sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Nos EUA, emissoras de TV entram em guerra por conteúdo no iPad

Texto publicado em: Convergência Digital

:: Da redação
:: Convergência Digital :: 10/11/2010

A guerra da distribuição de conteúdo ganha um novo round - os tablets. Quatro importantes redes de TV norte-americanas pediram a um tribunal dos Estados Unidos para proibir o serviço de vídeos online FilmOn.com de oferecer na Web e no iPad da Apple canais gratuitos de TV.

A FilmOn.com, que se define como primeira rede mundial de TV de alta definição via Internet, foi lançada em setembro de 2010, com investimento do bilionário empresário britânico Alki David, que em entrevista por telefone à agência Reuters, afirmou."Somos um negócio legítimo. Não somos piratas."

O processo das emissoras surge em um período no qual companhias iniciantes tentam contornar as empresas tradicionais de mídia ao oferecer programas a usuários de Internet sem pagar licenças aos canais abertos. As redes, ansiosas por controlar a maneira pela qual seus programas são distribuídos, em setembro abriram processo contra o ivi, um serviço que oferece canais de TV na Web. Algumas redes também removeram vídeos de seus sites que haviam sido enviados para o serviço Google TV.

A FilmOn inicialmente cobrava 9,95 dólares ao mês de seus usuários pelo acesso a "mais de 30 canais premium de TV aberta". Mas começou a oferecer o serviço gratuitamente depois que as redes abriram processo contra ela dias após seu lançamento, em 27 de setembro, de acordo com cópia de uma liminar obtida pela Reuters.

"É contra a lei roubar um sinal de TV aberta e retransmiti-lo a aparelhos sem fio e via Internet sem a permissão do detentor dos direitos autorais", afirmaram as redes em comunicado conjunto. "A FilmOn.com é a mais recente de uma pequena lista de empresas que roubam nossos sinais de transmissão e os distribuem ilegalmente com fins de ganho comercial."

O dono da FilmOn, por sua vez, assegura deter o direito de retransmitir programação de TV aberta. "As regras (de direitos autorais dos EUA) não requerem consentimento dos proprietários da transmissão", sustenta Alki David.

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