Faturamento da TV paga no Brasil ultrapassa TV aberta

terça-feira, 24 de julho de 2012

No primeiro trimestre de 2012, o setor de TV por assinatura teve um faturamento de R$ 5,4 bilhões no Brasil, segundo a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA). De acordo com a entidade, o número representa uma alta de 38% na comparação com o mesmo período de 2011. A ABTA também observa que o faturamento ultrapassou os R$ 4,2 bilhões em receita da TV aberta nesse primeiro trimestre.

Como a TV aberta tem receitas por meio de publicidade, o que na TV paga representa apenas 5% do faturamento, a ABTA chama a atenção para o crescimento nas assinaturas. Hoje são 14,5 milhões de assinantes segundo os últimos dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A expectativa é que até o fim do ano a base chegue a 16 milhões. Cada residência, segundo a instituição, tem pelo menos 3 pessoas que assistem TV por assinatura, o que equivale a quase 50 milhões de pessoas no Brasil.

"Com a possibilidade de novos entrantes no mercado, vemos um mercado em franco crescimento", disse o presidente da ABTA, Alexandre Annemberg.

Desde março, a Anatel abriu o mercado da TV por assinatura à entrada das operadoras de telefonia e outros players, como os pequenos provedores de internet.

(Juliana Colombo | Valor)
 

Projeto cria regras para transmissão pela TV digital aberta

A Câmara analisa proposta que disciplina a radiofrequência destinada aos serviços de televisão aberta. O objetivo do Projeto de Lei (PL) 3404/12, da deputada Sandra Rosado (PSB-RN), é criar regras de transição para o modelo de TV digital.

A proposta condiciona a utilização do espectro de radiofrequências pelas emissoras do sistema privado a pagamento anual por uso de bem público proporcional ao valor econômico do recurso. O uso do espectro de radiofrequências por emissoras públicas e estatais de televisão será gratuito.

Cobrança pelo espectro

O agente público que estabelecer cobrança pelo espectro em patamar inferior ao valor econômico da radiofrequência será responsabilizado por ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário. A cobrança não se aplica às autorizações de uso já emitidas, suas respectivas renovações, e as que vierem a ser emitidas em função de procedimento de outorga já concluído ou em andamento, pelo prazo de 15 anos.

“A transição do sistema analógico para o digital torna urgente a adoção de um novo marco regulatório para a administração do espectro de radiofrequência, para dar mais harmonia aos sistemas privado, público e estatal de televisão”, afirma a autora da proposta.

Sistemas privado e público

A proposição define sistema privado como aquele composto pelas emissoras geradoras e retransmissoras exploradas em regime comercial. O sistema público é composto por emissoras geradoras e retransmissoras que tenham por objetivo a veiculação de programas de utilidade pública, exploradas sem finalidade lucrativa.

Já o sistema estatal de televisão comporta emissoras geradoras e retransmissoras exploradas diretamente pela União ou, por delegação desta, por estados, Distrito Federal ou municípios, que tenham por objetivo a divulgação institucional de seus atos, obras, serviços e campanhas.

O projeto estabelece a obrigatoriedade de reservar faixas do espectro de radiofrequências, de acordo com a viabilidade técnica de cada localidade, aos sistemas público e estatal de televisão.

Pela proposta, o emprego das radiofrequências destinadas aos serviços de televisão deverá assegurar a liberdade de expressão da sociedade e promover: o pluralismo político; o fortalecimento do regime democrático; a diversidade cultural; e a universalização do acesso à informação, à cultura e ao entretenimento.

Tramitação

A proposta será analisada pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser analisada pelo Plenário.
 

Lançada há um ano, TrueView já é principal fonte publicitária do YouTube

terça-feira, 17 de julho de 2012

Texto publicado em: propmark
Afirmação é de Kika Oncken, gerente de soluções de branding do Google Brasil
Apresentada ao mercado há um ano, a plataforma de anúncios em vídeo TrueView é o grande investimento do Google para monetizar o YouTube. Neste período, o modelo — em que o anunciante só paga quando o usuário assiste ao comercial, e não pela impressão da página — se transformou no principal gerador de receita publicitária para a plataforma e está em franca expansão mundialmente, de acordo com Kika Oncken, gerente de soluções de Branding do Google Brasil. A empresa, contudo, não informou os números que a operação tem obtido.

Campanhas nacionais de sucesso no primeiro semestre deste ano contaram com o formato para impulsionar o diálogo com o público. Entre elas, "Sem papel", para o Itaú, "The great prepartation", para a Budweiser, "Vai amarelar ou vai de Gillette?", para Gillette, e "Atchim e Espirro - a volta", para Vick, todas criadas pela Africa. No caso de Gillette, o vídeo que estreou Vitor Belfort como embaixador da marca se tornou o comercial mais acessado no YouTube nacional, com mais de 20 milhões de views, sendo que 58% das visualizações partiram dos anúncios. “Nós estamos aprendendo a trabalhar com a ferramenta”, afirmou Silvia Andrade, gerente de marketing de Gillette.

A campanha começou na internet, com o TrueView, e contou com recursos divididos pela metade entre digital e outros meios. “Os resultados estão fazendo com que aumentemos os investimentos em digital”, acrescentou. “Esse é um mercado muito grande porque é formato com o qual os usuários já estão acostumados e, por isso, é muito mais fácil para eles”, diz Kika. Como vantagens que modelo midiático oferece, segundo a executiva, além de permitir que o usuário pule o anúncio e o pagamento pelo anunciante apenas dos vídeos assistidos, estão as possibilidades de segmentação e acompanhamento para saber até onde os consumidores estão assistindo aos comerciais. Ou seja, até onde a ação consegue captar a atenção do público. Nos próximos meses, segundo a executiva, o modelo também será comercializado para mobile.
 

Receita da TV paga deve chegar a U$ 200 bi

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Texto publicado em: TELETIME News


A receita da TV paga em 80 países deve alcançar US$ 200 bilhões até 2017, segundo o levantamento da Digital TV Research divulgado nesta terça-feira, 10. Embora sejam US$ 23 bilhões a mais do que em 2011, o mercado mostrará desenvolvimento lento, crescendo apenas US$ 2 bilhões entre 2016 e 2017, de acordo com o Digital TV World Revenue Forecasts.

No total, o faturamento da TV paga crescerá apenas 13,5% até 2017, com queda no mercado norte-americano e com crescimento modesto na Europa Ocidental, com 3,5%. No entanto, a América Latina crescerá 57,5%, seguida pela Europa Oriental (48,5%) e Ásia-Pacífico (40,1%). Sozinho, o Brasil vai dobrar no lucro, adicionando US$ 4,8 bilhões nesses seis anos, enquanto os Estados Unidos poderão ter menos US$ 1,2 bilhão na receita.

Na visão do autor do estudo, Simon Murray, o Brasil será responsável, junto com os EUA, pelo alto faturamento do DTH, adicionando US$ 3,86 bilhões nos seis anos previstos e "praticamente dobrando seu total de lucro no processo", chegando a US$ 8,1 bilhões. Neste mesmo período, os Estados Unidos deverão crescer US$ 3,1 bilhões, o que significa, segundo Murray, que os dois países deverão ser responsáveis por "quase a metade do lucro extra".

No entanto, apesar da boa performance dos dois mercados, o DTH deverá declinar em 17 países na previsão do analista. Segundo Murray, isso acontecerá por conta da competição forçando a diminuição da margem de lucro por consumidor. A tecnologia chegará em 2017 ao lucro de US$ 91 bilhões, contra US$ 76 bilhões em 2011.

O padrão DTH deverá passar o faturamento do cabo analógico em 2015. Um ano antes, o mercado de TV a cabo por assinatura começará a declinar em 2014, com lucro caindo US$ 3,2 bilhões até 2017, atingindo o total de US$ 85 bilhões. Operadoras, no entanto, poderão acabar faturando um pouco mais ao converter pacotes com ofertas combinadas para assinantes.

Por sua vez, o cabo digital deverá crescer mais rapidamente do que o DTH, chegando a US$ 81 bilhões em 2017, um aumento de 32%. Ainda assim, 12 países, incluindo os Estados Unidos, deverão ver um declínio no faturamento. O cabo analógico cairá ainda mais, saindo dos atuais US$ 23 bilhões para apenas US$ 4,1 bilhões daqui a seis anos, com a Índia responsável por metade do total.

O IPTV deverá crescer de US$ 9,7 bilhões em 2011 para US$ 21,3 bilhões em 2017, com os EUA garantindo um terço desse total do mercado global daqui a seis anos.


Da Redação
| Imprimir | Enviar por e-mail | (0) Comentar

OUTROS DESTAQUES


quarta-feira, 11 de julho de 2012

11h01 - INTERNET Molon adapta texto do Marco Civil. Neutralidade será regulamentada por decreto

terça-feira, 10 de julho de 2012

15h19 - INTERNET Deputado Alessandro Molon vai manter atribuição do CGI.br no Marco Civil
19h10 - INTERNET SindiTelebrasil quer adiar Marco Civil; Bernardo quer que empresas formalizem preocupações
19h39 - INTERNET "Recomendação não é regulação", afirma Demi Getschko, do CGI.br
12h51 - ANATEL Sinagências entra com novo mandado de segurança contra fim do horáro flexível
18h21 - SERVIÇOS MÓVEIS Justiça revoga decisão que proibia vendas da Nextel
15h25 - MERCADO Oi enxerga demanda por IPTV em 20 cidades brasileiras
16h22 - TV POR ASSINATURA Furukawa estuda solução de headend IP para provedores de Internet
18h45 - TV POR ASSINATURA TV paga deverá ter receita de US$ 200 bilhões no mundo até 2017
19h42 - SERVIÇOS DE SATÉLITE SES coloca seu 51º satélite em órbita
16h54 - TELEFONIA FIXA Operadoras começam a ofertar serviços do Aice
17h55 - ESTRATÉGIA CEO da RIM reconhece dificuldades e aposta em portfólio enxuto
14h52 - MOBILIDADE CORPORATIVA Claro cresce 15% no mercado corporativo em um ano
17h32 - MERCADO América Net ofertará combos de serviços visando empresas do ramo imobiliário
 

Minicom prepara cronograma para desligamento dos sinais analógicos

terça-feira, 3 de julho de 2012

Texto publicado em: TELETIME News



Conforme anunciou o ministro Paulo Bernardo na semana passada, o Ministério das Comunicações prepara um cronograma de transição para a TV digital. Segundo explicou o secretário de Comunicação Eletrônica do Minicom, Genildo Lins, a este noticiário, este cronograma deverá sair dentro de no máximo um mês. O secretário lembra que o prazo final para o desligamento da TV digital está estabelecido em decreto, é junho de 2016, e por enquanto o ministério não tem nenhum plano de rever essa data. "O que estamos estudando é ver se é possível antecipar em alguns lugares. O que queremos é saber exatamente o que fazer, que cobertura atingir em cada cidade, se vamos precisar de alguma política de incentivo à adoção de set-top box etc.". Segundo ele, haverá provavelmente um "desligamento piloto", realizado em uma cidade com determinadas condições, para poder testar os efeitos do fim das transmissões digitais.

O Ministério das Comunicações também deverá desenvolver uma metodologia de pesquisa para verificar qual a real penetração dos receptores de TV digital, ou seja, quantos domicílios já têm televisores com DTV ou set-top boxes. "Hoje calculamos que um terço das TVs no Brasil já tenham receptor digital. Isso significa 30 milhões de televisores, dado esse levantado com base no que a indústria nos passou". Para o Minicom, as Olimpíadas deste ano, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 devem ajudar a alavancar ainda mais as vendas de TV digital. "Por isso, esses levantamentos precisarão ser feitos em 2014, para termos um quadro mais claro, e em 2016, para sabermos o status no ato do desligamento".

Nesse momento, explica Genildo Lins, ainda não está nos planos nenhum programa de incentivo à venda de televisores, como a desoneração dos equipamentos ou subsídios públicos. "Mas estas são medidas que poderemos adotar se ao final da transição ainda houver um grande parque de TVs analógicas". Ele destaca também políticas de incentivo à digitalização das emissoras, pois hoje "muitas delas têm grandes dificuldades de financiar sua transição digital".

Dividendo digital

Segundo Genildo Lins, os planos do ministério em relação à TV digital têm como prioridade a radiodifusão, ou seja, garantir que todos que hoje recebem TV aberta tenham acesso ao sinal digital. "Nesse sentido, o dividendo digital é uma segunda prioridade, porque antes precisamos assegurar o acesso de todo brasileiro à TV digital", diz ele, ao ser questionado se o Minicom estaria preocupado com a liberação de espectro nesse momento. Ele também ressalta que a radiodifusão deverá crescer no Brasil em muitos mercados, e que por isso deve ser previsto espaço para novas emissoras e canais. "Temos muita demanda por mais geradoras e retransmissoras. Onde for economicamente viável, vamos atender", diz ele, ressaltando que estas licitações não devem acontecer no curto-prazo porque ainda há a necessidade de testar as novas regras de licitação e definir melhor o cronograma do desligamento da TV analógica.

Para Genildo Lins, a radiodifusão seguirá tendo um papel fundamental na comunicação brasileira. "O que deverá acontecer é que os grupos de radiodifusão, que hoje são os grandes produtores de conteúdo, devem começar a buscar novas oportunidades de negócio, mas sem prejuízo da radiodifusão aberta e gratuita".
 

Contrastes, conflitos e adpatações do jornalismo online e offline*

domingo, 1 de julho de 2012

Por:
Mayra Fernanda
Francisco Machado Filho

Desde 1995, o jornalismo brasileiro adentrou no universo online. O “Jornal do Brasil” estreou sua versão na web, o “JB Online”, em 28 de maio, e abriu um novo horizonte para a apuração, redação, edição e veiculação jornalística, articulados com as características que definem o meio digital, como a instantaneidade, a velocidade e a interatividade.

Durante esses 17 anos de história (se é que há uma história particular) desse jornalismo, observa-se um diálogo e um embate entre as práticas jornalísticas dos até então meios tradicionais de comunicação (impresso, rádio e televisão) com as potencialidades e adversidades trazidas pela Internet. É a partir dessa conjuntura que este artigo apresenta algumas reflexões sobre o fazer jornalístico no meio digital e sua relação conflituosa ou não com os demais meios.

Considerando o jornalismo como um exercício social de interesse público a fim de informar e formar os cidadãos sobre acontecimentos do dia a dia local, nacional e internacional, é fundamental retomar os preceitos que o levam a cumprir o objetivo acima. Conforme nos pontua Otto Groth (apud FIDALGO, aquivo digital), atualidade, periodicidade, universalidade e difusão perfazem a prática jornalística, e podemos afirmar que os veículos de comunicação lidam com tais caraterísticas desde a concepção até a veiculação dos seus produtos jornalísticos. No decorrer deste trabalho, apresentamos um paralelo entre esses preceitos e as práticas on e offline. Antes, porém, trazemos um breve panorama do jornalismo na Internet de modo a pontuar a conceituação que adotamos quando trabalhamos com esse tema, além de uma breve discussão sobre a produção e a organização das notícias nos veículos.

Com a popularização da web nos anos 90, proporcionando o acesso a informações de modo quase irrestrito e ilimitado aos usuários, o jornalismo, já feito em outros meios, vislumbrou nesse ambiente um novo espaço para a divulgação de notícias. Os primeiros passos foram dados pelos veículos impressos que construíram sites para disponibilizar seus conteúdos também no formato digital.

Essa primeira fase do jornalismo na Internet recebe o nome de fac-símile, uma vez que o jornal impresso era digitalizado e disponibilizado na íntegra para os leitores na nova plataforma. A partir do momento em que se reconhecem algumas características desse meio digital, surge a segunda fase do jornalismo na Internet, chamada de modelo online ou adaptado. Nessa fase, os jornais impressos disponilizavam seu conteúdo online em um layout próprio da web. Cabe ressaltar que as notícias eram as mesmas, no que se refere à linguagem e ao conteúdo.

Tal panorama começa a se alterar na terceira fase, a do jornalismo digital. Além de um layout próprio para o meio, a hipertextualidade, um espaço para comentários e uma seção para as últimas notícias ganham espaço nos sites que já nascem na web e também naqueles que estão vinculados aos meios de comunicação impresso e audiovisuais. Ao linkar informações complementares, os sites jornalísticos constroem uma arquietura da informação, baseada no hipertexto. O hipertexto é composto de nós de informações ligados por conexões, sendo que cada nó é um texto – podendo ser apenas uma palavra, uma página, imagens, gráficos ou sequências sonoras.

Hoje, a informação on-line ou no ciberespaço, em geral, compreende não apenas o ‘estoque’ desterritorializado de textos, de imagens e de sons habituais, mas igualmente pontos de vista hipertextuais sobre esse estoque, bases de conhecimentos com capacidades de inferência autônoma e modelos digitais disponíveis para todas as simulações.

A questão não é só o conteúdo

A questão do conteúdo no jornalismo online é realemente uma das principais questões a serem observadas na utilização desta mídia na divulgação de conteúdos jornalísticos, porém nesta nova ferramenta não é apenas o conteúdo e sua adaptação textual, semântica ou léxica ao novo meio, que irá possibilitar que a informação disponibilizada na rede alcance seus destinatários. É fundamental conhecer alguns processos, rotinas e o próprio funcionamento da rede, para compreender como a informação percorre cada “nó” desta grande teia, chamada Internet. Esta rotina de produção está diretamente ligada à aquitetura da informação.

Desta forma, produzir e disponibilizar um informaçao na rede não pode de forma alguma ter a mesma estrutura de um publicação do meio impresso ou audiovisual do sistema analógico de produção. Uma mudança fundamental na estrutura da notícia online, no que diz respeito ao texto, é o padrão de leitura que os usuários da rede seguem. Pesquisas divulgadas pelo sistema de busca mais utilizados no mundo, o Google, demonstram que o padrão de leitura online é diferente do padrão de leitura do meio impresso.

Uma das regras fundamentais do jornalismo impresso é a construção do texto baseado na ideia da pirâmide invertida. onde as informações são dispostas em um nível hierárquico do maior para o menor. Esta técnica prevalece até hoje e possui muitos adeptos de que esta forma de construção textual é a mais adequada para o jornalismo online. Contudo, o padrão de leitura na tela do computador não se dá na forma de uma pirâmide invertida, mas sim na letra “F”. Para cada resultado de pesquisas realizadas no buscador, o Google identificou que as três primeiras linhas alcançam os maiores indices de cliques. Caso o resultado não seja satisfatorio para o usuário ele desce a página passando por alguns links e novamente o índice de cliques aumenta nas linhas posteriores formando o “F”. Este padrão não se configura apenas nos resultados das buscas. Em diversas páginas de notícias já é possível ver esse padrão. No topo da notícia o lead continua o mesmo, mas antes que do outro parágrafo no texto, os principais sites de notítica divulgam links de relavância para o usuário. Desta forma, espera-se que, caso o leitor não se interesse pelo conteúdo restante, permaneça no site lendo outra notícia ou complemento da anterior.

Outro ponto importante na formatação da notícia o jornalismo online está diretamente ligado ao título do texto. Na escola tradicional do jornalismo aprendemos que a manchete de uma notícia deve ser construida de forma a aguçar a curiosidade do leitor e levá-lo à leitura do texto. No jornalismo online essa lógica não funciona, pois devido aos mecanismos de buscas e a pequenos códigos chamados “cookies” a relevância da manchete (título) não está diretamento ligada ao grau de curiosidade que pode gerar, mas sim, na maior possibilidade de utilização dos mesmos termos de busca e no título da matéria. Ou seja, para que uma informação aparece nas primeiras páginas do buscador Google ou para os cookies levem até o usuário notícias relevantes, quanto mais coincidirem os termos de pesquisa e o título da matéria, mais destaque a notícia receberá. Exempo: se um usuário digita no buscador, “corrupção no senado” as matérias que contiverem esses termos no título da matéria serão as primeiras a aparecerem no resultado da busca.

A arquitetura da informação não abrange apenas esses tópicos. Questões de navegabilidade e usabilidade, devem sempre vir diretamente ligadas ao conteúdo. O entendimento de que a informação na rede e, propriamente falando do jornalismo online, não podem ser apenas focadas no conteúdo é o primeiro passo para produção de conteúdo informativo de relevância para o usuário.

*Parte do texto apresentado no Intercom Sudeste em Ouro Preto/MG
 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 
Suporte : Creating Website | Johny Template |
Copyright © 2011. Convergência Midiática - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by
Proudly powered by Premiun Blogger Themes