quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

TV digital: padrão nipo-brasileiro desembarca na África


Texto publicado em: Convergência Digital
Por: Ana Paula Lobo


Depois de dois anos de espera, o SBTVD rompeu a barreira da Améria Latina e chega ao mercado africano. Botswana decidiu não adotar o padrão europeu DVB - imposto pela África do Sul - e adere ao padrão nipo-brasileiro de TV digital. No próximo dia 15 de março, acontece uma reunião de países africanos e há, de acordo com André Barbosa, superintendente de Suporte da Empresa Brasil de Comunicação -EBC, uma forte possibilidade de outros países, em especial, Moçambique, trocar o DVB pelo SBTVD. "Abre-se um novo mercado para a indústria de software, componentes e perifèricos como antenas e outros do Brasil", sustenta.

A decisão de Botwswana - uma país rico em minéiros e pedras precisosas, mas que tem boa parte de sua extensão geográfica coberta pelo deserto do Calahari - é fruto de um trabalho de mais de dois anos do Itamaraty  brasileiro e do governo japonês. Em 2011, um revés quase aniquilou as chances do SBTVD no continente africano: a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês), liderada pela África do Sul, resolveu manter o apoiara o padrão europeu, DVB. Mas veio a crise financeira europeia e os investimentos propostos pelos europeus, lembra Barbosa, não vieram.

"Não perdemos a oportunidade de continuar testando o SBTVD nos países que estavam em dúvida ( aqui se prevou que o ISDB-T era compatível com 8 Mhz) como foi o caso de Botwswana. Mas há outros também que podem vir para o SBTVD como Namíbia, Zâmbia e Congo. Na reunião da Southern African for Development Commitee (SADC) do dia 15 de março, o tema TV Digital estará à mesa. Esperamos por mais adesões ao SBTVD", reforça André Barbosa.

Com a adesão de Botswana ao SBTVD, o padrão nipo-brasileiro de TV digital rompe a fronteira da América e parte para o continente africano. Segundo André Barbosa, é o momento de repensar a politica industrial para o segmento. "Não temos como brigar com os fabricantes de televisores, mas na África, vamos ter um grande mercado para setup-boxes, para antenas e periféricos. Mas especialmente para software. Esse é o quinhão maior para aproveitarmos. Não podemos perder a oportunidade", reforçou o especialista.

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