quarta-feira, 12 de junho de 2013

BSB, São Paulo e Rio serão as primeiras capitais a migrar para TV Digital

Texto publicado em: Convergência Digital -

Por:
Luís Osvaldo Grossmann 
Convergência Digital - 11/06/2013


O fim das transmissões analógicas de televisão chegará primeiro a Brasília, em março de 2015. A seguir virá São Paulo, em abril, e o Rio de Janeiro, em maio do mesmo ano. O novo cronograma de adoção da TV Digital será mesmo escalonado e terá as capitais como foco inicial.

“Tive uma conversa demorada com a presidenta Dilma sobre TV Digital, na quinta-feira [9/6] e ela concordou com a proposta que nós fizemos para flexibilizar o calendário de desligamento do sinal analógico. Vamos publicar o Decreto em poucos dias”, afirmou nesta terça-feira, 11/6, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Depois de Brasília, São Paulo e Rio, deverá ser a vez de Belo Horizonte – a partir das maiores cidades, o cronograma vai contar com mais de uma capital onde o sinal analógico será desligado a cada mês. “Em todas as capitais esse processo estará concluído até o fim de 2015”, afirma o secretario de Comunicação Eletrônica do Minicom, Genildo Lins.

Uma nova publicação oficial é necessária para substituir o previsto no Decreto 5820, que foi editado em 29 de junho de 2006 e diz expressamente que “o período de transição do sistema de transmissão analógica para o SBTVD-T será de dez anos, contados a partir da publicação deste Decreto”.

A decisão do Minicom de começar pelas maiores cidades – o que significa iniciar a mudança nos centros onde é mais problemática a limpeza do espectro – está relacionada à disponibilização da faixa de 700 MHz para a oferta da banda larga móvel. “Vamos começar nos grandes centros para priorizar a liberação da faixa”, admite Bernardo. “Em mais de 4 mil cidades não há problema, nem pressa”, complementa.

Um ponto crítico para o projeto  é a disponibilidade de receptores ou de TVs com o conversor. A conta é de que já tenham sido vendidos entre 30 milhões e 40 milhões de televisores digitais. Como existem cerca de 62 milhões de domicílios no país, e o cenário é de que, com alguma concentração, como dois televisores digitais por domicílio até aqui, faltariam aproximadamente 20 milhões de aparelhos.

“A indústria estima que vai vender 12 milhões de televisores digitais até a Copa do Mundo. Restariam 8 milhões, que poderíamos incentivar com mecanismos já existentes”, explica Genildo Lins. A ideia é adaptar uma linha da Caixa Econômica Federal que tem juros de 1% para a compra de eletrodomésticos – no caso, da linha branca.

“Fizemos simulações e um televisor de 32 polegadas, por R$ 800, poderia ser adquirido, nesse sistema, em 48 prestações entre R$ 24 e R$ 26”, diz o secretário de Comunicação Eletrônica do Minicom. “Estamos estudando alguma forma de subsídio direto ou indireto, via taxa de juros de financiamentos”, completa Genildo Lins.

Nenhum comentário: