sábado, 16 de abril de 2011

Quer assistir à televisão? Ligue para a nuvem

Texto publicado em: FNDC

15/04/2011 |
Ethevaldo Siqueira
O Estado de S. Paulo

Conteúdo audiovisual ficará armazenado em servidores, para ser acessado de qualquer [br]tipo de dispositivo

Em 2014 ou 2015, o mundo disporá de mais de 20 bilhões de dispositivos móveis capazes de receber imagens de TV. Serão tablets (como o iPad e muitos outros), smartphones, laptops, iPods e outros, com telas cada dia mais avançadas capazes de mostrar as melhores imagens de TV.

Esse cenário traz dois grandes desafios para as empresas operadoras, para a indústria e para os governos. O primeiro deles será a disponibilidade de banda larga para atender, principalmente, à demanda gigantesca de conteúdo de vídeo. O segundo desafio será o armazenamento do conteúdo, que terá de ser, preferencialmente, na nuvem - isto é nos data centers situados em algum ponto da internet, como os sistemas de armazenamento do Google e, em especial, do YouTube ou o Hotmail.

Por isso, um dos temas mais interessantes desta edição do NAB Show 2011 foi o conteúdo na nuvem. A conferência cobriu a rápida emergência das tecnologias de mobilidade que, sem dúvida, expandem as possibilidades da indústria de TV em todas as suas fases, da pós-produção à distribuição. Uma das alternativas mais debatidas para acesso ao conteúdo de TV "disponível em qualquer lugar do mundo" foi a IPTV - ou seja, da televisão sobre protocolo IP - para distribuição online, tanto nos planos de curto como de longo prazo.

Projeto Ultra Violeta. Um painel realizado aqui em Las Vegas nesta edição do NAB Show - com o título de "Todo poder ao usuário: o Ultra Violeta vem aí" - traz uma novidade que talvez tenha grande impacto no futuro: é o Projeto Ultra Violeta. Previsto para estrear em 2012, "o novo projeto prevê a oferta de rotas comuns, métodos e ferramentas de distribuição para uma gama ampla de dispositivos, meios de comunicação e plataformas" - segundo define David Wertheimer, CEO do Centro de Tecnologia de Entretenimento, da Universidade do Sul da Califórnia (que tem a sigla DECE, em inglês) organismo responsável pela coordenação do Projeto Ultra Violeta, que é, na realidade, um projeto colaborativo de que participam mais de 60 empresas e entidades de diferentes setores.

Entre essas 60 empresas que apoiam o Projeto Ultra Violeta (ou Projeto UV) estão os principais estúdios de Hollywood e gigantes da tecnologia e fornecedores de equipamentos eletrônicos como Microsoft, HP, Sony, Panasonic e Samsung. Essas empresas ajudam a criar um sistema que vai permitir que assistamos ao conteúdo num conjunto de até 12 dispositivos escolhidos pelo comprador, sem qualquer limitação ou barreira.

A primeira meta do Projeto Ultra Violeta - explica Wertheimer - é levar todo conteúdo ao usuário da forma mais confortável. Para tanto, o projeto deverá ser uma espécie de crossmedia ou combinação de todos os meios de distribuição possíveis. Exemplificando, Richard Berger, vice-presidente senior de estratégias digitais globais da Sony Pictures Home Entertainment, lembra que o conteúdo de produtos físicos que hoje conhecemos, como DVD e Blu-ray disc, será oferecido, tanto em streams como para download. "A boa notícia sobre o Projeto UV", diz Berger, "é que nós poderemos oferecer algo específico, quase personalizado, a cada usuário."

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