sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Brasil já supera França em vendas de TVs conectadas, diz Sony

Texto publicado em: FNDC 16/02/2012 |

Georgia Jordan
Tele Síntese

Fabricante japonesa aposta no potencial do mercado brasileiro, onde apenas 17% têm TV de tela fina

A Sony é a empresa que mais cresce no mercado de televisores brasileiro, tendo duplicado as vendas em 2011 com o advento dos modelos conectados e com tecnologia 3D, e a fabricante japonesa aposta no crescimento do segmento. “O Brasil é o quinto maior mercado de TVs conectadas do mundo para a Sony, à frente da França”, disse o gerente da linha Bravia de televisores da companhia, Luciano Bottura, em entrevista ao Tele.Síntese.

Segundo o executivo, o Brasil é um mercado estratégico para a companhia, tendo registrado uma alta de 35% nas vendas em 2011. “O Brasil é um mercado alvo para o mundo inteiro, não tem o mesmo nível de maturidade que os EUA”, afirmou Bottura. “Apenas 17% dos lares brasileiros têm TV de tela fina, por exemplo”.

O foco da Sony no Brasil se traduz no desenvolvimento de produtos voltados para o mercado local. De um total de 26 modelos de TV produzidos na fábrica da Sony em Manaus, 22 são de TVs conectadas e 14 são 3D, e todas contam com conversor para recepção do sinal digital e com o middleware de interatividade da TV aberta, Ginga.

De acordo com Bottura, a empresa também é a que mais disponibiliza conteúdo nacional em sua loja de aplicativos. “Depois do YouTube, são os aplicativos da Band e do SBT que disputam o segundo lugar entre os mais usados”, disse o executivo, que afirma que o consumidor brasileiro está aprendendo os benefícios do aparelho conectado. “Estamos apenas começando a trabalhar TVs conectadas no Brasil”.

Já o 3D deve demorar mais para se instalar no país, segundo Bottura, embora já represente 6,5% das vendas, o que deve aumentar em 2012. “Cruzamos os dedos para que, até 2014, os jogos da Copa sejam transmitidos ao vivo em 3D, como já aconteceu com o Carnaval no ano passado e a final da Liga dos Campeões e de Wimbledon. Isso impulsionaria muito a venda dos aparelhos 3D”.

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