 2012

Texto publicado em: Telesíntese

Brasil terá 47 milhões de residências com acesso a TV digital em 2017


A América Latina fechou 2011 com um terço das residências com sinal de TV Digital, valor baixo mas significativamente maior do que o registrado um ano antes, de um quarto, de acordo com levantamento da Digital TV Research. Em 2017, a previsão da empresa é que três quartos das residências da região contarão com sinal de TV digital, um incremento de mais de 10 milhões de residências por ano.


Dos 63 milhões de residências que receberão sinal digital, 15 milhões serão via DTH. As conexões digitais via cabo alcançarão 14,5 milhões, enquanto as conexões de TV à cabo analógicas devem cair para 8 milhões. IPTV acrescentará 4,3 milhões de assinantes. 


O DTT acrescentará 29 milhões de residências entre 2011 e 2017. As conexões DTH superaram, em 2011, as conexões à cabo tanto no Brasil quanto no México. O mercado local, o maior da região, acrescentará 28 milhões de residências com acesso à TV digital em todos os tipos de plataformas até 2017, totalizando 47 milhões. O México proverá acesso a mais 17 milhões de residências e alcançará 26 milhões.
 

Novela Carrossel, do SBT, ganha portal interativo para TV digital

Texto publicado em: Administradores
O portal já aparecia durante a apresentação do Jornal da SBT, reunindo previsão do tempo, notícias e o trânsito nas principais cidades brasileiras
Por Redação Administradores, www.administradores.com.br

A partir de agora, os pequenos fãs da novela Carrossel poderão utilizar o Portal Interativo SBT, na TV digital. A nova plataforma lançada pelo SBT permite que seus telespectadores tenham acesso a um conteúdo exclusivo referente ao programa, com informações sobre os próximos capítulos, personagens, fotos e notícias dos bastidores, ao mesmo tempo em que o conteúdo principal vai ao ar.

O portal já aparecia durante a apresentação do Jornal da SBT, reunindo previsão do tempo, notícias e o trânsito nas principais cidades brasileiras. Os serviços foram escolhidos por meio de uma pesquisa realizada junto ao público. A tecnologia funciona através do middleware Ginga, presente em aparelhos de TV ou conversores (receptores externos de TV Digital), é gratuita e não necessita de conexão com internet para funcionar, somente do controle remoto.

Enquanto a novela é transmitida, um ícone com a letra "i" aparecerá no canto superior direito, então basta apertar "ok" e o portal aparecerá na tela.

 
 

Mundo hiperconectado força empresas a mudar estratégia de comunicação

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Texto publicado em: FNDC

Monica Campi
INFO Online

São Paulo - Como gerir uma empresa em um mundo hiperconectado? Com esta pergunta sobre a mesa, a diretora de redação da INFO, Katia Militello, mediou um debate entre presidentes de três grandes empresas, todas elas ligadíssimas em tecnologia. Discutiram o tema o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, o presidente da Nextel no Brasil, Sergio Chaia e o presidente da HP Brasil, Oscar Clarke.

Os executivos concordaram que as companhias que presidem vivem um momento de transição na forma de comunicar-se com seus consumidores. Além dos canais tradicionais como SAC, as companhias têm que lidar com a manifestação de seus clientes em redes como Facebook, Twitter e YouTube. “A boa comunicação é o caminho, a luz e a vida para uma empresa. Eu, por exemplo, gosto de receber todo tipo de mensagem em meu e-mail, até mesmo reclamações de produtos com defeito, e costumo responder pessoalmente a todas elas”, afirmou Clarke, para quem as empresas não podem ficar desatentas às críticas que sofrem na web. “Quando respondemos uma dúvida de um cliente pelo Twitter, essa resposta também pode ajudar muitos outros usuários, além de permitir desafogar nosso call center.

As críticas existem, mas os elogios também se proliferam pelas redes”, afirmou Chaia, da Nextel, argumentando que a “indicação de um amigo” – via rede social ou conversas pessoais entre clientes – responde por até 70% dos novos clientes captados a cada mês pela Nextel. Além da preocupação com a imagem de suas empresas e produtos junto aos consumidores online, os executivos ressaltaram a importância de criar um ambiente de trabalho mais flexível e conectado.

O uso das redes sociais no ambiente de trabalho, por exemplo, foi definido como uma forma de tornar os funcionários mais colaborativos e não como uma ameaça a produtividade. “Há algum tempo nossa empresa bloqueava o acesso a redes sociais nos PCs do trabalho, mas isso gerava uma redução na produtividade pois muitos colaboradores passaram a gastar mais tempo no banheiro. Eles deixavam sua mesa para acessar suas contas pessoais nas redes via celular por alguns minutos”, disse Chaia, que optou por liberar o uso das redes no trabalho. “As pessoas ficaram mais satisfeitas e corremos menos risco de perder talentos”, afirmou.

Para os executivos, a ideia de que brasileiro não cumpre suas responsabilidades é falsa, pois todos possuem bom senso e a noção de que precisam realizar seu trabalho. “O grau de liberdade para as pessoas trabalharem no horário e local onde quiserem foi uma das decisões tomadas pela Microsoft há vários anos. Nosso retorno foi uma melhora na produtividade dos funcionários”, afirmou Levy. “A tecnologia ajuda a trabalhar de qualquer lugar e a qualquer hora do dia e isto tem um alto impacto na satisfação profissional”, afirmou presidente da Microsoft Brasil.

Chaia foi mais além e afirmou que a conectividade faz as pessoas trabalharem mais, pois não há uma divisão clara entre o tempo profissional e o pessoal. “Cabe às empresas criarem ambientes online que façam as pessoas se sentirem bem e que isso retorne em produtividade para a empresa”, afirmou. Uma solução sugerida pelos executivos é a opção de o funcionário trabalhar em casa regularmente, reduzindo também os custos para a empresa e gerando bem-estar para o profissional. “Um exemplo disso é o uso da computação em nuvem pelas empresas, tecnologia que libera recursos”, completou. “Home Office é um modelo pouco usado no Brasil em função de restrições legais, mas, nos Estados Unidos e Europa, é muito comum. Gostaríamos de ampliar a adoção desta prática no país, mas ainda enfrentamos muitos problemas trabalhistas”, criticou Clarke.
 

Regulação da mídia: o conteúdo nunca foi o problema

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, participou de um seminário realizado pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), na última quarta-feira (20/6),onde afirmou que não há motivos para se confundir a regulação da mídia com qualquer tipo de censura ao conteúdo das emissoras.

A questão é que o conteúdo nunca foi o problema. Pelo contrário, a questão de censura ao conteúdo sempre foi utilizada como forma de confundir a opinião pública criando a falsa impressão de que a regulação da mídia é controle e censura à imprensa.

Mas os radiodifusores estão mesmo é preocupados com outras medidas que impactarão seus negócios, tais como o fim da propriedade cruzada e a regionalização da programação. Ou seja, os artigos 221 e 222 da Constituição brasileira que desde 1988 ainda não foram regulamentados por pressão do oligopólio de comunicação no Brasil.

Abaixo noticia publicada no site do FNDC

Governo não irá interferir no conteúdo de TV e rádio, diz ministro
21/06/2012 |
Redação Portal Imprensa
Foto: Arquivo Ministério do Planejamento



Em seminário realizado pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o ministro das Comunicações Paulo Bernardo afirmou, na última quarta-feira (20/6), que o governo não interferirá no conteúdo transmitido por emissoras de rádio e TV.

O ministro destacou que "não se pode confundir o debate da regulamentação setorial com o debate sobre o jornalismo ou o comportamento dos meios de comunicações". "Não há razão alguma para que o debate sobre regulação venha a ser confundido com ameaça à liberdade de expressão no Brasil. E cumpre destacar que, nos últimos anos, a liberdade de manifestação de ideias fluiu com vigor no país”, explicou o ministro.

Segundo o portal G1, autoridades e empresários debateram, no seminário, questões sobre o futuro da radiodifusão no Brasil. João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, esteve no encontro que, entre outros assuntos, abordou as novas regras para as telecomunicações. O debate tem gerado polêmica, mas Paulo Bernardo negou o interesse do governo em interferir no conteúdo das programações de rádio e TV - o que para alguns significaria a volta da censura a meios de comunicação.

Emanuel Carneiro, presidente da Abert, afirmou que o governo terá o apoio do setor de radiodifusão ao negar intervenção no conteúdo. “Estamos vivendo no Brasil neste momento uma liberdade de imprensa que foi duramente conquistada e precisa ser preservada porque isso custou muito sacrifício, inclusive de vidas humanas”.
 

Padrão brasileiro de TV Digital abre oportunidades a desenvolvedores Java

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Texto publicado em: CRN Brasil
Oracle calcula 130 mil programadores no Brasil e projeta boom de mercado de serviços distribuídos via televisão a partir do próximo ano


O Brasil aprovou o uso do Java em seu Padrão de TV Digital. O movimento abre um mercado para os aproximadamente 130 mil desenvolvedores brasileiros que atuam com a plataforma. A expectativa é um boom nesse mercado a partir de 2013, a partir da evolução do programa e queda de preço dos dispositivos com mais interatividade. “É uma tecnologia nova.

A TV vai criar um novo paradigma para pessoas de qualquer renda, com acesso a conteúdo e interação de uma forma diferenciada”, aposta Dimas Oliveira, consultor de vendas da Oracle. A fabricante acredita em uma ampla adesão dos produtores de televisores e settop box ao padrão, que aumentarão a oferta de soluções interativas e de inclusão digital. Atualmente, já existem alguns aparelhos com esses recursos – mas a proporção ainda é muito tímida. A ideia é que uma popularização de aparelhos mais sofisticados impulsione serviços diversos distribuídos via TV. “O que vai determinar o sucesso ou não da plataforma será o desenvolvimento”, comenta. “Esses desenvolvedores podem criar os mais diversos aplicativos interativos, seja para transmissão de conhecimento, conscientização, educação, cultura, lazer, comércio, etc.

Para isso, os fabricantes de equipamentos de televisão e de settop-box têm apenas de incluir em seus produtos o middleware interativo DTVi, que roda em máquina virtual Java – Oracle JVM, cujo padrão de qualidade se diferencia pela flexibilidade, robustez, certificação e padronização, garantindo a continuidade da oferta e que o mercado não sofra fragmentação”, detalha um comunicado da fabricante sobre o tema.

Os programadores forneceriam soluções a emissoras e retransmissoras, produtoras de conteúdo e anunciantes. Na visão do consultor, a interatividade propiciará que a população acesse, através dos televisores, serviços bancários e públicos, por exemplo. A plataforma também permitirá novas modalidades de comércio (T-commerce, como foi batizada as negociações via TV digital), a partir de ofertas segmentadas e do relacionamento com telespectadores. “Hoje, cada TV tem seu próprio ambiente de desenvolvimento.

A ideia do Ginga é que, independente do fabricante ou desenvolvedor de software, o aplicativo funcionará em qualquer marca de aparelhos”, explica Oliveira. Oliveira vislumbra um mundo onde as aplicações para TV digital seguiriam uma lógica similar ao mercado de telefonia móvel, no qual um próximo passo seria a abertura de canais alternativos de conteúdo de outra fonte que não seja o broadcaster, o que ajudaria a dar escala ao conceito. Sem dimensionar de maneira precisa o quanto esse mercado movimentaria, ele mostra-se otimista. “É um mercado mais interessante do que o de dispositivos móveis”, compara.
 

Ciber mídias: livro aborda a convergência entre os meios de comunicação

terça-feira, 19 de junho de 2012

Organizado pelo professor Dr. Sebastião Squirra, o livro “Ciber mídias: extensões comunicativas, expansões humanas, apresenta 10 artigos que abordam a questão da convergência dos meios de comunicação e sua influência na construção de uma cultura digital que está moldando novos padrões e hábitos na sociedade global, onde a audiência está cada vez mais fragmentada e distante daquela que se formou durante a Revolução Industrial.




Agora, não só a audiência é fragmentada, como a própria comunicação, sendo construída nos diversos dispositivos comunicativos. As fragmentações comunicativas das multitelas da atualidade, materializadas nos diversos displays audiovisuais do presente ampliam e explodem os acanhados cenários uni-imagéticos do tempo anterior (analógico).

Os artigos percorrem desde a construção de um novo discurso, apresentado por Salvador Faro, até a difícil análise dos benefícios maléficos ou não desta nova estrutura comunicativa, abordado por Silma Battezzati e Joaquim Valverde. Os demais textos abordam tanto questões estéticas como práticas, questionando, inclusive, o modelo de negócio da televisão aberta no Brasil que tende a se repetir na TV digital, mas que certamente enfrentará obstáculos diferentes à época da implantação da televisão no Brasil. Materiais como este são importantes no contexto atual, pois auxiliam na busca por um caminho que seja mais fácil de ser trilhado durante esta convergência e migração dos conteúdos para o formato digital.

Lista de artigos publicados


1 – Tecnologia digitais e pontilhamento discursivo. – José Salvador Faro


2 – Narrativas “tageadas” nos fluxos sociais. – Pollyanna Ferrari


3 – A produção de conteúdos digitais interativos como estratégia para o desenvolvimento: um estudo sobre a experiência latino-americana em TV Digital. – Cosette Castro


4 – A cibercomuicação em um wikipaper colaborativo. – Sebastião Squirra 


5 – Interação Humano-computador e comunicação social: uma proposta de modelo interativo de disciplinas. – Amyres Fernandez 


6 – Medição da audiência e as tecnologias digitais. – Valdecir Becker 


7 – Jornalismo e videogames: a produção de novas narrativas jornalísticas e a formação em jogos eletrônicos. – Antonio C. Brasil


8 – A imagem e a composição visual em TV digital. – Willians Cerozzi Balan


9 – TV digital aberta no Brasil: perspectivas para um novo modelo de negócios. – Francisco Machado Filho  


10 – Mídias Digitais: anjos ou demônios. – Silma Bettezzati, Joaquim Valverde 






Serviço: SQUIRRA, Sebastião (Org.) Ciber midias: extensões comunicativas, expansões humanas. Porto Alegre. Buqui, 2012.
ISBN – 978-85-65390-10-1
Págs. 238
 

A terceira revolução industrial

texto publicado em: FNDC


Roberta Paduan e Daniel Barros
Exame

Para o economista Jeremy Rifkin, o telefone e o petróleo abriram caminho para a Segunda Revolução Industrial. Agora, as energias limpas e as redes inteligentes estão preparando a próxima grande onda Rio de Janeiro - O economista americano Jeremy Rifkin é um dos pensadores mais influentes da atualidade. Professor da escola de negócios Wharton, da Universidade da Pensilvânia, Rifkin é conselheiro da União Europeia e interlocutor frequente da chanceler alemã Angela Merkel. Há alguns anos, Rifkin se propôs a demonstrar que era viável colocar as diversas fontes de energia renovável no centro da matriz energética mundial. O assunto evoluiu e foi transformado em livro, A Terceira Revolução Industrial, que chega às livrarias brasileiras neste mês. No livro, Rifkin prega que todos os prédios — residenciais ou comerciais — podem ser transformados em pequenas usinas de energia. “Se o Brasil adotar esse modelo, pode ser a Arábia Saudita das energias renováveis e um dos líderes do século 21”, diz Rifkin.

 EXAME - O que o senhor chama de Terceira Revolução Industrial?

Jeremy Rifkin - Quando estudamos história, vemos que as grandes revoluções econômicas acontecem quando há convergência de transformações nas áreas de comunicações e de geração de energia. No século 19, saímos da prensa manual para a máquina a vapor e pudemos fazer impressões em massa a preços baixos. Isso possibilitou a criação de escolas na Europa e nas Américas e a educação da força de trabalho, o que conduziu à Primeira Revolução Industrial. O telefone, o rádio, a TV e o petróleo abriram caminho para uma sociedade de consumo de massa, a Segunda Revolução Industrial. Movida pelos veículos automotores, essa fase agora está chegando ao fim. Teremos de encontrar outras fontes de energia, porque alcançamos o pico mundial da produção de petróleo. Toda vez que o preço do barril chegar a níveis como o de julho de 2008, quando atingiu 147 dólares, todos os preços vão subir, as pessoas vão deixar de consumir e o sistema vai parar. Isso acontece porque quase tudo é feito de petróleo: celulares, fertilizantes, pesticidas, medicamentos, materiais de construção, energia elétrica e combustíveis. A produção de petróleo cresce, é verdade, mas a população também aumenta, principalmente com a expansão do número de consumidores de países emergentes, como é o caso do Brasil.

EXAME - E o que está substituindo o modelo da Se­gunda Revolução Industrial?

Jeremy Rifkin - As últimas décadas foram marcadas por uma profunda mudança na área de comunicações, fruto do computador pessoal e da internet. Hoje, há 2,3 bilhões de pessoas mandando os próprios vídeos, fotos e textos para a rede. E o mais incrível é que fizemos isso em 20 anos. A internet é colaborativa e nela o poder não é mais hierárquico. Ao mesmo tempo, estamos evoluindo no sentido de ter uma geração de energia disseminada, feita no nível do indivíduo. Essa é a grande transformação no campo da energia.

EXAME - Como é possível que as pessoas produzam energia individualmente?

Jeremy Rifkin - Primeiro, é importante lembrar que há energias renováveis espalhadas por todo o mundo: solar, eólica, geotérmica, de biomassa e das ondas. Se as fontes renováveis estão em todo lugar, por que somente colhê-las em alguns poucos pontos? Por que não converter os 191 milhões de prédios espalhados pelos países da União Europeia em miniusinas verdes, com painéis fotovoltaicos no teto, aerogeradores na lateral e conversores de lixo em biomassa? Os prédios são os principais consumidores de energia elétrica e em emissões de gás carbônico.

EXAME - Isso já acontece em algum lugar?

Jeremy Rifkin - Alguns prédios novos na Europa geram mais eletricidade do que usam, como é o caso de um complexo de escritórios em Paris. Quando esse modelo se disseminar, movimentará a economia francesa gerando milhões de empregos. A Alemanha, que é o motor econômico da Europa, já converteu 1 milhão de prédios em usinas parciais. Esse processo criou 370 000 empregos diretos. Hoje cerca de 20% de sua matriz energética é de fontes renováveis. O objetivo é chegar a 35% em 2020. O encaixe perfeito ocorrerá quando for criada uma rede de distribuição que permita o compartilhamento dessas energias por todos os usuários. Mas não resta dúvida: a Europa já começou a Terceira Revolução Industrial.

EXAME - Como funciona essa rede?

Jeremy Rifkin - É aí que a revolução nas comunicações converge com a revolução na geração de energia. Já é possível digitalizar a rede de energia — que é unidirecional — e transformá-la em uma rede bidirecional, para que leve energia ao usuário final, mas também receba a energia produzida por ele. Quando milhões e milhões de prédios estiverem gerando energia elétrica e estocando eletricidade — e já há meios para isso —, poderão usar um software para vender o excesso entre cidades ou países. A Alemanha já está testando uma rede elétrica inteligente em seis regiões. Pense que todas as grandes montadoras terão veículos elétricos até 2015. No futuro, quando os prédios funcionarem como miniusinas de energia, os carros elétricos poderão ser abastecidos num desses edifícios que geram e armazenam energia, ou seja, em qualquer rua de qualquer cidade.

EXAME - O senhor diz que devemos perseguir uma sociedade de baixo carbono. Isso significa que devemos parar de buscar petróleo?

Jeremy Rifkin - Não. Precisaremos de petróleo para o que não temos substitutos, como lubrificantes, alguns processos químicos, produtos farmacêuticos, materiais de construção, fibras sintéticas e uma série de outros produtos. Não devemos é usar combustíveis fósseis para transporte e geração de energia elétrica.

EXAME - Como o Brasil deveria lidar com o petró­leo do pré-sal?

Jeremy Rifkin - O Brasil tem a chance de usar parte dos recursos do petróleo para criar um modelo energético baseado em eletricidade verde. Caso contrário, o país estará voltado para o século passado. O Brasil pode ser a Arábia Saudita das energias renováveis. Tem mais potencial de geração de energia renovável que qualquer país do mundo. Todo prédio brasileiro deveria ter painéis solares no teto e nas paredes externas. Deveria haver geradores de energia eólica por toda a costa. O Brasil pode liderar a Terceira Revolução Industrial na América Latina, como a Alemanha está fazendo na Europa. Apostar apenas no petróleo levaria o país a ser uma nação de segundo escalão. Gostaria de conversar sobre isso com a presidente Dilma Rousseff.

EXAME - O que o senhor espera da Rio+20?

Jeremy Rifkin - Creio que haverá boas discussões, mas a conclusão será que é preciso haver um plano econômico. Metas de redução de emissão de CO2 parecem uma punição. O que será visto com cada vez mais força, inclusive no Rio de Janeiro, é a discussão de um novo paradigma econômico. Algo que trate de mudanças climáticas, das energias renováveis, mas que amplie nossa visão sobre o problema. Vale sempre ressaltar: a busca da eficiência energética cria empregos e negócios em larga escala.


EXAME - Como o senhor responde a quem consi­de­­ra seu plano utópico?

Jeremy Rifkin - As empresas e os governos com os quais trabalho não estão interessados em utopia. Estamos tentando criar um novo modelo econômico que seja viável, que nos liberte do carbono, que movimente a economia, que gere empregos. Sabemos que funciona porque estamos testando. Daimler, GM, Toyota, Bosch, Siemens, Cisco, Philips e IBM são empresas utópicas? Elas estão fazendo exatamente o que estou falando. Em breve teremos carros movidos a hidrogênio. Isso é utopia?
 

A solução é alugar o Brasil?

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Texto publicado em: FNDC


Eugênio Bucci*
Estadão


O compositor Raul Seixas morreu no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Deixou canções que acabaram se tornando clássicas, pois hoje nos acostumamos a chamar de "clássicos" os produtos da indústria cultural, assim como se dizem "clássicos" aqueles jogos de futebol em que se enfrentam times famosos. Raul Seixas, de todo modo, não é mercadoria barata. Merece ser ouvido até hoje. Principalmente hoje. Seus refrões ressoam como fundo musical irônico da cena política nacional. Um desses refrões a gente escuta em Aluga-se, em que ele propunha, como num discurso de candidato, sua bandeira mais que satírica: "A solução é alugar o Brasil". Naqueles tempos, o roqueiro baiano criticava o que se chamava de "entreguismo", dizendo que era hora de "dar lugar pros gringo entrar". Agora o termo "entreguismo" saiu de moda. A conversa é outra. Nos dias atuais, a letra de Raul é evocada por uma prática que virou febre: o aluguel de horários em emissoras de televisão. Por brasileiros mesmo, ao menos por enquanto.

Antes de descortinarmos os mistérios da locação das ondas eletromagnéticas, porém, seria recomendável, para benefício da clareza, uma breve recapitulação das regras jurídicas desconexas que transformaram o setor numa mistura de rock baiano, carnaval, privilégio e macumba. Depois cuidaremos do aluguel do Brasil. Como todos sabem (e quase todos fingem não saber), não há marco regulatório que discipline essa área no Brasil. O que existem são retalhos de leis engruvinhadas e decretos estrábicos, embaralhados num cipoal que, sem trocadilho, é a própria selva. Desde 1962 (data do Código Brasileiro de Telecomunicações), passando pelos rearranjos autoritários de 1967, até os improvisos e puxadinhos jurídicos que se amontoaram com o fim da ditadura, o espectro eletromagnético nacional é uma terra de ninguém. A Constituição de 1988 definiu as emissoras de rádio e de TV como serviço público que deveria estar a salvo de oligopólios e monopólios. Como nunca houve lei que regulamentasse as boas intenções constitucionais, até hoje a administração pública não tem uma medida numérica do que seja monopólio. Sem essa medida, não se consegue regular o setor. Além disso, a mistura de igrejas com emissoras é um festim pagão, sem regra nenhuma. Para complicar um pouco mais, autoridades públicas e parlamentares são acionistas ou donos ocultos de redes de rádio e televisão, nas quais eles mandam como coronéis eletrônicos. Em resumo, o que ocorre no Brasil é incompatível com qualquer modelo democrático, seria considerado ilegal nos Estados Unidos, na Europa ou no Canadá. E aqui terminamos nossa breve recapitulação histórica - que só se faz necessária porque, embora todos a conheçam, quase todos fingem não saber.

Sigamos adiante. Há pouco mais de uma semana, o jornal Folha de S.Paulo, em reportagem de Julio Wiziack, noticiou que o governo federal prepara um decreto para tentar pôr ordem - um pouco, pelo menos - no caos. O ponto mais forte dos planos do Palácio estaria na limitação do aluguel de horários, de horas e horas seguidas, dentro da programação de várias emissoras e de várias redes de rádio e de televisão. O leitor, que também é telespectador, sabe do que se trata. O mecanismo tem servido para pastores evangélicos comprarem faixas fixas da programação. De posse de seus horários, eles difundem suas religiões e angariam fiéis contribuintes. O negócio dá sinais de ser bem sustentável, e prospera. No mesmo filão estão essas telelojas de quinquilharias, que vendem panelas, tapetes, brincos, relógios e armários embutidos nos horários que também alugam na TV. Com grande sucesso. Embora a plateia não proteste (quem nunca comprou pela TV um jogo de facas Ginsu ou uma cartela de meias Vivarina que atire a primeira pedra), é necessário que a prática seja interrompida, pois ela ofende o princípio legal (e ético) da concessão pública. É um atalho privado que subverte a concessão pública.

Ao outorgar uma frequência de TV a uma empresa privada, credenciando-a a explorar comercialmente aquele canal (que é um bem público), o poder público a transforma em prestadora de serviço público. Para ser concessionária, a empresa deve atender a vários requisitos, que dão ao Estado a segurança de que ela saberá cumprir ao menos o que a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 221, exige das estações de rádio e televisão, de dar "preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas". Ora, se essa empresa, após ganhar a concessão, aluga o seu horário, ela abre mão de exercer o controle sobre aquela faixa da programação e delega esse controle a um terceiro que nunca passou por uma avaliação do Estado para prestar esse serviço público. De seu lado, aquele que obtém o horário mediante o pagamento de um aluguel está usurpando uma concessão pública que jamais obteve pelas vias legais normais. Claro que há justificativas jurídicas para essa locação - há justificativas jurídicas para tudo -, mas que ela agride o princípio da concessão pública, por favor, isso é mais do que evidente.

Por isso, enfim, é necessário que o aluguel de TV acabe ou, pelo menos, seja muito mais limitado do que é. Por isso, também, por alguns dias, o projeto do governo até soou como boa notícia. Mas aí veio o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), como este jornal noticiou na semana passada, e declarou que acabar com o aluguel de horário não está na agenda. Que pena. Que banho de água fria. No Brasil, o espaço público é representado, mediado e muitas vezes contido pelo que se passa dentro das programações das redes de TV. Se elas podem ser alugadas assim, sem mais nem menos, estamos alugando o Brasil. Sem tirar nem pôr. O ministro não é maluco beleza, mas não acha ruim. E Raul Seixas se diverte.


* JORNALISTA, PROFESSOR DA ECA-USP E DA ESPM
 

TVs ligadas caem 7% em um ano em SP

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Texto publicado em: FNDC

Cristina Padiglione
Estadão

O número de televisores ligados entre maio de 2011 e maio de 2012 caiu de 43,5 % para 40,4% na Grande São Paulo. Isso representa queda de 7% em telespectadores de televisão aberta, fechada, DVD e videogame. O número de TVs ligadas tem se mantido nos mesmos patamares nos últimos dez anos, daí a importância de se prestar atenção nessa queda como um diagnóstico relacionado ao acelerado aumento da internet de banda larga no País. O SBT, que em maio de 2011 tinha 5,9 pontos na média do dia, caiu para 5,7 em maio de 2012, mesmo com todo o sucesso de Carrossel. A Globo caiu de 16,6 para 15,5, a Record foi de 7,4 para 6,3 pontos. Só a Band se manteve, com 2,9 pontos.
 

Lei da TV Paga: mil horas de conteúdo brasileiro por ano

terça-feira, 5 de junho de 2012

Texto publicado em: FNDC

Redação
O Globo

Quando a Lei da TV Paga estiver plenamente em vigor, haverá uma demanda anual por mil horas de conteúdo audiovisual brasileiro inédito, prevê o diretor presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel. Rangel apresentou a regulamentação da nova lei a produtores, programadores e emissoras participantes do Fórum Brasil de Televisão, ontem de manhã, em São Paulo. Segundo ele, 13 milhões de brasileiros são assinantes de TVs pagas, número que deve dobrar nos próximos quatro anos. - Teremos mais conteúdo brasileiro na TV paga, o que estabelecerá uma demanda real para produções independentes - acredita Rangel.

Até 1º de setembro deste ano, todos os canais por assinatura terão de cumprir a primeira etapa de implementação da lei, ou seja, exibir em seu horário nobre (nos canais adultos, das 18h à meia-noite, e nos canais infantis, das 11h às 14h e das 17h às 19h) uma hora e dez minutos de programação nacional. A partir de 13 de setembro de 2015, data em que a lei estará plenamente em vigor, a cota mínima de exibição passa a ser de três horas e 30 minutos, no horário nobre.

Além disto, também daqui a três anos, todos os pacotes de TV por assinatura deverão oferecer um canal brasileiro para cada três estrangeiros classificados como espaço qualificado, ou seja, que exibem principalmente séries, documentários, filmes e animação. Canais de jornalismo e esporte não entram nesta regra e tampouco são obrigados a exibir a cota mínima semanal de programação nacional. Já a regra que limita a publicidade a 25% da programação de canais pagos vale para todos. Programas de variedades e reality shows só servirão para cumprir a cota se o formato for nacional. Canais musicais poderão incluir em sua programação nacional o registro de shows e festivais de música no Brasil, mesmo que incluam atrações internacionais.

A Ancine preferiu não regulamentar reprises com a expectativa, segundo Rangel, de que o mercado saiba dosá-las. Obras adquiridas para cumprir cotas poderão ser usadas durante um ano pela mesma programadora. Depois disto, elas podem ser vendidas. A partir de 2015, metade do conteúdo usado pelos canais para cumprir a lei deve ter sido produzido nos sete anos anteriores à sua exibição. A regra foi criada para estimular a compra e a criação de novos conteúdos. Financiamento e capacitação Para fomentar a produção, a Ancine anunciou a criação de uma linha de financiamento a produções independentes no valor de R$55 milhões.

Rangel informou também que mais R$400 milhões serão disponibilizados para captação ainda em 2012 pelo Fundo Setorial do Audiovisual, valor que complementa os R$119 milhões previstos anteriormente. - Precisamos produzir mais obras, em maior escala e com mais agilidade, para cumprir as obrigações da lei - explica Rangel, informando que após a regulamentação a Ancine irá se dedicar a aprimorar mecanismos de financiamento e de qualificação de profissionais, especialmente roteiristas e criadores de novos formatos. hã, em São Paulo. Segundo ele, 13 milhões de brasileiros são assinantes de TVs pagas, número que deve dobrar nos próximos quatro anos.
 

Perigo: TV aberta pode deixar de ser totalmente gratuita

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Uma notícia veiculada pelo jornal Folha de S. Paulo neste domingo, 03/06, afirma que o governo Dilma está preparando um pacote de medidas para tentar barrar (ou diminuir) o aluguel de horários na programação das emissoras abertas de televisão. Atualmente, os programas evangélicos são os grandes responsáveis pela compra de horários nas emissoras e, de acordo com a reportagem, a minuta do decreto, batizado de "novo marco regulatório da radiodifusão, proibirá expressamente essa ação comercial.

Até ai, tudo bem, a questão que chama a atenção é que ao final da reportagem, o texto nos informa que uma das maneiras de compensar as emissoras pela perda de receita com a venda do horários seria a permissão para que as emissoras prestem o serviço de transmissão de dados, atualmente restrito às empresas de telecomunicação. Diz o texto:

Hoje, as emissoras só podem fazer caixa com a venda de espaço publicitário -que pode ocupar, no máximo, 25% da programação. Ao permitir a comercialização do serviço de dados, o governo sinaliza para a expansão da TV digital no país e do sistema de interatividade que conecta a TV à internet. Esse serviço permitirá ao telespectador comprar produtos anunciados durante a programação clicando diretamente na TV. É essa conexão que poderá ser cobrada.

Como o decreto ainda não foi publicado não podemos verificar o que o governo entende por serviços interativos. Por exemplo: um jogo de futebol poderá ser visto na TV aberta gratuitamente, mas a partir do decreto a emissora que exibe o jogo poderá oferecer um serviço "plus" e cobrar por isso. O telejornal poderá ter um conteúdo a mais que somente quem pagar por ele poderá assistir.

A questão é: o governo federal entende que conteúdo não é serviço interativo? O que será considerado apenas transmissão de dados e não programação de TV? A TV aberta brasileira, por lei, deve ser gratuita, mas os serviços interativos a partir do decreto poderão ser cobrados. Caso não haja uma definição clara do que são dados e do que é conteúdo, poderemos ter uma TV aberta gratuita e um uma TV aberta paga em um mesmo canal, em uma mesma emissora.

E tem mais. Uma das guerras que está sendo travada entre as emissoras de TV e as empresas de telefonia é sobre o que fazer com a faixa de 700 Mhz, o chamado dividendo analógico. Os radiodifusores já manifestaram a intensão de permanecer com essa faixa de frequência. As empresas de telefonia também querem esse dividendo para oferecer serviços. Com essa permissão das emissoras de televisão comercializarem dados essa guerra ganha mais munição ainda.

É provável também que a interatividade em larga escala nas emissoras de TV agora ganhem novo impulso, pois a falta de um modelo de negócios definido certamente inibe os investimentos das emissoras neste serviço.

Temos que aguardar  e ficar atentos para que não se tape uma brecha e outra se abra na legislação da radiodifusão brasileira.

Link para a matéria da Folha de S. Paulo publicada no Jornal Correio do Povo de Alagoas - http://www.correiodopovo-al.com.br/v3/?p=28387
 

Dilma quer acabar com aluguel de horário na TV

domingo, 3 de junho de 2012

Texto publicado em: Jornal Correio do Povo
Atualizada em: 05/06/12 - 17:56


O governo federal prepara um pacote de medidas para fechar brechas da legislação de rádio e TV que permitiram o surgimento de um “mercado paralelo” ligado às concessões no país. A Folha teve acesso à última versão da minuta do decreto, que foi batizado pelo setor de “novo marco regulatório da radiodifusão”. Uma das mudanças de maior impacto é a proibição expressa do aluguel de canais e de horários da programação de rádio e TV.

A lei atual não proíbe a prática de forma explícita, o que permitiu o aumento de programas religiosos e exclusivamente comerciais, principais clientes desses horários. No fim de 2011, a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, por exemplo, alugava duas horas e cinco minutos semanais na Bandeirantes. Na Rede TV!, o apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, comprava cerca de dez horas e meia semanais. A rede de farmácias Ultrafarma ocupava quatro horas e meia com propagandas.


Leia também: Ministro nega fim de aluguem de tempo em TV


Na TV Gazeta, o Polishop detinha dez horas semanais para anunciar seus produtos. Os dados são do mais recente levantamento do Intervozes, organização que monitora a programação no país. Segundo a entidade, poucas são as emissoras que não entraram nesse negócio. Globo e SBT estão entre elas. A Record é um caso isolado porque seu fundador, Edir Macedo, também é o responsável pela Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo o Intervozes, a Record diz não ceder seu espaço a terceiros, mas não explica se paga pelos programas religiosos veiculados, uma forma de se enquadrar à legislação. Na TV Gazeta, são 26 horas semanais destinadas aos cultos da igreja.

INVERSÃO

O Ministério das Comunicações não quis comentar as mudanças e informou que o “novo marco” ainda será colocado em consulta pública. Caso o decreto seja sancionado como está, obrigará as emissoras a comprar os programas produzidos por terceiros -ao invés de receber pelo aluguel, como hoje. Consultadas, as principais redes não se pronunciaram. Apesar dos avanços, o governo não define os mecanismos que serão criados para fiscalizar a prática de eventuais irregularidades.

CONTRAPARTIDA

Ao acabar com o “mercado paralelo”, o governo cortará uma importante fonte de receita, mas, em troca, permitirá que as emissoras prestem serviços de dados -atividade restrita às empresas de telecomunicações. Hoje, as emissoras só podem fazer caixa com a venda de espaço publicitário -que pode ocupar, no máximo, 25% da programação. Ao permitir a comercialização do serviço de dados, o governo sinaliza para a expansão da TV digital no país e do sistema de interatividade que conecta a TV à internet. Esse serviço permitirá ao telespectador comprar produtos anunciados durante a programação clicando diretamente na TV. É essa conexão que poderá ser cobrada.

Por: folhaonline/assinantes
URL curta: http://www.correiodopovo-al.com.br/v3/?p=28387
 

Estudo: só 20% dos lares nas regiões N e NE acessam internet

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Texto publicado em: FNDC

Ricardo Santos
Terra Notícias

Após analisar os dados do estudo TIC Domicílios, divulgado nesta quinta-feira pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Alexandre Barbosa, gerente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), classificou o Brasil em dois "países" diferentes. "Um país é o Sul-Sudeste-Centro-Oeste, e o outro é o Norte-Nordeste. No primeiro, a proporção de domicílios com acesso à internet é entre 40% e 50%.

No segundo, ela gira em torno de 20%", afirmou ele. "É uma disparidade muito grande." A pesquisa fez um levantamento em 25 mil domicílios para mensurar a presença do computador e da internet nos lares brasileiros, e constatou uma grande diferença no acesso à tecnologia. O Centro-Oeste, ressalvou o coordenador de pesquisas do Cetic, Juliano Cappi, também poderia ser dividido em dois. "Existe Brasília, com um padrão muito bom, e todo o resto, que se aproxima das regiões Norte e Nordeste", disse ele. Além do fator regional, o estudo apontou grandes diferenças de acordo com a renda e com o grau de urbanização.

Nas classes A e B, por exemplo, o acesso à internet é feito por 96% e 76% dos domicílios, respectivamente. Essas duas faixas, no entanto, representam apenas cerca de um quarto da população. Todo o resto dos brasileiros ainda tem um precário contato com a rede: 35% da classe C e apenas 5% das classes DE. Uma das consequências da pesquisa foi evidenciar a importância das lanhouses para a inclusão digital. Apesar de esses estabelecimentos terem perdido importância relativa no acesso à internet no País como um todo, eles ainda têm papel importante nas regiões Norte e Nordeste, nas áreas rurais e nas faixas de renda mais baixas.

Na classe A, o acesso à rede é praticamente todo feito a partir de casa (98%), enquanto as lanhouses possuem apenas uma importância residual (8%). Porém, para as faixas de renda menores, os centros de acesso pagos têm grande relevância: nas classes DE, 60% dos pesquisados acessam a rede em lanhouses, enquanto apenas 21% o fazem em seus lares. "As lanhouses continuam sendo importantes para a inclusão digital", analisou Barbosa. Áreas rurais A internet nas áreas rurais começou a ser mensurada pelo CGI em 2008.

De lá para cá, foi possível notar um certo aumento, mas muito menor do que nas áreas urbanas. Enquanto nestas últimas o acesso à internet cresceu de 20% em 2008 para 43% no ano passado, a penetração da rede no meio rural foi de 4% em 2008 para 10% em 2011. "Temos que planejar ações voltadas para a área rural, porque se nada for feito a desigualdade tende a aumentar", alertou Barbosa. Quando se leva em consideração toda a população com mais de 10 anos, a diferença se evidencia. Nas áreas urbanas, 50% das pessoas acessaram a internet nos últimos três meses; nas rurais, o índice cai para 18%. "Temos toda essa população que está alijada do acesso à internet. Isso é um alerta para que tenhamos um crescimento mais qualitativo", afirmou Cappi.

Segundo os pesquisadores, os dados levantados pelo estudo servirão para orientar políticas públicas de inclusão digital. "O uso da internet no Brasil está crescendo, isso é fato. No entanto as desigualdades não estão se alterando" analisou Cappi. "Se os nossos planejamentos não começarem a combatê-las, vamos alcançar 50% dos domicílios com internet e travar.

O governo precisa buscar soluções para minimizar essa diferença", disse ele, no que lhe fez coro o secretário-executivo do CGI, Hartmut Glaser. "A internet não deve ser um privilégio para alguns, deve ser um bem a que todos têm acesso. Esperamos que com esses dados e políticas públicas não haja mais tanta diferenças entre o nível de acesso", afirmou.
 

O futuro da TV em exibição na Internet


Texto publicado em: Portal Terra - Pipoca Moderna
Por: Leonardo Vinicius Jorge




Quando a internet tornou-se uma realidade global, na virada do século 21, pensadores, comunicadores e, é claro, investidores começaram a se perguntar se seria o fim da mídia impressa. Afinal, com a atualização instantânea oferecida pela rede mundial de computadores, jornais e revistas já nasciam velhos. O que muitos não imaginavam é que as mudanças provocadas pela internet iriam ainda mais longe e agora a pergunta é outra: os sites poderão substituir os canais televisivos?
Quem acha a questão exagerada precisa saber que neste mês os gigantes da internet – Aol, Google/Youtube, Hulu, Microsoft, Amazon e Yahoo – realizaram apresentações paralelas aos tradicionais upfronts televisivos – apresentação das novas temporadas para possíveis anunciantes – descortinando séries, programas humorísticos e outros materiais exclusivos de suas novas programações.

 
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