segunda-feira, 31 de maio de 2010

A privacidade no Facebook

Dia 31 de maio foi a data escolhida para um protesto mundial contra o site de relacionamento, Facebook. O quit Facebook Day (dia de desistir o Facebook) teve pouca adesão. Sites noticiaram quem somente um a cada 10 mil usuários deixaram o site. Toda essa ação contra o Facebook se dá por conta da sua política de privacidade. Muitos órgãos, inclusive governamentais, acusam o site de obter informações privilegiadas de seus usuários e comercializar estes dados.

Até parece que isto é novidade, mas o que esta por trás de toda essa “preocupação” com os dados captados pelo site esta uma briga de gigantes por um mercado onde a publicidade está cada vez mais personalizada. Duas publicações recentes analisam o comportamento e hábito dos usuários na web e como é possível desenvolver aplicativos de publicidades direcionados e personalizados.

Em Click: o que as pessoas estão fazendo on-line e por que isso é importante, Bill Tancer faz uma pesquisa em um universo de 6 milhões de pessoas e identifica seus hábitos e consumo na Web. Tudo isso é feito de forma automática. Em Numeratis, o livro comprova que quem acessa a internet, usa cartão de crédito, assina TV a cabo, utiliza celulares (e faz dezenas de outras coisas) deixa, todos os dias, uma séria de pistas e informações sobre hábitos, ações, comportamento e costumes e o que estão fazendo com eles. Stephen Baker nos apresenta a uma nova elite matemática está descobrindo meios de dissecar cada ação nossa e prever, de maneira precisa, nosso próximo passo. Os NUMERATI se infiltram em todas as áreas da atividade humana. Analisam nossas compras, nossos valores políticos, nossa saúde e nossas vidas.

Entretanto, todos os provedores, mecanismos de buscas e até mesmo o Google afirmam que somente os dados são recolhidos e que não é possível identificar uma pessoa. O Facebook faz exatamente o contrário. Ele sabe e conhece cada um dos seus usuários e compartilha essas informações com sites parceiros. Parece pouca coisa, mas aproximar possíveis consumidores e fornecedores é um mercado que está movimentando bilhões em todo mundo. A falta de privacidade nem é tanto o problema. A questão é que poucos possuem esta quantidade de informação. As empresas do mundo off-line estão cada vez mais dependentes das empresas on-line para atingir de forma mais eficaz os consumidores do que as publicidades generalistas, como a televisão.

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