quinta-feira, 30 de junho de 2011

Banda larga do Bernardo depende da Anatel. Póóóde ?


Texto publicado em: Conversa Afiada

Saiu no Estadão, pág B12:

Governo e telefônicas chegam a acordo sobre banda larga popular.

Acordo será assinado nesta quinta feira.

Para chegar ao acordo, o governo desistiu que obrigar as telefônicas a garantir um mínimo de 40% da velocidade contratada e 70% de velocidade média até 2014.

Em troca, o Governo se contentou com a promessa do presidente da Anatel, o embaixador Ronaldo Sardemberg, de “acelerar a votação dos regulamentos de qualidade da banda larga”.

Os consumidores poderão contratar por R$ 35 mensais uma banda larga de 1 mega por segundo – se é que as telefônicas vão entregar isso …

Hoje, como se sabe, as telefônicas só garantem 10% da velocidade contratada.

E você, amigo navegante, sabe quem nem isso elas entregam.

(Quantas vezes por hora cai a sua banda larga num Ipad, por exemplo, amigo navegante ? De cada três conexões, quantas você consegue realizar imediatamente ? Uma ? Você tem sorte !)

Amigo navegante, o que faz a Anatel ?

Alguma vez o amigo navegante sentiu a Anatel ao seu lado, para defender seu interesse contra as telefônicas ?

Ou a Anatel foi capturada pelas telefônicas, desde o berço, no Governo do Farol de Alexandria ?

O embaixador Ronaldo Sardemberg, que tantos serviços prestou ao Brasil na condição de embaixador, vai entrar para a história da telefonia brasileira como o presidente da Anatel que rasgou a lei para permitir a patranha da BrOi.

Deu nisso a Telebrax do Bernardo.

Desmanchou a Telebrás que o Nunca Dantes e a Presidenta fizeram renascer.

Bernardo privatizou a banda larga.

E entregou o consumidor à Anatel.

E é assim que o Brasil vai enfrentar o PiG (*): com a universalização da banda larga barata e neutra.

Clique aqui para ler o professor Venício: “porque o Brasil corre de medo do PiG (*)”.

Os argentinos acham a maior graça !


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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