quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Mundo já tem mais TVs digitais que analógicas, segundo UIT

Texto publicado em: IDGNow


A edição 2013 do Measuring the Information Society (MIS) _ estudo da  UIT (União Internacional de Telecomunicações) que faz um  balanço  dos serviços de comunicações em 157 países _ mediu pela primeira vez  as últimas tendências da transmissão de TV digital, considerada uma mais uma  força motriz do crescimento sociedade da informação.

Segundo o estudo, o número de domicílios com TV digital ultrapassou o número de domicílios com TV analógica em 2012. A TV digital está presente em 55% dos lares do mundo. Este resultado reforça o duplo papel da TV digital: ser um meio para a oferta de  serviços públicos (t-gov) e ser um grande mercado para criadores de conteúdo privado e distribuidores.

Globalmente, havia cerca de 1,4 bilhões de domicílios com pelo menos um aparelho de TV. E ainda há espaço para crescer mais: cerca de 350 milhões de lares em países em desenvolvimento não tinham uma TV até o fim de 2012. Isto é particularmente verdadeiro em África, onde menos de um terço dos domicílios tinham uma TV no fim do ano passado. O percentual de domicílios com TV em todos as outros regiões foi superior a 75%.

A TV digital já atingiu 93 por cento de todos domicílios com TV na América do Norte e 35% do domicílios na América Latina.

Nos Estados Árabes, a digitalização maior é devido à prevalência de tecnologias de satélite como o principal meio de receber sinais de TV. Nas Américas, o crescimento da TV digital é explicado principalmente pela conversão de cabo, especialmente nos Estados Unidos e pelo aumento de cobertura de  sistemas DTV na América Latina, especialmente no Brasil. Na Europa também predomina o DTV.


Nos Estados Árabes, a digitalização maior é devido à prevalência de tecnologias de satélite como o principal meio de receber sinais de TV. Nas Américas, o crescimento da TV digital é explicado principalmente pela conversão de cabo, especialmente nos Estados Unidos e pelo aumento de cobertura de  sistemas DTV na América Latina, especialmente no Brasil. Na Europa também predomina o DTV.
A radiodifusão terrestre permaneceu a plataforma de distribuição de televisão mais popular, embora o número de famílias que recebem transmissões de TV terrestre tenha caído significativamente entre 2008 e 2012, de 51% para 39%. O cabo manteve sua participação no total de domicílios com TV ( 34% em 2012 ), enquanto as assinaturas via satélite DTH
experimentaram o maior aumento nos últimos quatro anos, de 15% em 2008 para  a 22% em 2012.
A fim de avançar ainda mais no processo de transição para o digital, um conjunto de ações governamentais complexas são necessárias (por exemplo, leis, decretos, realocação de spectrum, coordenação de frequências transfronteiras, novas autorizações de servicó) antes de os operadoras poderem efetivamente iniciarem o processo e as famílias começarem a adaptar-se à mudança. Na opinião da UIT, os governos devem desenvolver estratégias nacionais para coordenar todas as ações necessárias para a transição para o digital. Essas estratégias devem incluir metas claros e prazos, e serem monitoradas regularmente. O população e todas as partes interessadas (incluindo o setor privado) devem ser informados de forma transparente sobre os progressos alcançados. Isto é particularmente válido nos países em desenvolvimento, como o Brasil.

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