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Proporção de brasileiros com acesso à internet mais que dobra em cinco anos

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Texto publicado em: Brasil de Fato 
Aumento da inclusão digital é explicado pela melhora da renda das classes mais baixas e pela instalação de computadores nas escolas, onde acesso à rede triplicou em seis anos

 Por: Flávia Villela, da Agência Brasil publicado 16/05/2013 12:44, última modificação 16/05/2013 13:07



Rio de Janeiro – Quase metade da população brasileira com 10 anos ou mais de idade (46,5%) acessava a internet em 2011, segundo estudo divulgado hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é mais do que o dobro do percentual registrado em 2005, quando aproximadamente 21% da população haviam acessado a internet nos últimos três meses por computador ou notebook. No mesmo período, a população nessa faixa etária cresceu 9,7%.

Ao mesmo tempo, o percentual de brasileiros com telefone celular subiu de 36,6%, em 2005, para 69%, em 2011. Em números absolutos, o total passou de 55,7 milhões de pessoas para 115,4 milhões, um crescimento de 107,2%. O levantamento, feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011, considera apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.

Os dados revelam que, pela primeira vez desde o início da pesquisa, em 2005, o percentual de mulheres com celular superou o dos homens, ao alcançar 69,5% (60,3 milhões) contra  68,7% dos homens (55,2 milhões). Em 2005, esse percentual era 35,2% para as mulheres e 38% para os homens.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, a diminuição das desigualdades é a principal contribuição para o aumento expressivo da inclusão digital no país. “Todo esse processo que o país tem vivido nos últimos anos de redução da pobreza, [de] aumento da qualidade do emprego, do poder de compra, esse conjunto de fatores socioeconômicos tem propiciado a essa população maior acesso à internet”, destacou, ao ressaltar que o aumento da escolaridade foi decisivo para o crescimento do número de internautas. “[Mesmo] sem saber ler nem escrever, você tem acesso à televisão, [mas] à internet, não. Você tem que saber ler e escrever e saber o que fazer ali dentro”, enfatizou.

Nos últimos anos, houve avanços em todas as regiões. Mas o Norte e o Nordeste tiveram os aumentos mais significativos no número de pessoas navegando na internet, embora ainda sejam as regiões com os menores índices de acesso do país, segundo o coordenador da pesquisa.

“As regiões Norte e Nordeste tinham pouco mais de um terço da população acessando a internet em 2011, mas o avanço nessas regiões foi bastante expressivo. Alagoas, por exemplo, passa de 7% para quase um terço [34,3%] da população acessando a internet, 400,3% de aumento”, comentou ele, lembrando que, em 2005, Alagoas era a cidade com o menor percentual.

Se em 2005 aproximadamente 12% da população dessas regiões haviam acessado a internet nos últimos três meses, o percentual saltou para 35,4% no Norte e 34% no Nordeste. O percentual triplicou, enquanto nas demais regiões o índice, em média, duplicou entre 2005 e 2011. Entretanto, em 2011, os percentuais do Norte e do Nordeste estavam bem abaixo dos registrados nas regiões Sudeste (54,2%), Centro-Oeste (53,1%) e Sul (50,1%).

O Distrito Federal é a unidade da Federação com os maior percentual de internautas, com  71,1% da população conectada à internet. “A configuração tanto de mercado de trabalho quanto de poder de compra justifica esse percentual tão grande em Brasília”, comentou o coordenador da pesquisa. “Se tirar Brasília, o percentual do Centro-Oeste cai muito”, disse Azevedo.

Depois do DF, vêm São Paulo, com 59,5%, e o Rio de Janeiro, com 54,5%. Entre 2005 e 2011, em números absolutos, houve aumento de 100,1%, 116,6% e 121,2% nessas unidades federativas, respectivamente. Os estados com os menores percentuais de internautas em 2011 eram o Maranhão (24,1%), o Piauí (24,2%) e o Pará (30,7%). Esses percentuais representaram, em números absolutos, um crescimento de 244,9%, 151,1% e 242,7% desde 2005.

O acesso à internet era maior entre jovens de 15 a 17 anos, faixa etária em que 74,1% da população eram internautas. Em seguida, vêm os jovens de 18 e 19 anos (71,8%). Entretanto, entre 2005 e 2011, o aumento mais expressivo no acesso à internet foi verificado entre a população com 50 anos ou mais. Em 2005, apenas 7,7% desse grupo etário usavam a internet. Em 2008, o percentual subiu para 11,2%, e em 2011, para 18,4%.

“Essa população hoje precisa acessar a internet para declarar Imposto de Renda, acessar o banco de casa”, exemplificou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo. “O crescimento entre os jovens foi menor, pois já estavam inseridos”, acrescentou. Na pesquisa de 2008, em média, o uso de internet nas faixas entre 10 e 24 anos variava de 50,9 % a 62,7%.

O número de alunos da rede pública de ensino que acessam a internet praticamente triplicou em seis anos e foi de 24%, em 2005, para 70%, em 2011. Os dados fazem parte da publicação sobre Acesso à Internet e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal.

Apesar do salto na inclusão digital desse universo de pessoas, o percentual ainda é menor que o registrado entre os alunos de escolas privadas no mesmo período, que passou de 82%, em 2005 para 96,2% em 2011. “Entre as pessoas que acessaram a internet que estudavam em escola particular, esse acesso atingiu quase a universalidade”, comentou o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo.

Segundo ele, o aumento do acesso dos alunos da rede pública pode ser explicado pelo aumento da renda das classes mais baixas e pela instalação de computadores com internet nesses estabelecimentos de ensino. Em 2011, dos 37,5 milhões de alunos (com mais de 10 anos), 29,2 milhões estavam na rede pública e 8,4 milhões de estudantes estavam na rede privada.

Na análise da escolaridade dos internautas, os dados revelam que de 2005 para 2011, no grupo de pessoas sem instrução e com menos de quatro anos de estudo, o percentual de acesso à internet passou de 2,5% para 11,8%. No mesmo período, no grupo com 15 ou mais anos de estudo, a estimativa aumentou de 76,1% para 90,2%.

Na série histórica, entre 2005 e 2011, os percentuais de internautas aumentaram em todas as faixas de renda, especialmente nas mais baixas: no grupo que engloba indivíduos sem renda e com renda de até um quarto de salário mínimo, o percentual de pessoas que acessaram a internet aumentou de 3,8%, em 2005, para 21,4% em 2011; no grupo de mais de um quarto até metade do salário mínimo, o percentual foi de 7,8% para 30%, no mesmo período de comparação. Por fim, no grupo com renda de meio a um salário mínimo, o percentual de internautas foi de 15,8%, em 2005, para 39,5%, em 2011.

As análises apontam também que a internet está deixando de ser acessada exclusivamente no posto de trabalho. Em 2011, das 77,7 milhões de pessoas que utilizaram a internet, 60,1% trabalhavam e 39,9% não trabalhavam. Embora a maioria dos internautas seja de pessoas ocupadas, essa diferença vem diminuindo se comparada a 2005, quando 62,1% dos internautas trabalhavam e 37,9%, não.

“O aumento do poder de compra, o aumento do crédito e o barateamento do computador têm permitindo que as pessoas tenham acesso à internet também fora do posto de trabalho”, comentou Azeredo. Segundo ele, no entanto, não é só o aumento da renda que explica a maior inclusão digital no país, mas sim, o resultado de todos os aspectos abordados pela pesquisa, como o sexo, a faixa etária, a ocupação e escolaridade. Ele deu como exemplo o fato de que entre a população de renda mais alta [5% da população ocupada] – com mais de cinco salários mínimos, o percentual de internautas é menor, porque ali há um número menor de jovens. “Muitos são idosos e não foram incluídos digitalmente e talvez não sejam nunca”, comentou ele.
 

Paulo Bernardo: 'Nosso sistema de TV digital não é o japonês'

quarta-feira, 15 de maio de 2013


Redação
Telesintese

Segundo o ministro, grupo de trabalho do governo e radiodifusores já está discutindo o desligamento da TV analógica em cidades como São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou hoje que o governo está analisando o estudo do governo japonês entregue pela Abert à Anatel, que aponta para custos adicionais de US$ 3 bilhões para proteger a interferência que sofreriam os aparelhos de TV com o uso da banda larga do celular. O ministro voltou a reforçar que o compromisso do governo é o de implantar a 4G no celular na faixa de 700 MHz somente depois da digitalização dos sinais de TV, o que pressupõe a não interferência. "Se precisar, a gente aumenta a banda de guarda", afirmou.

Mas Bernardo ressaltou que o custo de US$ 3 bilhões para a migração projetado pelos radiodifusores deve ser analisado com cautela, pois, observou, o sistema de TV brasileiro não apenas japonês, mas sim nipo-brasileiro.

Segundo o ministro já há um grupo de trabalho que discute com os radiodifusores a migração dos canais de TV analógicos de grandes cidades populosas e que têm problemas para recepcionar todos os canais digitais, como São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro.
 

Canais pagos do YouTube custam até R$ 12 ao mês

sábado, 11 de maio de 2013


Texto publicado em: Olhar Digital

As suspeitas se confirmaram. O YouTube começará a ter canais pagos, como anunciado pelo popular site de vídeos em seu blog oficial.

A partir desta quinta-feira, 9 de maio, 53 canais parceiros da empresa já estão oferecendo seu conteúdo por assinatura, com preços a partir de US$ 0,99 por mês. No Brasil, no entanto, o canal mais barato custa R$ 4 mensais, enquanto o mais caro sai por R$ 12. O canal da Vila Sésamo, por exemplo, oferecerá episódios completos quando for oficializado.

Todos os canais pagos oferecerão um período de 14 dias para que os usuários possam experimentar o conteúdo antes de firmar o pagamento. Os canais ainda podem oferecer descontos para uma assinatura anual, segundo o YouTube.

O YouTube afirma que desde 2007 o grupo estabeleceu o programa de parceria, para permitir que os usuários monetizassem seu conteúdo. Entretanto, "um dos pedidos mais frequentes destes parceiros é mais flexibilidade na geração de renda com distribuição de conteúdo", afirma a empresa.

Apenas alguns canais têm o novo recurso como forma de teste para a nova funcionalidade, mas o YouTube já abriu uma via para que parceiros possam se candidatar. Para isso, basta se cadastrar e preencher este formulário. O pedido será avaliado pela equipe do YouTube.
 

Internet é a mídia mais importante para a maioria dos brasileiros

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Estudo revela que preferência pelo ambiente online supera televisão, jornal, rádio e revistas
Texto publicado em: IG Economia


A mídia mais importante para 88% dos brasileiros é a internet, revelou um estudo com respostas múltiplas feito com mais de duas mil pessoas pela comScore, em parceria com o Interactive Advertising Bureau (IAB). A televisão vem em segundo lugar, com 55% da preferência, seguida pelo jornal (44%) e pelo rádio (28%). As revistas ficaram por último, com 27%.

A pesquisa também constatou que, se tivessem 15 minutos de tempo livre no dia, sete em cada dez entrevistados escolheriam uma atividade online – como navegar por redes sociais, ler emails ou trocar mensagens instantâneas. Apenas 10% demonstraram interesse por assistir TV, e 3% por ouvir rádio.

Entre os usuários de internet mais assíduos, que costumam acessar a rede várias vezes ao dia, destacam-se as mulheres na faixa dos 25 aos 44 anos. Quando estão no ambiente online, elas preferem navegar em redes sociais e comunicar-se, enquanto os homens são mais propensos a navegar livremente por sites.

O local de trabalho é onde a internet é mais utilizada por 43% dos consultados, por intermédio de computadores ou notebooks. Em seguida vem as escolas, com 17% dos usuários, restaurantes ou cafés (11%), e locais de compras (8%).

Publicidade digital

O estudo revelou, ainda, que 74% dos usuários de internet fazem pesquisas pela web sobre os produtos que desejam comprar em lojas físicas. Entre este público, 66% concordam que os anúncios online os influenciam a procurar mais informações sobre as marcas anunciadas.


Já entre a publicidade veiculada em todas as mídias, a disseminada pela internet é considerada a mais informativa para 50% do público, e a mais criativa para 49%.

Os anúncios mais memoráveis ainda são os da televisão, na opinião de 48% dos entrevistados. A internet vem em seguida (33%), na frente de jornais e revistas (10%) e do rádio (9%).



 
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