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O Band Mania irá se tornar uma mania?

Depois de mais de 70, em um árduo processo de consolidação como maior veículo de comunicação, a Televisão nunca passou por tantas transformações em tão pouco espaço d tempo. Na verdade, do ponto de vista do consumidor, desde o lançamento da TV em 1930, na Feira Mundial em Chicago, as transformações foram: de preto e branco para em cores. Certamente houve inúmeras transformações técnicas, mas para consumidor final estes eram os aspectos mais fáceis de ser reconhecido.

Mas, desde o início do ano 2000, as transformações e inovações tecnológicas são tantas que até mesma a supremacia da TV como maior veículo de comunicação vem sendo desafiado (bem modestamente é verdade, mas anteriormente esta questão não era nem cogitada). No bojo destas transformações estão dois aspectos diretamente ligados ao consumidor: a personalização da programação de TV e o conteúdo gratuito.
O primeiro é o verdadeiro paradoxo: como uma TV aberta poderá ser segmentada? Como uma mídia que nasceu para, e é financiada, pela audiência de massa poderá sobreviver ao gosto individual de cada telespectador? Não pode. A não ser que todo seu modelo de negócios seja alterado, o que pode acarretar na total descaracterização da TV como um veículo generalista.

Esta se tornando evidente que, devido às inovações tecnológicas no campo audiovisual e de teledifusão, a programação das emissoras de TV aberta será afetada profundamente. Isto já vem ocorrendo em outros países onde a base de assinantes de TV a cabo e de internet de alta velocidade é significativa. Além de todos os desafios que as emissoras de TV vêm enfrentando, entender como os programas de massa serão consumidos pela audiência que não migrou para a Web ou não possui TV a cabo, pode significar a vida ou morte de algumas emissoras.

Um caminho lógico a ser percorrido é tratar de assuntos que ainda mobilize a massa. No Brasil, um desses assuntos é o futebol. Não por acaso, programas que renderam bons índices de audiência durante a Copa da África foram o Central da Copa (TV Globo) e o Band Mania (TV Bandeirantes). Cada um com características próprias, mas como mesmo formato: apresentar os fatos importantes da Copa do Mundo de futebol, analisados por convidados especiais. Ao que parece, o Band Mania levou a melhor. O programa comandado por Milton Neves (foto) e com a participação de ex-jogadores de futebol, começou despretensioso e com prazo de validade até o final da competição. Mas a recepção pelos telespectadores foi tão boa que o programa poderá ser fixado na grade de programação da emissora às segundas-feiras, agora voltado ao Brasileirão. A produção do programa é simples, com ênfase no humor, se parece com uma roda de amigos discutindo futebol em um barzinho ou varande de casa. Com o Central da Copa aconteceu o mesmo. Revelado para todo o Brasil, Tiago Leifert (o apresentador era conhecido apenas pelo estado de São Paulo onde apresenta o Globo Esporte), ganhou recente campanha na Web para que também se torne um programa fixo: o Central do Brasileirão.

Lorenzo Vichez, pesquisador espanhol, afirma em seu livro “A migração digital”, que uma das saídas para as emissoras de televisão e deslocar grande parte de sua programação para serviços e não entretenimento. Negroponte previu em 1995, que boa parte da programação das emissoras deixará de ser ao vivo. Então está será uma tendência daqui para frente? Programas de baixo custo de produção, voltado para a informação, mas com muito entretenimento, deixando para a programação segmentada produtos mais elaborados?
Este é um caminho perigoso, a TV brasileira já demonstrou que quando quer garantir audiência popular comete erros. Foi assim com o Sushi Erótico no Faustão, armação do falso PCC no programa do Gugu, o porrete do Ratinho, sem falar nas apelações com conotações sexuais.

Mas, uma coisa é certa. A programação das emissoras de TV aberta no Brasil não sairá incólume ao desenvolvimento tecnológico que está invadindo o cotidiano dos telespectadores. As mudanças não são apenas de ordem técnica. Um novo jogo está sendo colocado diante de todos, inclusive do telespectador, que anteriormente tinha apenas o trabalho de ligar ou desligar o aparelho de TV. Quem melhor se adaptar é quem irá sobreviver.

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